Valoração Ambiental de Resíduos Sólidos

A economia ambiental é fundamentada na teoria econômica neoclássica, tendo surgido nas décadas de 50 e 60, nos EUA, se propondo a estudar métodos de valoração que buscassem integrar as dimensões da sustentabilidade, de forma a determinar os valores econômicos de bens e serviços que não têm preço no mercado. Trata-se da denominada valoração ambiental integrada e que se avalia um ativo ambiental ou um bem ou serviço pelas perspectivas ecológicas e econômicas, considerando as variáveis sócio-econômicas e ambientais (SANCHES, 2004).

A valoração ambiental integrada permite mensurar o valor monetário do recurso natural pelas óticas do valor econômico e do  valor ecológico. O primeiro é o valor de uso do ativo natural pela abordagem antropocêntrica, de conteúdo puramente utilitarista, do recurso natural. O segundo está intimamente ligado à ética do usuário em relação ao meio ambiente. Portanto, o valor intrínseco tem forte ligação com a percepção e as atitudes das pessoas, no que se refere à sustentabilidade do ativo natural, em relação a conservá-lo/preservá-lo para as futuras gerações (MOTA, 2001).

A valoração ambiental pode considerar conceitos globais ou específicos, conforme o objetivo de quem a propõe. No caso deste trabalho a valoração ambiental é restrita e aplicada, especificamente, aos resíduos industriais e, também, pode incluir, indiretamente, outros aspectos relacionados aos diferentes recursos naturais, como por exemplo, recursos hídricos e fontes de energia, entre outros. Portanto a valoração dos resíduos é um importante subsídio na tomada de decisão dos gestores industriais e do poder público, na busca pelo desenvolvimento sustentável.

FONTE: ESTUDO DA VIABILIDADE DA IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE BOLSA DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS NO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE – MS – Daniel de Castro Jorge Silva – Trabalho de Conclusão de Curso submetido ao Curso de Graduação em Engenharia Ambiental da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – 2008

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