Métodos de Tratamento de efluentes industriais

O tratamento de efluentes industriais é muito importante para prevenir a poluição industrial, é um exemplo da aplicação de tecnologias ambientais para a prevenção a poluição dos recursos hídricos.

1. Classificação dos métodos de tratamento de efluentes industriais:

• Químicos: Incluem precipitação química, oxidação e redução químicas, formação de gás insolúvel seguido de volatilização, e outras reações químicas que envolvem troca ou compartilhamento de elétrons entre átomos.

• Físicos: Incluem sedimentação, flotação, filtração, volatilização, troca iônica, adsorção, e outros processos que conseguem remover substâncias dissolvidas ou não sem a necessidade de mudar a estrutura química das mesmas.

• Biológicos: Envolvem organismos vivos que utilizam substâncias orgânicas, ou mesmo minerais, como alimento, transformando no processo as suas características químicas e físicas

2. Considerações:

• O método ou combinação de métodos de tratamento a ser escolhido vai depender da composição dos efluentes industriais a serem tratados. Exemplos:

o Produção de leite – Tratamento biológico.

o Acabamento de metais – Tratamento químico ou físico, podendo incluir a combinação de precipitação química (efluente > 5 mg/l), filtração em areia (efluente > 2 mg/l), troca iônica (efluente mesmo < 20 g/l). Ainda, algumas vezes a presença de quelantes ou orgânicos, pode tornar necessário a inclusão de outras etapas (oxidação e biológico).

• Exemplo de método intencional e não intencional de tratamento: tratamento biológico intencionalmente remove orgânicos e não intencionalmente remove metais.

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Tecnologias ambientalmente corretas serão exigidas nas licitações

A adoção de tecnologias ambientalmente corretas em todas as áreas da sociedade é uma tendência mundial, que busca otimizar e manter os recursos naturais sem esgotá-los rapidamente. O uso destas tecnologias passou a ser critério para as licitações do governo, o que mostra um alinhamento do Brasil com esta tendência.

Governo adota critérios de sustentabilidade nas licitações

A utilização de critérios sustentáveis na aquisição de bens e na contratação de obras e serviços pelos órgãos do governo federal foi regulamentada pelo Ministério do Planejamento. As regras abrangem os processos de extração ou fabricação, utilização e o descarte de produtos e matérias-primas.

De agora em diante, as obras públicas serão elaboradas visando a economia da manutenção e operacionalização da edificação, redução do consumo de energia e água, bem como a utilização de tecnologias e materiais que reduzam o impacto ambiental.

“Essas regras vão exigir uma readequação do mercado, já que nem todos os fornecedores terão produtos qualificados para as nossas exigências”, alertou o secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna. Segundo ele, o governo possui grande poder de compra e deve induzir essas mudanças junto ao mercado.

“Com essas medidas, o governo estimula a sociedade a seguir esse caminho, não apenas porque dá o exemplo, mas também porque pode induzir os fornecedores a se preparar para fornecer produtos e serviços ambientalmente sustentáveis”, justificou.

Entre as determinações, há a exigência para que as construtoras tenham um projeto de gerenciamento de resíduos provenientes da construção civil que atendam às normas do Conselho Nacional do Meio Ambiente. Assim, os resíduos das obras serão destinados a aterros sanitários ou usinas de tratamento de lixo.

A Instrução Normativa também prevê, no caso das obras públicas, a utilização de sistemas de reuso de água e energia, procedimentos para reduzir o consumo de energia, utilização de materiais reciclados, reutilizáveis e biodegradáveis e redução da necessidade de manutenção, além do uso de energia solar. Outra exigência é a comprovação da origem da madeira para evitar o emprego de madeira ilegal na execução da obra ou serviço.

O governo federal também recomenda que os bens e serviços sejam constituídos, no todo ou em parte, por material atóxico, biodegradável e reciclado e que não contenham substâncias perigosas em concentração acima da recomendada na diretiva européia RoHS (Restriction of Certain Hazardous Substances). Entre eles, o chumbo, o cromo, o cromo hexavalente e o cádmio.

A Instrução ainda traz regras para a contratação de serviços, como a separação dos resíduos reciclados descartados pelos órgãos, a adequada destinação para pilhas e baterias e a utilização de produtos de limpeza e conservação de produtos que atendam às determinações da Anvisa. O documento também prevê que as empresas contratadas realizem programas internos de treinamento para a redução de consumo de energia elétrica e  de água.

(Envolverde/Em Questão)

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Aspectos ambientais das obras rodoviárias

Quando, durante a implantação de uma rodovia, não é feita a recuperação ambiental dos impactos ambientais gerados. Estes evoluem e se transformam em um conjunto de degradações que compõem o passivo ambiental do trecho. Atualmente, a existência de passivos ambientais ocorre principalmente em rodovias antigas, implantadas há mais de 20 anos atrás, quando ainda não se existia a consciência ecológica e as ciências ambientais, como a Engenharia Ambiental, eram pouco difundidas e possuíam pouca prática nessa área.

Os avanços no tratamento ambiental de rodovias também estão relacionados à incorporação da variável ambiental na rotina de trabalho dos órgãos rodoviários, à maior fiscalização dos órgãos ambientais competentes, à difusão de manuais técnicos contendo instruções ambientais para projetos e obras rodoviárias, à avaliação econômica das medidas de controle ambiental e quantificação dos custos ambientais de projetos, da implantação, e da manutenção de rodovias e à progressiva implantação de programas de recuperação do passivo ambiental em diversas rodovias do país.

Os impactos ambientais cadastrados ao longo do segmento da rodovia compreendem o seu passivo ambiental, que foi gerado a partir da implantação da rodovia e de atividades antrópicas danosas a região lindeira.

Alguns dos principais impactos ambientais, tanto positivos, como negativos, decorrentes da implantação de uma rodovia são:

  • No meio Sócio-Econômico: conflito de uso e ocupação do solo; alterações nas atividades econômicas das regiões por onde a rodovia passa; mudanças nas condições de emprego e qualidade de vida para as populações; segurança do tráfego, ruído, vibrações, emissões atmosféricas que pode ter efeito sobre a saúde humana; desapropriações; riscos ao patrimônio cultural, histórico e arqueológico; travessias/intrusão urbana, uso indevido da faixa de domínio da rodovia (construções, escavações e descartes, depósito de lixo orgânico).
  • No meio biótico: impedimento dos processos de intercâmbio ecológicos por corte de áreas; riscos de atropelamento de animais; risco a áreas protegidas e a biótopos ecológicos importantes; redução da cobertura vegetal; aumento da pressão sobre ecossistemas terrestres e aquáticos; incêndios nas faixas de domínio; poluição em ambientes aquáticos e riscos para a vida aquática (o lixiviado da lavagem das pistas que cai em corpos d’água superficiais, pode alterar a sua qualidade, aumentar seus nutrientes e gerar processos de eutrofização em lagos e açudes).
  • E no meio físico: retirada de solos; indução a processos erosivos/ voçorocas em antigas áreas exploradas e taludes; instabilidade de taludes, rompimento de fundações; terraplenagem, empréstimos e bota-foras; degradação de áreas de canteiro de obras, trilhas e caminhos de serviço; rebaixamento do lençol freático; risco para a qualidade de água superficial (aumento da turbidez) e subterrânea por concentração de poluentes; assoreamento de terrenos naturais, bacias de drenagem e cursos d’água; Alagamentos, decorrentes do represamento por Obras de Arte Correntes e sistema de drenagem (pontes, viadutos) mal posicionados e/ou obstruídos.

Segundo Malafaia (2004), “um programa de recuperação do passivo ambiental de rodovias deve compreender as seguintes etapas: conceituação de passivo ambiental; levantamento e caracterização do passivo ambiental; avaliação das quantidades e condições desse passivo; estimativa dos custos de sua recuperação; programação financeira para a recuperação; plano de execução da recuperação do passivo ambiental”.

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Vantagens do Sistema de aquecimento solar de água

Faça download do texto completo aqui.

Fonte: Programa Minha casa, Minha vida – Sistema de aquecimento solar de água – Governo Federal: Ministério das cidades e Ministério de Minas e Energia, 2009.

Quais as vantagens ambientais do uso de aquecimento solar?

Além de ser gratuita, a energia solar é uma fonte energética limpa que contribui para a redução das emissões de Gases do Efeito Estufa – GEE, alinhando-se ao Plano Nacional sobre Mudança do Clima e atendimento das metas de eficiência energética do Plano Nacional de Energia – PNE 2030, além de postergar a construção de novos empreendimentos de geração e distribuição de energia elétrica.

A utilização de aquecimento solar de água, gera menor impacto ambiental, e obviamente menor degradação dos recursos naturais. Estes são aspectos essenciais para melhor qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável das cidades.

Por que usar coletores solares para o aquecimento de água?

As principais vantagens e justificativas para adoção da tecnologia solar para o aquecimento de água voltada a residências de interesse social são:
• Acentuada economia de energia elétrica;
• Longa vida útil dos sistemas termossolares;
• Baixo custo de manutenção e operação dos sistemas;
• Utiliza o Sol como fonte de energia: gratuita e limpa;
• Geração de emprego e renda.

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Ecoeficiência pode ser uma resposta positiva à crise

Reportagem publicada no Jornal Valor Econômico do dia 27/01/2009
(J.C.O.)  de São Paulo

A crise econômica coloca as empresas diante de uma espécie de escolha de Sofia entre preservar o caixa ou investir em programas de redução com ecoeficiência de custos com água, energia ou matérias-primas. O dilema é real. Mas, como lembra Beatriz Bulhões, diretora do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds), é preciso levar em conta que a própria crise mostra que o modelo atual está em ruínas. Ou seja, ela acredita que não vai bastar pisar no freio e esperar pela retomada do crescimento, porque a economia que vai emergir depois da crise será outra. “O mundo está mudando”, lembra, utilizando uma imagem do discurso de posse de Barack Obama.

Há uma diferença entre apenas enxugar custos e em utilizar os instrumentos da ecoeficiência e da sustentabilidade para repensar os negócios. “Só enxugar é pensar no agora; com a sustentabilidade, o foco é o futuro”, salienta. A avaliação de Beatriz não é exclusiva, já que, no final do ano passado, pesquisa realizada durante a reunião anual do World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) com cerca de 200 empresas globais mostrou que, para 59% delas, as políticas de ecoeficiência e de sustentabilidade eram uma resposta eficiente à crise e criariam novas oportunidades de negócios.

Não há, diz a diretora, um levantamento consolidado do quanto as empresas podem reduzir gastos quando calçam suas decisões no pilar da sustentabilidade. Existem exemplos diversos, como de empresas que conseguiram reduzir seus custos com água em até 90%.

Segundo a Agência Nacional de Águas (Ana), o desperdício de água no país chega a 40% – o dobro da perda aceitável internacionalmente. Em termos globais, a indústria é responsável por 22% de toda a água doce consumida. Alguns setores são especialmente gastadores, como o aço. Antes da Segunda Guerra Mundial, eram necessárias entre 60 toneladas e 100 toneladas de água para produzir uma tonelada do metal. Hoje, são gastas seis toneladas. Entretanto, o consumo ainda é alto quando o comparamos com o de outros setores, como o de alumínio, que gasta 1,5 tonelada de água.

No Brasil, acredita Beatriz, a maior parte das grandes indústrias tem programas de reaproveitamento de água, uma vez que ela se torna cada vez mais rara e cara. Enfim, a escassez é uma oportunidade. Pelo menos é assim que vê o problema (ou mercado) a General Water. Na grande São Paulo, onde a GW atua, a oferta de água é de 200 metros cúbicos por habitante e, segundo a Organização Mundial de Saúde, o mínimo aceitável é de 2.500 metros cúbicos por habitante. Logo, garantir abastecimento contínuo e de qualidade será cada vez mais estratégico para as empresas. E é isso que a GW se propõe a fazer para seus clientes, que são grandes consumidores privados (consumo mínimo de 10 mil metros cúbicos por mês), como indústrias, shopping centers, condomínios, clubes, hospitais, universidades e centros empresariais.

A empresa oferece uma redução de custos entre 15% e 20%, na comparação com os preços cobrados pela Sabesp. Na prática, os clientes da GW fecham a ligação com a água da rua, porque a GW constrói sistemas de captação e tratamento de águas subterrâneas – que são, por definição, renováveis -, além de reformar ou ampliar estruturas já existentes e instalar sistemas de reuso de água. Enfim, captação, tratamento e racionalização do uso.

Além da redução de custos, há outro importante atrativo financeiro: a GW assume todos os custos e riscos do investimento, desde os primeiros estudos de prospecção no terreno até a instalação da última engrenagem do projeto. “O risco do nosso negócio é este, de não achar água. Muitos dos nossos clientes acabam nos procurando depois de não terem conseguido encontrá-la”, afirma. Mas quando há água (e o poço pode chegar a 600 metros de profundidade), a GW assina um contrato de longo prazo de fornecimento, de dez anos.

Na área de energia, dados preliminares da Eletrobrás indicam que a indústria é ainda a grande campeã em desperdício, jogando fora cerca de 30% da energia que recebe. Até 2015, com o Procel, o governo pretende reduzir a demanda de energia em 130 bilhões de kWh, com ganho líquido para o país de R$ 34 bilhões. Uma boa parte dessa redução será possível com a utilização de equipamentos mais modernos.

No caso de ar condicionado e de equipamentos de refrigeração, a Danfoss aponta que é possível economizar até 30%, já que, nas palavras de Peter David Young, diretor de vendas da divisão de refrigeração e ar condicionado, “não é mais como no passado, onde o equipamento funcionava a plena carga ou era desligado. Hoje, podemos racionalizar o uso, o que gera uma importante economia”.

Segundo o executivo, o diferencial competitivo da Danfoss é o uso de novas tecnologias para reduzir o consumo de matérias-primas e de energia, causando o menor impacto possível sobre o meio ambiente. Multinacional com origem na Dinamarca e líder em pesquisas de desenvolvimento, produção e venda de componentes mecânicos e eletrônicos para diversos segmentos da indústria, a companhia atua nos segmentos de refrigeração e ar condicionado, aquecimento e água e controles de movimento. Agora, a aposta tecnológica é no uso do gás carbônico como gás refrigerante. “O processo é 100% natural e sustentável. Já é utilizado na Europa e está de acordo com a legislação ambiental.”

Em 2009, acredita Young, “o mercado vai continuar crescendo, mas a um ritmo menor”. No ano passado, as vendas da Danfoss aumentaram 20% e, neste ano, devem ter incremento de 10%. O setor de supermercados será o principal responsável por este comportamento. “Eles já nos disseram que os investimentos serão mantidos”, garante o executivo. De fato, não é de hoje que as vendas para Wal-Mart, Carrefour e Pão de Açúcar têm tido um bom desempenho para a companhia. Entre 2006 e 2008, o crescimento foi de 75%.

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Custo de operação X Custo de instalação

Toda instalação de tecnologia ambiental possui um custo de implantação e um custo de operação. Muitas vezes no projeto de uma instalação ambiental, por exemplo, uma estação de tratamento de esgotos ou de água, um equipamento como filtros de manga para controle da poluição do ar e etc, o projetista não avalia a relação existente entre o custo de operação e o custo de instalação.

Essa relação é muito interessante, pois se o custo de implantação é baixo e o custo de manutenção alto, em longo prazo o custo da tecnologia é muito maior. Já se o custo de instalação é alto e decorrente disto praticamente não há custo de manutenção, em longo prazo o custo da tecnologia será menor. Assim, observa-se que muitas vezes é interessante gastar mais na implantação de uma tecnologia mais eficiente e com menor manutenção, do que preferir imediatamente o projeto mais barato. Uma lembrança daquele velho ditado: “as vezes, o barato sai caro”.

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