Presente e Futuro em Meio Ambiente
Não há mais como ignorar o impacto das ações antrópicas sobre o meio ambiente. Tem muita gente no mundo, tem muito poluente novo e ainda temos pouco conhecimento dos efeitos deles sobre a nossa saúde.
Baseado nestes argumentos, traça-se um panorama do presente:
Presente:
1- É necessário resolver problemas ambientais urgentes e locais, como poluição do ar, poluição e perda de mananciais, desertificação, e etc.
2 – Em geral, aplicam-se recursos, energia e materiais para manter os problemas escondidos.
3- Adotamos as soluções ambientais disponíveis, geralmente sem planejamento e sem saber se é a melhor solução ambiental a ser adotada mesmo.
4 – Quando o assunto é custo/benefício sempre os custos das soluções com maiores benefícios ambientais são maiores, inviabilizando suas implementações.
Futuro:
1 – Precisamos aprender a aproveitar o potencial dos resíduos para as demandas do mundo atual, exemplo: água para agricultura, biomassa para as empresas fornecedoras de energia.
2 – É necessário desenvolver tecnologias ambientais com menores custos, visando viabilizar sua implementação.
É interessante que tem uma situação que resume bem o ponto de virada na adoção de medidas ambientais em que estamos agora: as escolhas que as empresas fornecedoras de água estão tendo que fazer.
Escolha atual para as empresas fornecedoras de água (concessionárias de abastecimento público):
- ou: Vamos proteger a qualidade do ambiente aquático, para manter a qualidade da nossa
matéria prima aceitável? (implica: fazer esforço político a longo prazo, investimento em tecnologia, infra-estrutura, programas de recuperação e de monitoramento ambiental. Implica: DINHEIRO PARA EVITAR A POLUIÇÃO)
- ou: vamos investir mais e mais em tecnologias cada vez mais sofisticadas e cada vez mais
caras para produzir a nossa agua potável à partir da mesma matéria prima, seja com qual qualidade esta tiver? (implica: esforço próprio, não depende da vontade política ou da adoção de medidas para evitar a poluição do rio, mas assim é a vítima (a sociedade), e não o poluidor, é quem paga a conta, pois continua com o rio poluído. Implica: DINHEIRO PARA TRATAR O QUE JÁ FOI POLUÍDO)
Ou seja, o que é melhor: gastar em medidas que a longo prazo mantém a qualidade dos recursos naturais, diminuindo o seu custo de exploração em longo prazo, ou, não adotar medida nenhuma e depois gastar para recuperar o passivo ambiental.
O objetivo deste texto era fazer pensar que mesmo que o custo é alto, os benefícios da adoção de medidas ambientais compensam, pois em geral evitam mais gastos no futuro e previnem problemas maiores, como diz o antigo ditado: “Um mal menor previne um mal maior”
agosto 19, 2008 1 Comment
3 R’s, 4 R’s e 5 R’s
Quando se fala de resíduos sólidos, ou seja, de lixo, existem as dicas dos R’s. Alguns materiais falam em 3 R’s, outros em 4 e outros em 5 R’s, afinal qual utilizar?
Antes de decidir qual conceito de R’s se aplica ao seu caso, primeiro é necessário saber o que em geral eles querem dizer:
3 R’s: Reduzir, Reutilizar e Reciclar.
4 R’s: Reduzir, Reciclar, Reutilizar e Reintegrar.
5 R’s: Reduzir, Reutilizar, Reciclar, Repensar e Recusar.
O primeiro conceito inventado e atualmente o mais utilizado é os 3 R’s.
O conceito de 4 R’s está ligado a gestão dos resíduos, conforme demonstra a seguinte figura:
Neste conceito de 4 R’s destacamos bem a diferença entre reciclar, reutilizar e reciclar:
Reciclar: Mandar o produto de volta para o processamento após sua utilização, exemplo: latinha de alumínio volta para a indústria de latinhas;
Reutilizar: Após o uso, reutilizar o produto para outro fim, exemplo: pegar um pote de vidro vazio e usar para guardar moedas;
Reintegrar: Reintegrar o produto a natureza, ou seja, transformá-lo novamente em um recurso natural, exemplo: compostagem de resíduos orgânicos para fazer húmus e adubo.
Já o conceito de 5 R’s foi adaptado para favorecer processos de Educação Ambiental, pois é um conceito mais prático e mais aplicável no nosso dia a dia como consumidores.
Conheça um passeio de ecoturismo na região de Bonito, MS, que coloca em prática os princípios dos R’s na gestão de resíduos sólidos: Rio da Prata.
agosto 12, 2008 10 Comments
Gerenciamento de Resíduos Sólidos Urbanos
O problema dos Resíduos Sólidos Urbanos é apenas uma questão de falta de visão.
A questão ambiental só passou a ser considerada importante nas últimas três décadas, antes disso pouco se pensava sobre planejamento urbano, reciclagem e compostagem. Uma conseqüência desse desenvolvimento de consciência tardio é a falta de planejamento quanto à questão do tratamento e da disposição final de resíduos sólidos que a maioria das cidades brasileiras enfrenta. E, para agravar ainda mais a situação, esses métodos terão que ser desenvolvidos agora, em uma época de acelerado crescimento populacional e desenvolvimento urbano.
Estima-se que a população brasileira produza por dia uma média de 150 mil toneladas de lixo urbano, média esta, que tende a crescer como a população, em crescimento exponencial, e que deste total somente 65% seja coletado, ou seja, os 35% restantes vão parar nas ruas das cidades ou na natureza, poluindo, disseminando doenças e, assim, ameaçando a integridade da fauna, flora e população local. Das 98 mil toneladas de lixo que são coletadas, 75% têm como destino final os despejos a céu aberto, mais conhecidos como lixões, uma prática extremamente condenável pela sua capacidade de poluir em grande escala, e pela ameaça que a mesma representa à saúde da população.
Para solucionar esse problema é preciso primeiro investir em tecnologias para a gestão integrada dos resíduos sólidos, o que significa trabalhar integralmente o planejamento das ações técnicas e operacionais do sistema de limpeza urbana com os aspectos sociais, ou seja, unir as questões sanitárias, ambientais, econômicas e sociais. Uma união que já deveria ter sido proposta há muito tempo, considerando as fortes relações de causa e conseqüência existentes entre os temas listados.
Uma das maneiras mais completas de tratar e a dispor adequadamente o lixo urbano é através da separação dos tipos de resíduos, um método que envolve a reciclagem e a reutilização (um exemplo de reuso é a compostagem), sendo, portanto responsável por grandes economias de energia e de recursos naturais finitos. Essa segregação também irá proporcionar extrema eficácia para o serviço de tratamento já que cada espécie de resíduo irá ser processada utilizando metodologias e estruturas específicas, o que irá proporcionar grandes melhorias sociais, ambientais e econômicas.
Enxergar a longo prazo é ter visão. Na ciência do meio ambiente existem ações e reações resultando em processos e, muitos destes, obedecem a ciclos definidos, na maioria das vezes, muito antes do aparecimento da raça humana na Terra. Nosso planeta poderá sim sobreviver à nossa raça, da nossa parte é preciso apenas visão e planejamento.
agosto 12, 2008 No Comments
Países desenvolvidos e resíduos
Na aula do mestrado esta semana o Professor Marc (Holandês), passou um esquema muito interessante sobre como os países desenvolvidos lidam com seus resíduos industriais:
Primeiro: evitar geração de poluentes e de resíduos.
Segundo: se gerado o resíduo, tenta reaproveitar no local onde foi gerado.
Terceiro: Se isso não é posivel, tentar transformar em algo útil num outro lugar, exemplo: bolsa de resíduos industriais, o resíduo de uma indústria é matéria-prima para outra.
Quarto: Se as opções anteriores não são possíveis, tenta tratar o resíduo.
Penuútima opção: incinerar para gerar energia.
Última opção: é depositar num aterro, pois em países desenvolvidos os custos de aterrar são elevados devido a falta de espaço, e necessidade de gerenciamento.
Já nos países em desenvolvimento o que que a gente faz?
A gente aterra tudo!!
agosto 11, 2008 No Comments
5 R’s
No seu dia a dia, pratique os 5 R’s:
Reduzir, Reutilizar, Reciclar, Repensar e Recusar.
O primeiro passo é REDUZIR a quantidade de lixo que a gente produz. Depois REUTILIZAR tudo que pudermos e RECICLAR.
REPENSAR nosso comportamento diário e RECUSAR produtos que agridem a saúde a o meio ambiente também é colaborar com o processo de conservação.
agosto 4, 2008 5 Comments
Dica de como reciclar – Consumo Consciente de Embalagens
Estamos no meio da grande onda verde, a hora da virada, é preciso adquirir consciência ambiental e rápido. Então, como sou Engenheira Ambiental, quero dar 5 dicas para o consumo consciente de embalagens:
1- Evite Embalagens Desnecessárias!
2 – Prefira produtos com embalagens retornáveis ou refis!
3 – Utilize sacolas retornáveis! De tecido! Diga não as sacolinhas plásticas!
4 – Reutilize suas embalagens sempre que possível!
5 – Encaminhe as embalagens sem utilidade para a reciclagem!
No meu bairro não tem programa de reciclagem, mas passam muitos catadores de materiais recicláveis. Então o que eu faço é separar o lixo em reciclável e rejeito. No reciclável entra tudo o que é reciclável junto, desde que limpo e seco, caixa de papelão, de sabonete, frasco de detergente, de amaciante, garrafa pet. E o rejeito é o lixo do banheiro, e o resto de comida! Aí eu coloco na lixeira na calçada em horas diferentes, coloco o reciclável de manhã logo cedo, sempre que encho um saco de 100 litros, no começo eu colocava uma fita crepe escrito reciclável. Agora os catadores já aprenderam então não precisa mais.
E coloco o rejeito só na hora e dias em que sei que vai passar o lixeiro!
Quer jeito mais fácil de reciclar? Melhor do que os catadores terem que enfiar a mão no lixo todo!
agosto 4, 2008 3 Comments

