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Comitês de bacia hidrográfica no MS

O comitê de uma bacia hidrográfica é o fórum de caráter deliberativo e normativo em que um grupo de pessoas se reúne para discutir sobre o uso da água na bacia. É composto por representantes de usuários de recursos hídricos, do Poder Público e da sociedade civil e atua como primeira instância na decisão de conflitos entre os usuários.
A área de atuação de um comitê compreende a totalidade da bacia hidrográfica, a sub-bacia hidrográfica de tributário do curso de água principal da bacia e o grupo de bacias ou sub-bacias hidrográficas contíguas.
Compete ao comitê:
• Oferecer e aprovar planos, projetos e programas para o uso dos recursos hídricos da bacia.
• Desenvolver o debate de questões relacionadas a recursos hídricos e articular a atuação das entidades intervenientes.
• Aprovar o orçamento anual da agência de água.
• Organizar mecanismos de cobrança pelo uso dos recursos hídricos e sugerir valores a serem cobrados.
• Estabelecer critérios e executar o rateio de custo das obras de uso múltiplo.
Quais são os comitês das bacias hidrográficas existentes em MS?
O estado do Mato Grosso do Sul  é integrante de três comitês de bacias hidrográficas, sendo um federal e dois estaduais.
• Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba (CBH Paranaíba)
Criado por meio de Decreto do Presidente da República, em 16 de julho de 2002. Essa bacia é a segunda maior unidade hidrográfica da Região Hidrográfica do Paraná, com 25,4% de sua área, que corresponde a uma área de drenagem de 222.767 km².
• Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Miranda (CBH Miranda)
Este Comitê foi aprovado pela Resolução Cerh/MS nº 002/2005. Sua área de atuação abrange a Bacia Hidrográfica do Rio Miranda, com área de drenagem de 43.787 km².
• Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Ivinhema (CBH Ivinhema)
O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Ivinhema foi aprovado pela resolução Cehr/MS nº 013/2010. A área de atuação do comitê corresponde aos municípios de Anaurilândia, Angélica, Batayporã, Deodápolis, Douradina, Dourados, Fátima do Sul, Glória de Dourados, Itaporã, Ivinhema, Jateí, Novo Horizonte do Sul, Rio Brilhante, Antônio João, Carapó, Juti, Laguna, Carapó, Maracaju, Naviraí, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Ponta Porã e Sidrolândia, Taquarussu e Vicentina, com área de drenagem de 44.837,155 km².

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Cadastro Estadual de Usuários de Recursos Hídricos no MS

O Decreto Num. 13.397 de 22/03/2012 que institui o CEURH e a Resolução SEMAC Num. 05 de 27/06/2012 que dispõe sobre os procedimentos para o cadastramento de usuários dos recursos hídricos de domínio do Estado de Mato Grosso do Sul.
Os procedimentos básicos para realizar o cadastro de usuário de recursos hídricos estão descritos no Siriema e devem ser realizados através do Sistema Estadual de Informações dos Recursos Hídricos.
Mais informações pelo telefone (67) 3318-6033 ou e-mail imasulgrh@imasul.ms.gov.br
 
 

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Turbidez na água

A turbidez na água é causada pela presença de materiais em suspensão, tais como argila, sílica, matéria orgânica e inorgânica finamente dividida e organismos microscópicos, resultantes, tanto de processos naturais de erosão, como da descarga de esgotos domésticos e industriais. Estes materiais ocorrem em tamanhos diversos, variando desde as partículas maiores que se depositam (tamanho superior a 1) até as que permanecem em suspensão por muito tempo (como é o caso das partículas coloidais).
A turbidez excessiva diminui a penetração da luz na água e, com isso, reduz a fotossíntese dos organismos do fitoplâncton, algas e vegetação submersa. Os materiais que se sedimentam preenchem os espaços entre pedras e pedregulhos do fundo, eliminando os locais de desovas de peixes e o “habitat” de muitos insetos aquáticos e outros invertebrados, afetando a produtividade dos peixes.
A água destinada direta ou indiretamente ao consumo humano ou a processos industriais deve estar isenta de turbidez. O uso recreacional da água também é afetado pela turbidez.
A turbidez interfere na desinfecção da água, pois o material em suspensão pode envolver os organismos e dificultar a ação do desinfetante. A turbidez ocasiona também formação de lodo extra nas estações de tratamento.
Origem da turbidez
a) Desmatamento (erosão)
b) Ação biológica
c) Esgotos domésticos (tratados ou não)
d) Despejos industriais (tratados ou não)
Portanto a turbidez pode ser causada por substâncias minerais, organismos ou substâncias biológicas
Significado da turbidez para a Engenharia Sanitária e Ambiental

  • Estética: A água com qualquer turbidez está relacionada a possível contaminação.
  • Na filtração (ETA): A filtração se torna mais difícil e dispendiosa com aumento da turbidez. Para evitar este inconveniente, antes que água seja conduzida aos filtros (unidade de tratamento) se efetua uma coagulação química seguida de decantação.
  • A desinfecção das águas para abastecimento público na maioria das ETA, em nosso pais é geralmente feita por ação do cloro (raramente por ozônio e raios ultravioletas)
  • Adsorção. Moléculas tóxicas podem ser adsorvidas por partículas em suspensão.

O fator mais importante na desinfecção é o contato direto do desinfetante com os organismos patogênicos. Em águas turvas, a maioria dos germes nocivos podem ficar oclusos dentro das partículas, e assim, protegidos dos desinfetantes. Por essa razão, as etapas de tratamento da agua (coagulação, decantação e filtração) devem ter eficiência na remoção da turbidez para possiblitar uma boa desinfecção

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pH e tratamento de água

O pH é uma medida da atividade do íon hidrogênio numa amostra de água, retratando o equilíbrio ácido-base obtido pelos vários compostos dissolvidos, sais e gases.
Em águas naturais, o íon hidrogênio atua como um fator de controle da dissociação de várias substâncias. Uma vez que compostos não dissociados são freqüentemente mais tóxicos do que formas iônicas, o pH é um fator altamente significativo para determinar concentrações limite.
A disponibilidade de muitas substâncias nutrientes varia com a concentração do íon hidrogênio. Alguns metais traços tornam-se mais solúveis a baixos valores de pH.
Em condições de pH elevado, o ferro tende a tornar-se menos disponível para algumas plantas, e desta maneira, a produção de toda comunidade aquática pode ser afetada.
Em corpos d’água e recursos hídricos, o efeito mais significativo de valores extremos de pH é o provável efeito letal para peixes e outras vidas aquáticas. A faixa de pH permissível depende de uma série de outros fatores tais como temperatura, oxigênio dissolvido, aclimatação e o conteúdo de vários cátions e ânions.
Nas águas de abastecimento, o pH é um parâmetro significativo, porque pode afetar o gosto, eficiência do processo de tratamento da água e pode contribuir para a corrosão das estruturas das instalações hidráulicas e do sistema de distribuição.
Um rápido aumento do pH ocasiona um acréscimo na concentração de amônia, que é tóxica.

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Cor nas águas naturais

A cor na água pode ser de origem mineral ou vegetal, causada por substâncias metálicas, tais como o ferro e o manganês, matérias húmicas, tanino, algas, plantas aquáticas e protozoários.
As águas também podem ser coloridas por despejos solúveis orgânicos e inorgânicos provenientes de indústrias, tais como refinarias, extrações em geral, explosivos, polpa e papel, produtos químicos e outros. O retorno de águas de irrigação também contribui para a coloração.
As águas de superfície podem apresentar coloração devido à matéria suspensa que causa turbidez. Tal cor é denominada cor aparente. A cor verdadeira da água é considerada como aquela atribuída às substâncias em solução, após a matéria suspensa ter sido removida por centrifugação.
A cor diminui a penetração da luz na água e conseqüentemente, reduz a fotossíntese do fitoplâncton e limita a zona de crescimento de plantas aquáticas.
As águas superficiais, sobretudo as oriundas das áreas pantanosas, são geralmente, coloridas e daí a necessidade do seu tratamento de água antes de serem distribuídas para o consumo doméstico ou para a indústrias.
O material colorido dessas águas, é proveniente do seu contato com resíduos orgânicos, tais como: folhas, fragmentos de madeira, etc.; em diferentes estados de decomposição. Entre os extratos vegetais que atribuem cor às águas, os mais frequentes, são o tanino, o ácido húmico e humatos.
O ferro, na forma de humato de ferro, produz cor. As partículas coloidais, negativamente carregadas, dão à água natural uma cor característica típica; sua remoção é facilmente realizada pela coagulação com a ajuda de um sal, de um íon metálico trivalente, como: Ferro e Alumínio.
Classificação das cores:
Na análise da água para fins sanitários, há dois tipos de cor que devemos distinguir:
A Cor Aparente e a Cor Verdadeira.
Cor aparente
É a cor produzida pela drenagem exercida pelos rios, de áreas de solos de argila vermelha, a qual ficam em suspensão nas águas, tornando-as fortemente coloridas quando do período das cheias.
Cor verdadeira
É a cor por extratos orgânicos animais ou vegetais, de características coloidais, ou substâncias coloridas dissolvidas.
 

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Assoreamento em Rios e Reservatórios

Consequências do processo de assoreamento em rios e reservatórios:
• Afeta a navegabilidade;
• Desequilíbrio dos ecossistemas aquaticos;
• Diminuição do oxigenio da água, prejudicando a biota que realiza fotossíntese;
• Gera inundações, enchentes e etc;
• Prejudica os usos consuntivos do recurso;
• Pode bloquear tubulações e tomadas d’água.
• Diminuição do volume útil do reservatório;
• Efeitos sobre as estruturas; aumento de pressão na barragem, corrosão dos canais de adução e fuga, pás das turbinas e obstrução do sistema de refrigeração;
• Afogamento de locais de desova, alimentação e abrigo dos peixes;
• Formação de bancos de areia alterando e dificultando as rotas de navegação;
• Dificuldade ou impedimento da entrada da água nas tomadas d’água de sistemas de captação para fins agrícolas, pecuários, de saneamento urbano, industriais, etc;
Consequências causadas pelo assoreamento à montante e à jusante de um reservatório.
À montante:
• Perda de capacidade do reservatório;
• Deposição no delta: dificuldade para navegação, enchentes, danos em estruturas;
• Abrasão: danos em estruturas, turbinas e máquinas;
• Perda de energia: perda na geração;
• Tomadas d’água, válvulas de descargas e comportas podem sofrer danos e ou ficarem bloqueadas e inoperantes pelos sedimentos.
À jusante:
• A degradação no canal de jusante pode afetar estruturas como pontes e tubulações, portos fluviais, e outras obras ao longo do curso d’água.
• Pode ocorrer também aprofundamento do leito e erosão nas margens do canal a jusante da barragem.
Quais as principais finalidades de um levantamento topo-batimétrico? E quais os produtos deste levantamento?
A determinação da nova capacidade e do grau de assoreamento são as principais finalidades do levantamento topo-batimétrico. Pode-se citar resumidamente os seguintes produtos do levantamento:
• determinação do volume de água ou capacidade do reservatório nas condições atuais (da época do levantamento), sendo a capacidade remanescente;
• determinação da nova área do espelho d’água;
• desenho das novas curvas cota x área e cota x volume;
determinação da nova geometria do leito do reservatório;
• desenho da curva de dejeção de sedimentos;
• verificação das características físicas dos sedimentos acumulados;
• quantificação do sedimento assoreado no período, por comparação com levantamentos anteriores ou do mapa da época de formação do reservatório;
• determinação da capacidade de retenção de sedimentos pelo reservatório;
• determinação da descarga sólida média afluente;
• verificação da porcentagem de sedimento depositado no reservatório, no volume morto e o volume perdido na área do volume útil.

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Jar-Test ou Teste de Jarros

Relatório Técnico da aula prática de Jar – Test
O teste de jarros é um método ainda bastante empregado em nossas Estações de Tratamento de Água, para a determinação das dosagens ótimas dos coagulantes que são usados nas ETAs.
Entretanto este tipo de ensaio vem sendo empregado também para a determinação de parâmetros básicos na elaboração do projeto de uma Estação de Tratamento de Água. Por este ensaio determina-se a condição ótima para floculação de uma água caracterizada pelo tempo e agitação necessária. Para tanto (1) uma vez determinada a dosagem ótima dos coagulantes, deve-se verificar qual o tempo, e qual o gradiente de velocidade ótimo para se flocular a água em estudo. Além disso, deve-se verificar se a floculação obtida fornece uma água que após a sedimentação apresentará uma grande redução de turbidez e cor.
Objetivos
A prática sobre o ensaio de Jar-Test teve como característica o aprendizado, através da simulação do funcionamento das fases de coagulação e floculação de uma ETA utilizando o método dos seis (6) jarros.
O principal objetivo da aula foi verificar qual a concentração de coagulante (sulfato de alumínio) que obteve melhores resultados mediante a um mesmo regime de gradiente de velocidade. Sendo que o mesmo método é aplicado simultaneamente aos seis jarros.
Jar – Test
O “Jar-Test”, ou Teste de Jarros, é um ensaio em feito em bancada, que reproduz as condições do processo de coagulação/floculação da estação de tratamento de água, em busca da condição operacional que resulte na melhor eficiência possível, considerando-se as características da água a ser tratada, com a aplicação de reagentes e controle dos parâmetros envolvidos no processo.
O ensaio pode ser feito para a elaboração de projeto, ou adequação deste a uma nova situação de característica da água, monitoramento e ajuste do processo de tratamento desta, além de teste de eficiência de novos reagentes.
O equipamento de ensaio pode receber o mesmo nome deste (“Jar-Test”), “Turb-Floc”, ou, simplesmente, misturador, que consiste de seis pás capazes de operar com velocidade variável de 0 a 100 rpm (rotações por minuto). Quando se realiza o ensaio, são colocados dois litros de água em cada jarro, ou becker, os quais são dosados com diferentes quantidades de coagulante, simultaneamente, sob agitação máxima (100 rpm), por cerca de um minuto.
Após a mistura rápida para dispersar o coagulante, as amostras são agitadas vagarosamente para a formação dos flocos e, depois, deixa-se decantar. O tempo e intensidade de agitação podem ser variáveis, de modo a reproduzir a situação real da estação de tratamento de água, ou a buscar a melhor condição física operacional, se houver possibilidade de ajuste de tempo de detenção e gradiente de velocidade nas diversas fases de tratamento na estação.
Depois de algum tempo desliga-se o equipamento, aguardando um tempo correspondente ao tempo de detenção na etapa de decantação. São observadas e anotadas, então, a natureza e as características de decantabilidade dos flocos, em termos qualitativos, ou seja, pobre, regular, boa ou excelente. Uma amostra nebulosa indica coagulação pobre, enquanto que a coagulação satisfatória contém flocos que são bem formados, com o líquido apresentando-se claro entre partículas. A menor dosagem que fornece boa remoção de turbidez durante o “Jar-Test” é considerada como a primeira dosagem experimental na operação da estação de tratamento.
Geralmente, a estação de tratamento fornece melhores resultados que um “Jar-Test”, com a mesma dosagem.
Para pesquisas ou estudos especiais, os jarros usados no ensaio podem ser modificados para reproduzirem mais aproximadamente as unidades de mistura construídas nas estações de tratamento.
Tendo em vista a influência das características da água a ser tratada na dosagem de coagulante a ser aplicada, podem ser conduzidos estudos adicionais para a determinação da aplicação ótima de produtos auxiliares de coagulação/floculação, em conjunto com o coagulante primário.
Metodologia
1. Materiais
Jar – Test ou turb-floc: é um equipamento composto de seis jarros com capacidade de dois litros cada, contendo pás ou agitadores em seu interior que são acionados através de mecanismos magnéticos, e que servem para otimizar a mistura dentro de cada jarro. A velocidade de rotação de cada agitador está relacionada com o controle de ajuste em “rpm” (rotações por minuto) e a aplicação do coagulante é feita por tubos de ensaio inter-ligados por uma alavanca propiciando o contato simultâneo do coagulante nos tubos de ensaio com os jarros em questão.
2. Procedimentos
O primeiro estágio após a coleta da amostra é a verificação de sua qualidade através das análises iniciais cor, turbidez e alcalinidade que servem de parâmetros para posterior comparação e conclusão do ensaio.
Com o valor da alcalinidade natural pode-se estimar a concentração do coagulante (sulfato de alumínio) através da seguinte razão:
1 mg de Al2SO4.18H2O consome 0,45 mg/L de alcalinidade natural
Através de uma concentração de sulfato de alumínio inicial de 10g/L, obteve-se a concentração em 50mL de solução: 0,5g de sulfato de alumínio. Para o ensaio diversificou-se as concentrações nos jarros mantendo o mesmo gradiente de velocidade, ou seja, o mesmo regime de rotação.
Como cada becker contém um volume de 2000mL, nos tubos de ensaio o volume de sulfato de alumínio a 10g/L foi diferenciado para que se obtivesse diferentes concentrações do mesmo, obedecendo o seguinte esquema prático:
B1 B2 B3 B4 B5 B6
Vol no tubo de ensaio 1 mL 2 mL 3 mL 4 mL 5 mL 6 mL
Conc. De coagulante 5mg/L 10mg/L 15mg/L 20mg/L 25mg/L 30mg/L
Após organizar os tubos de ensaio em seus respectivos jarros, é necessário colocar 2L de amostra em cada jarro para a realização efetiva do ensaio.
Com o aparato todo montado, através da alavanca, o conteúdo dos tubos de ensaio são despejados simultaneamente em todos o jarros sendo submetidos a rotação máxima (100 rpm) durante um (1) minuto, o que caracteriza a simulação do processo de mistura rápida da calha parshall. Em seguida, reduz-se a rotação para 30 rpm durante um intervalo de 30 minutos, estágio referente a floculação. Após o intervalo acima é necessário um tempo de sedimentação dos flocos de 15 minutos para em seguida fazer a coleta em cada jarro e analisar os parâmetros cor e turbidez.
3. Resultados
Os parâmetros analisados foram cor, turbidez e alaclinidade natural da amostra e seguem descritos a seguir na tabela, antes e depois do ensaio.
• Antes do ensaio:
Cor Turbidez Alcalinidade natural PH
0 6,72 NTU 26 mg/L de CaCO3 8,8
6,9 NTU 7,98
7,39 NTU 7,39
0 7,003 NTU 26 mg/L de CaCO3 8,06
• Após o ensaio:
B1 B2 B3 B4 B5 B6
PH 8,67 7,60 7,42 7,13 6,84 6,61
Turbidez (NTU) 4,16 0,90 0,52 0,73 1,72 0,68
Cada valor acima descrito é uma média entre três medições.
Conclusão
Analisando comparativamente os parâmetros antes do ensaio com os resultados obtidos após o mesmo, pode-se observar que a maior remoção com a menor concentração de coagulante ocorre no jarro 3 que contém 3mL de coagulante a 10g/L, ou seja se encontra à um concentração de 15mg/L de sulfato de alumínio, sendo esta a dosagem ótima, com o menor custo/benefício para o tratamento dessa amostra.

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Métodos de Tratamento de efluentes industriais

O tratamento de efluentes industriais é muito importante para prevenir a poluição industrial, é um exemplo da aplicação de tecnologias ambientais para a prevenção a poluição dos recursos hídricos.
1. Classificação dos métodos de tratamento de efluentes industriais:
• Químicos: Incluem precipitação química, oxidação e redução químicas, formação de gás insolúvel seguido de volatilização, e outras reações químicas que envolvem troca ou compartilhamento de elétrons entre átomos.
• Físicos: Incluem sedimentação, flotação, filtração, volatilização, troca iônica, adsorção, e outros processos que conseguem remover substâncias dissolvidas ou não sem a necessidade de mudar a estrutura química das mesmas.
• Biológicos: Envolvem organismos vivos que utilizam substâncias orgânicas, ou mesmo minerais, como alimento, transformando no processo as suas características químicas e físicas
2. Considerações:
• O método ou combinação de métodos de tratamento a ser escolhido vai depender da composição dos efluentes industriais a serem tratados. Exemplos:
o Produção de leite – Tratamento biológico.
o Acabamento de metais – Tratamento químico ou físico, podendo incluir a combinação de precipitação química (efluente > 5 mg/l), filtração em areia (efluente > 2 mg/l), troca iônica (efluente mesmo < 20 g/l). Ainda, algumas vezes a presença de quelantes ou orgânicos, pode tornar necessário a inclusão de outras etapas (oxidação e biológico).
• Exemplo de método intencional e não intencional de tratamento: tratamento biológico intencionalmente remove orgânicos e não intencionalmente remove metais.

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Definição de Bacia Hidrográfica

A bacia hidrográfica é a área de captação do escoamento superficial que alimenta um sistema aquático. As bacias hidrográficas são formadas por conjunto de micro-bacias.
É definida pela área de drenagem a montante de uma determinada seção de um curso d’água, e limitada pelos divisores de águas.
A bacia hidrográfica é considerada a unidade natural para fins de controle e aproveitamento das águas superficiais e subterrâneas.
Um dos fundamentos da Lei 9433 (Política Nacional de Recursos Hídricos) é que a Bacia Hidrográfica é a unidade territorial de implementação desta política e do Sistema Nacional de Gerenciamento dos Recursos Hídricos.

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Acordo entre Brasil, Argentina e Paraguai visa proteger o Aquífero Guarani

Com a efetivação deste contrato poderemos efetuar uma gestão mais eficiente desta importante reserva de água potável.
Acordo de cooperação vai regular ações no Aquífero Guarani
Por Redação MMA
Desde o dia 2 de agosto, Brasil, Argentina e Paraguai são signatários de acordo de cooperação que vai regular as ações a serem desenvolvidas no âmbito do Aquífero Guarani, um dos maiores reservatórios de água subterrânea do mundo. Recurso hídrico transfronteiriço, o Aquífero possui uma área total de 1.087,879 quilômetros quadrados. Deste total, o Brasil possui 68%, a Argentina 21% e o Paraguai 8%.
De acordo com o protocolo estabelecido, assinado em San Juan, na Argentina, os três países (partes) têm direito soberano para promover a gestão, o monitoramento e o aproveitamento sustentável do recurso, de maneira a assegurar o uso múltiplo, racional, sustentável e equitativo do Aquífero.
A cooperação vai facilitar a troca de informações técnicas entre os envolvidos sobre estudos, atividades e obras e, também, evitar que as partes causem prejuízo sensível entre si ou ao meio ambiente. Cada parte deverá informar às outras sobre todas as suas atividades. Em caso de prejuízo às partes, o causador deverá adotar todas as medidas necessárias para eliminá-lo ou reduzi-lo.
Composto de 22 artigos – e de duração ilimitada -, o acordo tem como propósito básico promover a ampliação do conhecimento técnico e científico sobre o Sistema Aquífero Guarani, o intercâmbio de informações sobre práticas de gestão, assim como o desenvolvimento de projetos comuns.
Fonte: (Envolverde/MMA)