Mais sobre a nova resolução CONAMA de pilhas e baterias
Fonte: Redação do MMA, Revista Envolverde
O Diário Oficial da União já publicou a resolução CONAMA nº 401/2008 que estabelece os limites máximos de chumbo, cádmio e mercúrio para pilhas e baterias comercializadas no território nacional e os critérios e padrões para o seu gerenciamento ambientalmente adequado.
A resolução preconiza que todos os pontos de venda de pilhas e baterias do País terão dois anos para oferecer aos consumidores postos de coleta para receber os produtos descartados. Caberá ao comércio varejista encaminhar o material recolhido aos fabricantes e importadores que, por sua vez, serão responsáveis pela reciclagem, ou, quando não for possível, pelo descarte definitivo em aterros sanitários licenciados.
A norma prevê ainda que nos materiais publicitários e nas embalagens de pilhas e baterias, fabricadas no País ou importadas, deverão constar de forma clara, visível e em língua portuguesa, a simbologia indicativa da destinação adequada, as advertências sobre os riscos à saúde humana e ao meio ambiente, bem como a necessidade de, após seu uso, serem encaminhadas aos revendedores ou à rede de assistência técnica autorizada.
Os fabricantes e importadores de produtos que incorporem pilhas e baterias também deverão informar aos consumidores sobre como proceder quanto à remoção destas pilhas e baterias após a sua utilização, possibilitando sua destinação separadamente dos aparelhos.
Para as pilhas e baterias não contempladas na nova norma, fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e poder público deverão implementar programas de coleta seletiva também no prazo de dois anos previsto na resolução.
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novembro 15, 2008 1 Comment
Problemática dos Resíduos Sólidos
É interessante pensar sobre a problemática que os resíduos sólidos, comumente chamados de lixo pelas comunidades, representam.
Primeiro é necessário recursos naturais para produzir todos os bens de consumo que eventualmente acabam sendo descartados e virando resíduos sólidos, isso já é um problema em si, pois na produção e na utilização destes produtos (exemplo: carro) ocorrem impactos ambientais como desmatamento, emissão de poluentes atmosféricos e etc. E sabemos que os recursos naturais estão cada vez mais escassos, não só pela alta exploração mas também pela poluição e contaminação dos mesmos.
Segundo que uma vez produzido um produto a partir de um recurso natural, e descartado e transformado em resíduo, provavelmente não é mais possível transformá-lo de volta em um recurso natural, e se ele não for reciclável, temos então, o problema da disposição final, onde vamos dispor este resíduo? A disposição final mais utilizada no Brasil são aterros sanitários, que precisam de muita área, e geram muitos impactos ambientais.
Outro problema dos resíduos sólidos, principalmente, dos perigosos, é a necessidade de tratamento antes da disposição final, para garantir que não vão se tornar focos de doenças ou de contaminação, o que no Brasil, o país dos lixões, muitas vezes (para não dizer quase sempre) não acontece.
Esses problemas citados anteriormente, geram por si só, outros problemas de dimensões econômicas, sociais e até políticas.
Temos que pensar em como agir! No futuro, o Brasil terá uma política nacional de resíduos sólidos, sabemos disso já, mas o problema já existe, e as prefeituras podem começar a buscar soluções individuais para resolvê-los, já que elas mesmas que gastam na busca de remediação para as mazelas das cidades.
Uma ação interessante é cobrar taxas de lixo de grandes geradores, como indústrias e supermercados, para que eles diminuam a geração própria e também incentivá-los a repensar no modo de venda dos seus produtos, para gerar menos resíduos sólidos ao longo da cadeia de consumo.
outubro 23, 2008 No Comments
Gerenciamento de resíduos sólidos
As figuras abaixo são dedicadas especialmente aos alunos do curso de Gerenciamento de Resíduos Sólidos do Portal Educação.
Todas elas são relacionadas ao Gerenciamento de resíduos sólidos. Abaixo de cada figura está a legenda que a explica.

Diferenças entre o gerenciamento dos resíduos sólidos entre o Brasil e em alguns países desenvolvidos como na Europa.
outubro 17, 2008 1 Comment
Gerenciamento de resíduos sólidos
A reportagem abaixo do Jornal Valor Econômico exemplifica muito bem como os resíduos sólidos possuem um valor econômico que pode ser aproveitado através do seu gerenciamento adequado.
O ponto principal para garantir este aproveitamento é separar na fonte geradora, visando que a mistura de diversos tipos de resíduos não gerem contaminação ou inviabilizem uma separação futura.
Lendo a reportagem também podemos perceber que para cada tipo de resíduo em geral existe uma possibilidade de reaproveitamento ou de reciclagem, ou seja, que a fração que realmente é rejeito é muito pequena, o que demonstra que é besteira ficar entupindo aterros sanitários com materiais que ainda possuem utilidade.
Produtividade aumenta com a gestão de resíduos
Fonte: Jornal Valor Econômico de 30/09/2008
Por Silvia Torikachvlli de São Paulo
As ações de responsabilidade ambiental desembarcaram há quase oito anos no Shopping Iguatemi de São Paulo – e vieram a reboque de providências de ordem econômica. Só na garagem da avenida Faria Lima, 6.464 lâmpadas de 40 w foram substituídas por 3.232 luminárias de 32 w, que iluminam mais e representam hoje uma diminuição de 30% na conta de luz. “A troca gerou uma redução no consumo de cerca de 38 mil kW/ano”, calcula Charles Krell, vice-presidente de operações do Iguatemi. “Essa economia permitiu ainda redução de 50% na compra de lâmpadas para garagens.”
Krell, vice-presidente de operações do Iguatemi: troca de vasos sanitários diminuiu em 50% o consumo de água
A economia sempre fala mais alto na hora de tomar decisões de ordem ambiental. Os vasos sanitários dos oitenta banheiros do Iguatemi foram substituídos há cinco anos: saíram os de 12 litros e entraram os de 6 litros. Para ilustrar a redução de consumo, Krell cita um dado de 1998, quando a conta mensal de água era de 8.876 m3. Em 2006, o consumo caiu para 4.838 m3/mês. “Uma queda de 50%, mesmo considerando que nesse intervalo o shopping passou por três expansões de área.”
Não há segredo nessa redução. Krell vai enumerando as providências tomadas a partir da economia conquistada com a diminuição do consumo. Armazenar a água da chuva em tanques com tratamento específico representou uma redução de 12% no consumo, diz ele. “Mas também acionamos constantemente os caça-vazamentos, construímos poços artesianos, introduzimos travas nas válvulas de descarga, torneiras economizadoras – tudo para aumentar a eficiência sem perder a qualidade.”
Mesmo sendo uma edificação com mais de 40 anos de funcionamento, o Iguatemi, segundo Krell, pode ser incluído entre os 20% de shoppings da nova geração que, justamente por terem sido construídos de acordo com as novas normas ambientais, ostentam sofisticadas modelos de gestão de resíduos. Em 2007, segundo Krell, a rede Iguatemi encaminhou para a reciclagem 1.805 toneladas de materiais como papelão, metal, papel, plástico, vidro e óleo de cozinha.
Encaminhar para a reciclagem não basta. Fundamental mesmo é acompanhar a trilha do descarte de todos os resíduos. O shopping Dom Pedro, construído em 2002, em Campinas (SP), pela rede Sonae Sierra, é modelo de gestão ambiental, segundo a coordenadora Elizabeth Morita. As providências começaram antes mesmo da construção. As árvores retiradas da área para dar lugar ao empreendimento foram transportadas para o Parque Ribeirão das Pedras. O espaço, até então deteriorado e abandonado, recebeu 35 mil mudas de árvores nativas. Nessas ações, Campinas ganhou um shopping e uma área de lazer renovada. “Essa experiência deu tão certo que vamos replicar no empreendimento do grupo em Goiânia”, diz Elizabeth.
O acompanhamento da trilha do descarte de resíduos das 360 lojas do shopping Dom Pedro, por onde circulam cerca de 1,8 milhão de consumidores por mês, mereceu o ISO 14001, que estabelece diretrizes básicas para o gerenciamento da questão ambiental. “Nossa reciclagem fica entre os 65% e 70%, o que nos garantiu o segundo lugar na pesquisa que abrange um universo de 140 shoppings no mundo inteiro.”
A gestão dos resíduos é acompanhada de perto no Dom Pedro – “o que significa que cada descarte tem relatório do parceiro que recolhe e auditoria que confere a destinação e utilização final”, diz Elizabeth. No caso das 20 toneladas de cascas de cítricos e borra de café, a empresa que faz a gestão de resíduos direciona tudo para a compostagem numa fazenda do interior, que vende o produto obtido para empresas de paisagismo e jardinagem. As sobras de alimentos, cerca de 65 toneladas/mês, são encaminhadas para beneficiamento e, posteriormente, transformadas em ração animal.
Para que essas etapas todas funcionem em sintonia, os lojistas recebem treinamentos e os próprios consumidores são informados sobre como podem participar. As embalagens de papelão ondulado, que costumam voltar à fábrica em forma de reciclável, estão na mira de exclusão. A administração do Dom Pedro incentiva os lojistas a trocar as caixas de papelão por embalagens vai-e-volta de plástico. O Dom Pedro, enfim, não pára de inventar. A nova estação de tratamento de efluentes vem representando uma reutilização de 35% da água consumida, que bate nos 20 mil m3 por mês. “Os sanitários e a rega dos jardins são abastecidos com água de reúso”, diz Elizabeth.
No Rio de Janeiro, o NorteShopping está em operação há 21 anos, com 350 lojas que atraem cerca de 2,5 milhões de pessoas/mês. As primeiras ações ambientais começaram em 1998, segundo Maria Fernanda De Paoli, gerente de marketing do empreendimento. E começaram pela reciclagem do lixo. De duas a três vezes ao dia os coletores percorrem as lojas onde já existe uma separação prévia de resíduos. O resultado das coletas vai para diferentes empresas especializadas em reciclagem. “Temos relatórios mensais das empresas terceirizadas que nos garantem que cada descarte é feito de forma apropriada”, diz Maria Fernanda.
Por sugestão dos donos de restaurantes, a coleta de óleo de cozinha foi incluída como modalidade de descarte no NorteShopping. “A cada dia vamos agregando novas formas de gerenciar os resíduos”, diz Maria Fernanda. A água de chuva já é 100% tratada e utilizada na alimentação do chafariz do shopping. A reutilização da água de esgoto também foi providência adotada recentemente. Uma estação de tratamento capta os efluentes e trata o material, que é reutilizado no sistema de ar condicionado. “Essa medida representa uma economia de 250 mil caixas d´água”, calcula Maria Fernanda. “É quantidade suficiente para abastecer um edifício de 24 apartamentos com três pessoas em cada unidade.”
A usina de co-geração de energia do NorteShopping, que antes funcionava a diesel, agora é movida a gás natural. O processo está em andamento há cerca de seis anos e representa a cada ano uma economia de 30% de energia elétrica e 40% no consumo de água. “Estamos deixando de gastar dinheiro à toa”, comemora Maria Fernanda. “Com processos ecologicamente corretos reduzimos custos e alcançamos maior produtividade.”
Para que os clientes sejam informados das ações de forma que façam parte dessa grande ciranda, Maria Fernanda providenciou adesivos para cada uma das mesas da praça de alimentação. Ali, todo consumidor fica sabendo como e onde descartar seu próprio lixo. “Ele se transforma num elo dessa cadeia ao ser informado, por exemplo, que 60% dos copos utilizados, ou mais de 670 kg de plástico, foram transformados em outros produtos graças à colaboração dele”, diz Maria Fernanda. “É raro algum consumidor resistir a esse apelo.” (S.T.)
outubro 1, 2008 No Comments
Resíduos Sólidos
A importância de reciclar e reutilizar os resíduos é aproveitar o seu valor econômico, ao invés de deixar que estes materiais simplesmente se acumulem na natureza por anos a fio (como mostra a figura abaixo) ou de simplesmente enterrá-los em um aterro sanitário ou lixão.
setembro 18, 2008 No Comments
Lixo tecnológico deve triplicar nos próximos 5 anos
Resumi esta reportagem do Jornal Valor Econômico do dia 05/06/2008 pois acho que é um alerta importante e uma oportunidade importante para a indústria buscar se adequar também.
“Lixo tecnológico deve triplicar nos próximos 5 anos” por Rosângela Capozoli
A estimativa parece irreal, mas é uma verdade preocupante: a cada ano são gerados, no mundo, 50 milhões de toneladas de lixo tecnológico, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Caso o volume fosse dividido entre os contêineres de um trem, seus vagões, superlotados, dariam uma volta ao redor do mundo. A participação do Brasil nessa viagem não é nada desprezível. Em 2007 foram comercializados cerca de 20 milhões de computadores e ainda há o desafio de incorporar mais de 120 milhões de excluídos digitais a esse mercado, levando não apenas a tecnologia, mas o acesso à internet. Os televisores totalizaram 11 milhões no mesmo período e a esse consumo somam-se mais 21,1 milhões de novos telefones celulares. “No prazo de três a cinco anos tudo isso se transformará em lixo tecnológico”, afirma Rodrigo Baggio, diretor executivo do Comitê para Democratização da Informática (CDI).
O entulho gerado por essa extensa gama de produtos coloca o planeta em estado de alerta. Não sem razão, pois se tratam de resíduos que contêm produtos tóxicos nocivos à saúde e de difícil degradação, podendo levar entre 20 e 450 anos para se decompor. De acordo com os dados da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, o tempo médio de degradação dos metais, que inclui componentes de equipamentos, é de quase meio milênio. Na Europa, para se ter uma idéia, essa montanha cresce quase três vezes mais rápido do que o total de lixo comum coletado. Nos países em desenvolvimento, estima-se que a produção de lixo tecnológico triplique nos próximos cinco anos. Preocupado com o crescimento desse lixo e com a falta de regulamentação e debates que conscientizem a população brasileira sobre os sérios riscos provocados, Baggio enxerga um futuro nada promissor ao meio ambiente e à saúde humana brasileira.
“O Brasil ainda não tem um plano de reciclagem e de descarte seguro para o lixo tecnológico”, reforça. Só os aparelhos celulares somam 102 milhões e a expectativa para 2008 é vender entre 40 milhões e 50 milhões de novas unidades. O diretor executivo explica que, quando os equipamentos eletroeletrônicos são descartados de forma incorreta, no lixo comum, que segue para aterros sanitários, essas substâncias tóxicas são liberadas e penetram no solo, contaminando lençóis freáticos e, aos poucos, animais e seres humanos. “No final de 2007, foram descartados cerca de 50 milhões de toneladas de computadores no mundo. E nos últimos três anos, somaram 400 milhões”, informa.
No Brasil, explica, não se tem estimativas, mas o país segue a tendência mundial com o tempo médio de substituição de telefones celulares e computadores bastante próximo dos países desenvolvidos: três anos para aparelhos celulares e entre três e cinco anos para uso comercial de computadores. “As iniciativas de regulamentação do lixo eletrônico no Brasil ainda são incipientes e a gerência do ciclo de vida dos produtos e destinação de seus resíduos tóxicos permanecem como uma questão de consciência de fabricantes e usuários”, completa. A Política Nacional de Resíduos Sólidos tramita desde 1991 na Câmara. Seguiu para apreciação em setembro, tendo recebido adendos, com atenção especial para o lixo eletrônico.
A única lei que trata de recolhimento de material eletrônico no país é a Resolução 257, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), de 1999, que atribui aos fabricantes ou importadores de pilhas e baterias a responsabilidade pelo gerenciamento desses produtos tecnológicos que necessitam de disposição final específica, por conta dos níveis de metais tóxicos. Mas, ainda assim, o índice de recolhimento está distante do satisfatório apesar da ampliação de postos de coletas em bancos e supermercados.
Sem arriscar números, Luiz Ceolato, supervisor de meio ambiente da Motorola Brasil, líder na fabricação de aparelhos celulares e 3ª no ranking mundial, acredita que a coleta de baterias, celulares e acessórios ainda está distante das taxas desejadas. “Em 2000, a Motorola suspendeu a fabricação de bateria com cádmio e oito anos depois ainda recebe esse tipo de produto”, comenta. A preocupação da companhia em recolher apenas baterias começou há quase nove anos, mas foi em 2007 que a empresa passou a dispensar mais atenção ao lixo ao lançar o programa Ecomoto. A nova política estendeu o recolhimento também aos celulares e acessórios usados e encaminha todo material à reciclagem. “Em todos esses anos já foram reciclados mais de 250 toneladas de baterias”, afirma Ceolato. Plásticos, aço e metais preciosos, como os retirados das placas dos celulares, segundo ele, “são materiais que levam de 20 anos a 100 anos para se degradarem”.
Conscientizar as empresas para lidar com a questão da sustentabilidade, na opinião de Baggio, é a única arma de que o Brasil dispõe no momento para reduzir o lixo tóxico. “Nos Estados Unidos e Europa, ao contrário do Brasil, existem empresas dedicadas à reciclagem tecnológica e reaproveitamento dos produtos, neutralizando os componentes tóxicos”, conta. A Alemanha, por exemplo, dispõe de uma legislação que permite ao consumidor pagar uma pequena taxa e ter seu produto recolhido em sua própria casa. O Brasil está distante de adotar uma política dessa dimensão, mas o movimento dentro das empresas começa a despertar.
A unidade de TDI – matéria-prima utilizada na fabricação de espumas flexíveis de poliuretano para aplicações automotivas, mobiliares e colchões — da Dow Brasil, localizada no complexo industrial de Aratu-Camaçari (BA), está entre as companhias que já olham com atenção para essa questão. Maior fabricante de TDI da América Latina, com capacidade instalada para 60 mil toneladas/ano, a companhia focou suas alternativas para o tratamento e descarte adequado de seus resíduos sólidos e líquidos. “A porcentagem total de resíduos, que era de 14%, caiu para 6%”, informa Adriana Brant de Carvalho, gerente de produto. Essa redução equivale a nove mil toneladas/ano. Pelas suas contas, foram desembolsados US$ 70 milhões no período 2000/2007 distribuídos entre programas que preconizam a segurança, saúde e o respeito ao meio ambiente. “Até 2011 a meta é baixar ainda mais essa taxa que deverá oscilar entre 1% e 2%”, informa a gerente.
O sinal verde rumo ao desenvolvimento sustentável também foi dado em 2004 pela Whirlpool S.A. Unidade de Eletrodoméstico. A companhia optou pelo conceito baseado no “The Natural Step”. Trata-se de uma instituição sueca que estabeleceu desde 1989 uma metodologia científica para definir condições de sustentabilidade. Essa filosofia estabelece diretrizes para o desenvolvimento de produtos ecoeficientes; a gestão de materiais e resíduos, incluindo o recolhimento de embalagens e gases refrigerantes.
“A Whirpool já processou 550 toneladas de produtos e peças recolhidos de consumidores e da rede de serviços”, informa Paulo Vodianists Kaia, assessor do meio ambiente da central. Segundo ele, mais de 80% dos materiais são efetivamente reciclados, o que vai além da meta estabelecida pela União Européia. A preocupação da Whirlpool estende-se ao recolhimento prévio dos gases refrigerantes dos refrigeradores antigos como o Cloro/Fluor/Carbono (CFC). Já o Projeto Gaia, com atuação em São Paulo, tem como meta criar “soluções ecologicamente corretas para as embalagens de produtos e aumentar a percepção do consumidor sobre a importância das questões ambientais”. Desde a implantação do Gaia, em 2003, mais de 78 toneladas de embalagens em poliestireno expandido e papelão foram reciclados.
setembro 5, 2008 6 Comments
Presente e Futuro em Meio Ambiente
Não há mais como ignorar o impacto das ações antrópicas sobre o meio ambiente. Tem muita gente no mundo, tem muito poluente novo e ainda temos pouco conhecimento dos efeitos deles sobre a nossa saúde.
Baseado nestes argumentos, traça-se um panorama do presente:
Presente:
1- É necessário resolver problemas ambientais urgentes e locais, como poluição do ar, poluição e perda de mananciais, desertificação, e etc.
2 – Em geral, aplicam-se recursos, energia e materiais para manter os problemas escondidos.
3- Adotamos as soluções ambientais disponíveis, geralmente sem planejamento e sem saber se é a melhor solução ambiental a ser adotada mesmo.
4 – Quando o assunto é custo/benefício sempre os custos das soluções com maiores benefícios ambientais são maiores, inviabilizando suas implementações.
Futuro:
1 – Precisamos aprender a aproveitar o potencial dos resíduos para as demandas do mundo atual, exemplo: água para agricultura, biomassa para as empresas fornecedoras de energia.
2 – É necessário desenvolver tecnologias ambientais com menores custos, visando viabilizar sua implementação.
É interessante que tem uma situação que resume bem o ponto de virada na adoção de medidas ambientais em que estamos agora: as escolhas que as empresas fornecedoras de água estão tendo que fazer.
Escolha atual para as empresas fornecedoras de água (concessionárias de abastecimento público):
- ou: Vamos proteger a qualidade do ambiente aquático, para manter a qualidade da nossa
matéria prima aceitável? (implica: fazer esforço político a longo prazo, investimento em tecnologia, infra-estrutura, programas de recuperação e de monitoramento ambiental. Implica: DINHEIRO PARA EVITAR A POLUIÇÃO)
- ou: vamos investir mais e mais em tecnologias cada vez mais sofisticadas e cada vez mais
caras para produzir a nossa agua potável à partir da mesma matéria prima, seja com qual qualidade esta tiver? (implica: esforço próprio, não depende da vontade política ou da adoção de medidas para evitar a poluição do rio, mas assim é a vítima (a sociedade), e não o poluidor, é quem paga a conta, pois continua com o rio poluído. Implica: DINHEIRO PARA TRATAR O QUE JÁ FOI POLUÍDO)
Ou seja, o que é melhor: gastar em medidas que a longo prazo mantém a qualidade dos recursos naturais, diminuindo o seu custo de exploração em longo prazo, ou, não adotar medida nenhuma e depois gastar para recuperar o passivo ambiental.
O objetivo deste texto era fazer pensar que mesmo que o custo é alto, os benefícios da adoção de medidas ambientais compensam, pois em geral evitam mais gastos no futuro e previnem problemas maiores, como diz o antigo ditado: “Um mal menor previne um mal maior”
agosto 19, 2008 No Comments
3 R’s, 4 R’s e 5 R’s
Quando se fala de resíduos sólidos, ou seja, de lixo, existem as dicas dos R’s. Alguns materiais falam em 3 R’s, outros em 4 e outros em 5 R’s, afinal qual utilizar?
Antes de decidir qual conceito de R’s se aplica ao seu caso, primeiro é necessário saber o que em geral eles querem dizer:
3 R’s: Reduzir, Reutilizar e Reciclar.
4 R’s: Reduzir, Reciclar, Reutilizar e Reintegrar.
5 R’s: Reduzir, Reutilizar, Reciclar, Repensar e Recusar.
O primeiro conceito inventado e atualmente o mais utilizado é os 3 R’s.
O conceito de 4 R’s está ligado a gestão dos resíduos, conforme demonstra a seguinte figura:
Neste conceito de 4 R’s destacamos bem a diferença entre reciclar, reutilizar e reciclar:
Reciclar: Mandar o produto de volta para o processamento após sua utilização, exemplo: latinha de alumínio volta para a indústria de latinhas;
Reutilizar: Após o uso, reutilizar o produto para outro fim, exemplo: pegar um pote de vidro vazio e usar para guardar moedas;
Reintegrar: Reintegrar o produto a natureza, ou seja, transformá-lo novamente em um recurso natural, exemplo: compostagem de resíduos orgânicos para fazer húmus e adubo.
Já o conceito de 5 R’s foi adaptado para favorecer processos de Educação Ambiental, pois é um conceito mais prático e mais aplicável no nosso dia a dia como consumidores.
agosto 12, 2008 5 Comments
Gerenciamento de Resíduos Sólidos Urbanos
O problema dos Resíduos Sólidos Urbanos é apenas uma questão de falta de visão.
A questão ambiental só passou a ser considerada importante nas últimas três décadas, antes disso pouco se pensava sobre planejamento urbano, reciclagem e compostagem. Uma conseqüência desse desenvolvimento de consciência tardio é a falta de planejamento quanto à questão do tratamento e da disposição final de resíduos sólidos que a maioria das cidades brasileiras enfrenta. E, para agravar ainda mais a situação, esses métodos terão que ser desenvolvidos agora, em uma época de acelerado crescimento populacional e desenvolvimento urbano.
Estima-se que a população brasileira produza por dia uma média de 150 mil toneladas de lixo urbano, média esta, que tende a crescer como a população, em crescimento exponencial, e que deste total somente 65% seja coletado, ou seja, os 35% restantes vão parar nas ruas das cidades ou na natureza, poluindo, disseminando doenças e, assim, ameaçando a integridade da fauna, flora e população local. Das 98 mil toneladas de lixo que são coletadas, 75% têm como destino final os despejos a céu aberto, mais conhecidos como lixões, uma prática extremamente condenável pela sua capacidade de poluir em grande escala, e pela ameaça que a mesma representa à saúde da população.
Para solucionar esse problema é preciso primeiro investir em tecnologias para a gestão integrada dos resíduos sólidos, o que significa trabalhar integralmente o planejamento das ações técnicas e operacionais do sistema de limpeza urbana com os aspectos sociais, ou seja, unir as questões sanitárias, ambientais, econômicas e sociais. Uma união que já deveria ter sido proposta há muito tempo, considerando as fortes relações de causa e conseqüência existentes entre os temas listados.
Uma das maneiras mais completas de tratar e a dispor adequadamente o lixo urbano é através da separação dos tipos de resíduos, um método que envolve a reciclagem e a reutilização (um exemplo de reuso é a compostagem), sendo, portanto responsável por grandes economias de energia e de recursos naturais finitos. Essa segregação também irá proporcionar extrema eficácia para o serviço de tratamento já que cada espécie de resíduo irá ser processada utilizando metodologias e estruturas específicas, o que irá proporcionar grandes melhorias sociais, ambientais e econômicas.
Enxergar a longo prazo é ter visão. Na ciência do meio ambiente existem ações e reações resultando em processos e, muitos destes, obedecem a ciclos definidos, na maioria das vezes, muito antes do aparecimento da raça humana na Terra. Nosso planeta poderá sim sobreviver à nossa raça, da nossa parte é preciso apenas visão e planejamento.
agosto 12, 2008 No Comments
Países desenvolvidos e resíduos
Na aula do mestrado esta semana o Professor Marc (Holandês), passou um esquema muito interessante sobre como os países desenvolvidos lidam com seus resíduos industriais:
Primeiro: evitar geração de poluentes e de resíduos.
Segundo: se gerado o resíduo, tenta reaproveitar no local onde foi gerado.
Terceiro: Se isso não é posivel, tentar transformar em algo útil num outro lugar, exemplo: bolsa de resíduos industriais, o resíduo de uma indústria é matéria-prima para outra.
Quarto: Se as opções anteriores não são possíveis, tenta tratar o resíduo.
Penuútima opção: incinerar para gerar energia.
Última opção: é depositar num aterro, pois em países desenvolvidos os custos de aterrar são elevados devido a falta de espaço, e necessidade de gerenciamento.
Já nos países em desenvolvimento o que que a gente faz?
A gente aterra tudo!!
agosto 11, 2008 No Comments




