Monitoramento da qualidade da água
O sucesso de um programa de monitoramento de qualidade da água depende do seu bom planejamento, e para isso cumprir as seguintes etapas é um requisito fundamental:
1 – Determinação dos objetivos do monitoramento;
2 – Seleção das variáveis (parâmetros) e locais de amostragem;
3 – Determinação do número, frequência e duração da amostragem (segundo o objetivo a ser atingido);
4 – Escolha dos métodos analíticos mais adequado (segundo cada parâmetro);
5 – Determinação das técnicas de coleta e preservação das amostras (segundo os parâmetros escolhidos);
6 – Reavaliação periódica da metodologia e interpretação dos dados.
7 – Elaboração de relatórios para subsídio as decisões quanto ao gerenciamento do corpo hídrico de forma a melhorar e/ou manter a qualidade da água.
Por definição uma amostra deve representar a síntese do universo estudado, assim a coleta de amostras é uma atividade que exige critérios técnicos e conhecimento científico.
fevereiro 13, 2010 1 Comment
Aspectos ambientais das obras rodoviárias
Quando, durante a implantação de uma rodovia, não é feita a recuperação ambiental dos impactos ambientais gerados. Estes evoluem e se transformam em um conjunto de degradações que compõem o passivo ambiental do trecho. Atualmente, a existência de passivos ambientais ocorre principalmente em rodovias antigas, implantadas há mais de 20 anos atrás, quando ainda não se existia a consciência ecológica e as ciências ambientais, como a Engenharia Ambiental, eram pouco difundidas e possuíam pouca prática nessa área.
Os avanços no tratamento ambiental de rodovias também estão relacionados à incorporação da variável ambiental na rotina de trabalho dos órgãos rodoviários, à maior fiscalização dos órgãos ambientais competentes, à difusão de manuais técnicos contendo instruções ambientais para projetos e obras rodoviárias, à avaliação econômica das medidas de controle ambiental e quantificação dos custos ambientais de projetos, da implantação, e da manutenção de rodovias e à progressiva implantação de programas de recuperação do passivo ambiental em diversas rodovias do país.
Os impactos ambientais cadastrados ao longo do segmento da rodovia compreendem o seu passivo ambiental, que foi gerado a partir da implantação da rodovia e de atividades antrópicas danosas a região lindeira.
Alguns dos principais impactos ambientais, tanto positivos, como negativos, decorrentes da implantação de uma rodovia são:
- No meio Sócio-Econômico: conflito de uso e ocupação do solo; alterações nas atividades econômicas das regiões por onde a rodovia passa; mudanças nas condições de emprego e qualidade de vida para as populações; segurança do tráfego, ruído, vibrações, emissões atmosféricas que pode ter efeito sobre a saúde humana; desapropriações; riscos ao patrimônio cultural, histórico e arqueológico; travessias/intrusão urbana, uso indevido da faixa de domínio da rodovia (construções, escavações e descartes, depósito de lixo orgânico).
- No meio biótico: impedimento dos processos de intercâmbio ecológicos por corte de áreas; riscos de atropelamento de animais; risco a áreas protegidas e a biótopos ecológicos importantes; redução da cobertura vegetal; aumento da pressão sobre ecossistemas terrestres e aquáticos; incêndios nas faixas de domínio; poluição em ambientes aquáticos e riscos para a vida aquática (o lixiviado da lavagem das pistas que cai em corpos d’água superficiais, pode alterar a sua qualidade, aumentar seus nutrientes e gerar processos de eutrofização em lagos e açudes).
- E no meio físico: retirada de solos; indução a processos erosivos/ voçorocas em antigas áreas exploradas e taludes; instabilidade de taludes, rompimento de fundações; terraplenagem, empréstimos e bota-foras; degradação de áreas de canteiro de obras, trilhas e caminhos de serviço; rebaixamento do lençol freático; risco para a qualidade de água superficial (aumento da turbidez) e subterrânea por concentração de poluentes; assoreamento de terrenos naturais, bacias de drenagem e cursos d’água; Alagamentos, decorrentes do represamento por Obras de Arte Correntes e sistema de drenagem (pontes, viadutos) mal posicionados e/ou obstruídos.
Segundo Malafaia (2004), “um programa de recuperação do passivo ambiental de rodovias deve compreender as seguintes etapas: conceituação de passivo ambiental; levantamento e caracterização do passivo ambiental; avaliação das quantidades e condições desse passivo; estimativa dos custos de sua recuperação; programação financeira para a recuperação; plano de execução da recuperação do passivo ambiental”.
janeiro 20, 2010 No Comments
A importância de plantar árvores
Gostei muito deste post de autoria deste site Metamorfose Digital. É tão bom que decidi publicá-lo aqui:
Qual afinal é a importância de plantar árvores?
Houve tempo em que plantar uma árvore era um prazer, brincadeira de criança. Tempos depois se tornou uma espécie de obrigação civil divulgada amplamente por diversas e contínuas campanhas. Infelizmene o prazer não existe mais, nem as campanhas. E a maioria das crianças de hoje em dia sabem, por exemplo, os componentes e as “proteínas” de um big mac, mas não sabem da importância que tem plantar uma árvore.
1. Reduzir o efeito do aquecimento global. As árvores atuam como coletoras de gás carbônico. Um hectare de novas florestas retém até 6,25 toneladas deste gás ao ano. As árvores podem absorver CO2 a um ritmo de 6 quilos por árvore ao ano. Em 50 anos, uma árvore pode gerar 72 mil reais em oxigênio, pode reciclar água que teria um custo de 84 mil reais e limpará o ar a um valor de 150 mil reais: Um total de quase 300 mil por árvore sem levar em conta outros benefícios adicionais!
2. As árvores evitam ou reduzem a erosão do solo e a contaminação da água.
3. Contribuem para as correntes subterrâneas e a manutenção dos rios.
4. As telas naturais feitas de árvores e arbustos, convenientemente plantadas, reduzem significativamente a poluição acústica nos cruzamentos e vias de grande movimento.
5. Servem de barreira visual.
6. Suavizam os perfis dos edifícios.
7. As plantações de espécies de rápido crescimento e de rendimento controlado são uma fonte constante de combustível para estufas e usinas.
8. O manejo controlado de florestas são uma fonte sustentável de madeira.
9. Segundo sua situação, espécie, tamanho e estado, a sombra das árvores pode reduzir os gastos em ar condicionado de edifícios residenciais e comerciais entre um 15 e 50 por cento. As árvores são um meio de “refrigeração” natural que reduz a necessidade da construção de diques, centrais hidrelétricas e nucleares.
10. Os arbustos plantados ao redor das casas protegem do vento e da neve e podem reduzir o gasto necessário em calefação em até 30%.
11. A sombra das árvores refresca as ruas e os estacionamentos. As cidades são autênticas “ilhas de calor” que costumam registrar entre 5 e 9 graus a mais de temperatura que as zonas ao seu redor.
12. As árvores e os arbustos de uma zona residencial ou comercial, bem colocados e cuidados, podem aumentar significativamente o valor dos imóveis.
13. As barreiras naturais contra o vento, bem situadas e cuidadas, aumentam significativamente o rendimento das colheitas em comparação com os campos sem proteção, inclusive tendo em conta o espaço ocupado pelas árvores. Criam um micro clima mais favorável para os cultivos, reduzem o efeito do vento e do calor sobre as colheitas e evitam ao mesmo tempo as perdas na camada superior do solo e reduzem as perdas de umidade do mesmo.
14. As barreiras naturais plantadas ao redor das moradias rurais têm muitas vantagens, como a redução dos gastos de calefação e refrigeração, a proteção contra a neve e o vento, o efeito estético e a criação de um novo habitat para a fauna.
15. As árvores que servem de refúgio para a fauna permitem que alguns animais sofram perdas muito menores durante os meses frios do inverno e proporcionam sombra para se proteger do calor do verão.
16. As telas naturais contra a neve, estrategicamente situadas, evitam que as estradas fiquem cobertas, reduzindo desta maneira os custos de manutenção viária e evitando os fechamentos de estradas.
17. As árvores dão beleza e harmonia a qualquer comunidade. Fazem a vida mais agradável, tranqüila, relaxada e supõem um rico legado para futuras gerações.
18. Os bosques tropicais, além de ter um grande valor como habitat para a fauna e como fonte de madeira, têm um valor extraordinário como matéria prima para fármacos. Um de cada quatro produtos farmacêuticos usados no mundo procede de uma planta que cresce num bosque tropical.
19. As árvores oferecem numerosas oportunidades para que aa pessoas dediquem seu tempo de lazer a criar habitat para a fauna.
20. As árvores que crescem junto a rios, ribeirões e lagos baixam a temperatura da água com sua sombra, evitam ou reduzem a erosão das orlas e a formação de lodaçais e melhoram o habitat dos peixes.
21. As árvores contribuem para reduzir o estresse no trabalho e aceleram a recuperação dos pacientes hospitalizados.
22. As árvores ajudam-nos a relacionar com nosso legado natural e com nossos valores espirituais e culturais mais profundos.
23. As árvores nos servem para recordar às pessoas queridas desaparecidas e para deixar algo de valor às gerações futuras.
24. Uma tribo de índios da amzônia acha que as árvores do bosque sustentam o céu. Segundo a lenda, a queda das árvores aceleraria o fim do mundo.
25. Pode-se plantar e cuidar árvores simplesmente por que… muito legal vê-las crescer!
outubro 28, 2009 1 Comment
Gestão da água
Tudo na Terra depende da água. A água é um fator indispensável nos ciclos biogeoquímicos e para a manutenção da biodiversidade. Já para o homem a água é um recurso natural muito precisoso, principalmente pelo fato de que permite usos múltiplos. Assim, a gestão deste recurso torna-se essencial para garantir a sua abundância, e não só em termos de quantidade, como de qualidade.
Gestão da água é estratégica para o futuro
Por Silneiton Favero* para Envolverde em 19/08/2009
O 3º Relatório Global das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, elaborado com a participação da Unesco e divulgado este ano, conclui que a demanda global por água tem aumentado significativamente em função do crescimento e da mobilidade populacional, da elevação do padrão de vida de parte da população e de uma maior produção de alimentos e de energia, incluindo os biocombustíveis. Deve ser considerado ainda o impacto das mudanças climáticas como elemento adicional de perturbação do ciclo hidrológico.
Essas processos têm repercussões na qualidade e na disponibilidade de água, podendo resultar ainda em eventos extremos, tais como secas e enchentes, que muitas vezes são agravados em cenários de estresses hídricos ocasionados pela ação do homem e de conflitos pelo uso já presentes. Também são fatores que merecem atenção o comprometimento dos mananciais por efluentes e a interação da água com o lixo urbano, o que se deve, em países como o Brasil, ao saneamento insuficiente e à ausência de manejo abrangente de resíduos sólidos.
As questões relacionadas à água são também importantes para o desenvolvimento e o bem-estar. Assegurar o acesso a esse bem público de valor econômico e a disponibilidade para todos os usos, conforme previsto na Lei das Águas (Lei 9.433/97), converte-se em um desafio amplificado, cujo trato necessariamente se estende aos sistemas estaduais de gestão de recursos hídricos.
A boa governança no setor recursos hídricos é essencial. Mas deve haver integração com outros setores nos quais também são tomadas decisões que afetam a oferta e a qualidade da água para os usos prioritários, entre eles agricultura e energia – exigindo melhor gestão pública, parcerias e maior prestação de contas à sociedade. Nesse sentido, o Relatório ressalta que alguns países já iniciaram a integração da gestão de recursos hídricos com seus respectivos planos e políticas de desenvolvimento diante de um cenário de escassez.
Entretanto, no caso do Brasil, ainda restam lacunas na operação dos instrumentos da gestão ambiental e das águas, além de inexistirem iguais recursos e mesmo capacidades técnicas para executá-los plenamente em todas as unidades federativas. Existem órgãos gestores de recursos hídricos mais e menos estruturados, e há estados em que eles inexistem. O Nordeste brasileiro tem áreas com distintos perfis hídricos e impedimentos importantes ao desenvolvimento – e à gestão de águas em particular. A escassez de recursos financeiros é um dos aspectos, ao passo que a qualificação técnica e quadros funcionais suficientes viabilizam as capacidades técnico-institucionais dos órgãos gestores para o cumprimento satisfatório de seus mandatos.
A Unesco é a agência especializada do Sistema Nações Unidas responsável pela capacitação para a gestão dos recursos hídricos, tendo como meta promover a gestão integrada e a revitalização das bacias hidrográficas em situação vulnerável. A estratégia consiste em melhorar as políticas de gestão, criar capacidades técnicas para a boa governança pública em águas e a educação ambiental em todos os níveis, catalisando vias de adaptação nas bacias hidrográficas e nos aqüíferos. Em particular, o planejamento estratégico da Organização visa a aprofundar, nos estados e municípios, os processos de capacitação em gestão de recursos hídricos, construindo competências para o gerenciamento público e privado das bacias hidrográficas, considerando as necessidades de desenvolvimento sustentável do Brasil.
Dessa forma, o planejamento e as ações da Organização são compatíveis com os desafios e as lacunas existentes para a gestão de águas nos estados do Nordeste, havendo convergência de finalidades e pontos de contato no plano das ações. A construção de capacidades técnicas e institucionais para a gestão – que vai além do treinamento e da formação – são o cerne das parcerias possíveis, pois consideramos que investimentos no setor e a execução plena dos instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos são primordiais para o crescimento econômico e o desenvolvimento social no Brasil.
*Silneiton Favero é coordenador do Escritório da Unesco em Salvador.
© Copyleft – É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.
agosto 19, 2009 No Comments
Geoprocessamento e Recursos Hídricos
O geoprocessamento é o processamento informatizado de dados georreferenciados. Utiliza programas de computador que permitem o uso de informações cartográficas (mapas, cartas topográficas e plantas) e informações a que se possa associar coordenadas desses mapas, cartas ou plantas.
As ferramentas computacionais para Geoprocessamento, são chamadas de Sistemas de Informação Geográfica GIS – sigla em Inglês para SIG – elas permitem realizar análises complexas, ao integrar dados de diversas fontes e ao criar bancos de dados geo-referenciados. Tornam ainda possível automatizar a produção de documentos cartográficos.
Sendo possível gerar um SIG a partir de qualquer armazenamento de informações com mapas, o campo de aplicações para um Sistema de Informação Geográfica se torna infinito.
A complexidade dos processos na gestão de recursos hídricos, aliada à necessidade de trabalhar-se com muitos dados, faz do SIG uma ferramenta essencial no gerenciamento dos recursos hídricos, área que requer uma integração perfeita entre dados dos mais variados tipos (físicos, cartográficos, hidrológicos, econômicos etc.), além de uma série de manipulações entre dados e modelos, com vistas a atender às mais diversas análises.
abril 13, 2009 1 Comment
Água – o que as empresas podem fazer
Vencendo o desafio da escassez de Água – o que as empresas podem fazer
As empresas podem agir de muitas formas – individualmente, coletivamente, e em parceria com outras – para enfrentar os desafios da manutenção do abastecimento de água da humanidade:
- Reduzindo a utilização da água, bem como das descargas poluidoras/fluxos de águas residuárias ao longo da cadeia de abastecimento;
- Criando produtos e serviços que reduzam a utilização de água e as descargas por parte do cliente final;
- Ajudando a desenvolver e promover soluções adequadas que levem em conta diferentes realidades contextuais, como a cultura, poder de compra, escassez de água, variações climáticas e diversificação econômica;
- Reduzindo o consumo e poupando dinheiro, a partir do reconhecimento de que os custos vão aumentar e a água disponível diminuir, olhando para além da fronteira da fábrica, escritório, cadeia de abastecimento;
- Contribuindo para uma maior conscientização dos desafios da água;
- Atuando proativamente na comunidade local, reconhecendo a oportunidade de criar novos mercados;
- Fazendo chegar mensagens claras aos dirigentes políticos da água e de uma aplicação equitativa e coerente desse recurso;
- Tentando, com outras partes interessadas, criar um conjunto bem definido de princípios para o setor da água.
Adaptado de: Relatório “As empresas no mundo da água”, WBCSD – World Business Council for Sustainable Development. Extraído de Ideia SocioAmbiental Edição Número 15
março 23, 2009 No Comments
Soluções Globais para a água
Soluções Globais para a água
Soluções técnicas:
- Utilização da água do mar na indústria e na agricultura.
- Desvios de água das zonas com abundância ára zonas de escassez de recursos hídricos.
- Reciclagem de águas residuárias.
- Aproveitamento do potencial calorífico das águas residuárias como fonte de energia.
- Utilização das das águas residuárias para irrigação.
- Novas técnicas de exploração de águas subterrâneas.
- Combinação de técnicas de tratamento microbiológico de águas residuais com novas técnicas de separação por membranas.
- Nanotecnologia, técnicas de dessalinização inovadoras.
- Técnicas de cristalização.
- Desenvolvimento de membranas.
- Sistemas de tratamento de baixo custo dos pontos de utilização.
- Produtos de consumo destinados à eliminação de bactérias, vírus, parasitas e metais pesados.
Aumento da produtividade agrícola da água:
- Abordagens agrícolas mais eficientes.
- Agricultura à base de água salgada.
- Maior eficiência da utilização da água nas práticas agrícolas.
Soluções de redistribuição:
- Reestruturação e recolocação da indústria em áreas de menor pressão sobre os recursos hídricos.
- Proibição de emissão de licenças ambientais a indústrias que consumam recursos hídricos significativos.
Instrumentos e regulação econômica:
- Aumento do preço da água
- Maior regulação para o uso industrial da água
Proteção do Meio Ambiente e respectiva regulação:
- Preservação e restauração de ecossistemas que otimizem a captação de água e a mitigação das cheias.
- Incentivos a programas de economia de água.
Soluções de sensibilização:
- Patrocínio de campanhas públicas de educação para a utilização da água.
- Definição de objetivos ambiciosos de redução do consumo de água per capita.
Fonte: Relatório “As empresas no mundo da água”, WBCSD – World Business Council for Sustainable Development. Extraído de Ideia SocioAmbiental Edição Número 15
março 23, 2009 No Comments
Gestão de Recursos Hídricos
Quando falamos sobre algum tema específico, por exemplo, gestão de recursos hídricos, é sempre fundamental definir e diferenciar alguns conceitos, por exemplo, água e recursos hídricos.
As águas e os seus serviços ambientais são aqueles que atendem as demandas ecológicas.
Já recursos hídricos é um termo usado para se referir à água como um recurso natural disponível ao uso para as atividades humanas. Da própria concepção de um recurso natural, temos que os recursos hídricos são um bem de uso comum, ou seja, um bem de uso público, ao qual todos têm o direito de livre acesso.
Os países dependem de recursos naturais, como os recursos hídricos, e energia para o seu desenvolvimento.
No entanto, sem informação sobre disponibilidade de recursos naturais não pode haver tomada de informação. Por exemplo, no caso de recursos hídricos, essa disponibilidade é determinada segundo o ano hidrológico local, que por sua vez, depende de dados de monitoramento de campo. Compreende-se então a importância da instalação de redes meteorológicas de medição, pois apenas com dados atuais, podemos prever o futuro.
Escassez hídrica significa disponibilidade de recursos hídricos limitada: e é uma função da combinação entre o crescimento exponencial das demandas localizadas e da degradação da qualidade das águas, ou seja, da redução dos estoques. Atualmente, a escassez hídrica ocorre em consequência dos desordenados processos de urbanização, industrialização e expansão agrícola.
Verifica-se assim que há necessidade de aperfeiçoamento na eficiência da gestão dos recursos hídricos, principalmente devido a sua complexidade que é decorrente de pressões e demandas advindas do desenvolvimento econômico, aumento populacional, expansão da agricultura, etc.
Uma dica a todos interessados neste tópico: leiam o cap. 18 da agenda 21 brasileira.
janeiro 5, 2009 No Comments
A relação entre os Recursos hídricos e o Aquecimento Global
Artigo publicado no Jornal Correio do Estado em 03/12/2008.
O ciclo hidrológico é o ciclo da água na natureza. Este ciclo é um ciclo fechado globalmente, mas não localmente. Basicamente em seu ciclo a água percorre todos os sistemas terrestres, a litosfera (o solo), a atmosfera e a biosfera (a água dentro dos animais e plantas perdida através da evapotranspiração). Assim, podemos dizer que todos os sistemas terrestres dependem da hidrosfera, para manter os seus processos e dinâmicas naturais.
“Recursos hídricos” é um termo usado para se referir à água como um recurso natural disponível ao uso para as atividades humanas. Da própria concepção de um recurso natural, temos que os recursos hídricos são um bem de uso comum, ao qual todos têm o direito de livre acesso. Não só a vida humana, como toda a biosfera depende da água, ela é fundamental para a manutenção dos processos fisiológicos que permitem a vida.
Para o homem, o uso mais nobre dos recursos hídricos é para o abastecimento público e a dessedentação de animais, no entanto a água também é usada para irrigação, em processos industriais, em limpeza e higienização de ambientes, ou seja, os recursos hídricos possuem usos múltiplos. Assim, tem-se que os mesmos devem ser estudados em caráter multifuncional, pois atendem a diversas funções sociais e ambientais. O principal desafio da gestão dos recursos hídricos é conservá-los, para que no futuro haja água em qualidade e quantidade disponíveis para a população.
Neste contexto, torna-se importante discutir os efeitos do aquecimento global sobre os recursos hídricos: se a temperatura da superfície da Terra aumenta, mudam as dinâmicas de transferência de calor e energia do ciclo hidrológico, pois os estados físicos e as propriedades da água dependem da temperatura ambiente. Assim tem-se que a hidrosfera será afetada e consequentemente todos os outros sistemas também, principalmente a biosfera, pois em geral os organismos vivos são adaptados a temperaturas específicas e resistentes somente a pequenas variações das mesmas.
Em termos gerais, o aquecimento global pode afetar a disponibilidade hídrica no futuro, e mudar o modo de distribuição da água na Terra. Muitas áreas serão desertificadas, enquanto outras terão problemas com chuvas intensas. Cada grau centígrado de aumento da temperatura terrestre irá trazer impactos diferentes, e estes são cumulativos, segundo o 2º relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) se o aumento chegar a 4º C estima-se que até 3,2 bilhões de pessoas poderão sofrer com a falta d’água e que a subida do nível do mar irá ameaçar a existência de cidades costeiras em todo o mundo. As previsões de aquecimento para o fim deste século estimam entre 1,8º C e 4º C a mais na média da temperatura mundial.
Como o homem depende dos recursos hídricos para sobreviver, alterações imprevisíveis e incontroláveis na disponibilidade deste recurso como as que podem advir do aquecimento global trarão impactos não só para o abastecimento humano como também para as atividades econômicas, por exemplo, na agricultura, pode ocorrer perda de safras devido à falta ou excesso de chuvas, a produção de energia elétrica através de hidrelétricas pode ser prejudicada devido a diminuição da vazão dos rios e etc.
O interessante do aquecimento global é que neste processo ocorre feedback positivo, ou seja, conforme os efeitos aparecem, eles potencializam o processo, intensificando ainda mais a ocorrência dos próprios efeitos. Por exemplo, estima-se que se o cenário de aumento de 4º C na temperatura terrestre se concretizar, 40% da biosfera vai se tornar uma fonte de carbono, ou seja, vai entrar em decomposição, liberando mais gases estufa e agravando ainda mais o aquecimento global. Outro exemplo é o fato de que o derretimento das geleiras aumenta a absorção de calor pela superfície terrestre, já que o gelo era um material altamente reflectante da luz do sol, aumentando a absorção de calor aumenta a quantidade de radiação infravermelha térmica irradiada pelo planeta, que contribui novamente para aumentar a intensidade do aquecimento global.
A tarefa da ciência agora é estudar as variáveis existentes para entender melhor a variabilidade climática atual dentro do cenário de mudanças climáticas globais, assim como os possíveis impactos desta mudança sobre cada país e o mundo. A máxima é que a longo e em curto prazo é preciso mudar a relação do homem moderno com a natureza, com os recursos naturais. A humanidade precisa trabalhar em conjunto para reverter essa situação. O desenvolvimento sustentável não significa abrir mão dos prazeres e confortos da vida moderna, mas sim torná-los ambientalmente compatíveis.
dezembro 3, 2008 No Comments
Recursos hídricos e qualidade da água
A água é um importante recurso ambiental cuja alteração adversa pode contribuir para a degradação da qualidade ambiental de ecossistemas aquáticos e terrestres.
Esta degradação ambiental pode afetar, direta ou indiretamente:
a saúde, a segurança e o bem-estar da população; as atividades sociais e econômicas;
a fauna e a flora;
as condições estéticas e sanitárias do meio;
e a própria qualidade dos recursos hídricos.
A alteração adversa da água em geral ocorre quando esta é utilizada como um recurso hídrico. Recurso hídrico: é toda a água superficial ou subterrânea que pode ser obtida e está disponível para o uso humano.
Ou seja, toda a água (salina, salobra, doce, em rios, lagos ou no mar) pode ser um recurso hídrico, desde que esteja disponível para ser utilizada pelo homem.
Os recursos hídricos são estratégicos para a humanidade.
Em função de cada uso para o qual se destina o recurso hidríco, têm-se os requisitos de qualidade de água necessários.
A utilização dos recursos hídricos nas diversas atividades humanas tem conseqüências muito variadas sobre este recurso (corpo d’água). Por exemplo: poluição, contaminação, etc.
Os usos dos recursos hídricos podem ser:
Consuntivos: há a retirada do recurso do seu ambiente (irrigação, abastecimento urbano, industrial, etc).
Não consuntivos: não há retirada do recurso do ambiente, ou ocorre sua devolução parcial ou total (geração de energia, navegação, pesca, recreação, etc.).
outubro 22, 2008 3 Comments