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Significado Sanitário da Cor para o tratamento de água

Podemos estudar o  Significado Sanitário da Cor para o tratamento de água em função de sua origem, assim temos:
Resíduos Orgânicos (vegetais ou animais) das águas pantanosas
As águas contendo cor devida as substâncias que sofreram decomposição nos brejos, pântanos e nas florestas; não consideradas de qualidades e características tóxicas ou maléficas. Entretanto, como tais águas apresentavam coloração amarelo-pardacentas, semelhantes à urina, são geralmente recusadas pelo público.
Resíduos Industriais
As águas poluídas por resíduos industriais podem ser altamente tóxicas, dependendo da natureza das substâncias que lhes atribuem a coloração.
O refugo das tinturarias podem atribuir cores as mais variadas, mas em geral, de fácil identificação. Já os refugos das fábricas de papel são, ricos em compostos lignossulfônicos, intensamente coloridos, de difícil identificação, e o que é pior, altamente tóxicos e resistentes ao ataque biológico. Muitos destes materiais, ao atingirem os cursos, adicionam cor as águas, por longas distâncias (devido à sua grande estabilidade biológica). O tratamento destas água, com o fim de remoção destes tipos de materiais coloridos é geralmente muito dispendioso.
Resíduos Domésticos
As águas contaminadas por esgotos domésticos, são altamente tóxicos, porquanto, ficam dotadas, entre outras, de contaminação fecal.
Matéria Sólida Inorgânica e Orgânica em Suspensão.
As águas que possuem tal tipo de cores, podem estar contaminadas biologicamente, e mesmo, por algum agente químico tóxico. Se a cor, porém, é devida unicamente ao material suspenso inorgânico provavelmente não apresenta outro inconveniente que não o de ordem estética.

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Turbidez na água

A turbidez na água é causada pela presença de materiais em suspensão, tais como argila, sílica, matéria orgânica e inorgânica finamente dividida e organismos microscópicos, resultantes, tanto de processos naturais de erosão, como da descarga de esgotos domésticos e industriais. Estes materiais ocorrem em tamanhos diversos, variando desde as partículas maiores que se depositam (tamanho superior a 1) até as que permanecem em suspensão por muito tempo (como é o caso das partículas coloidais).
A turbidez excessiva diminui a penetração da luz na água e, com isso, reduz a fotossíntese dos organismos do fitoplâncton, algas e vegetação submersa. Os materiais que se sedimentam preenchem os espaços entre pedras e pedregulhos do fundo, eliminando os locais de desovas de peixes e o “habitat” de muitos insetos aquáticos e outros invertebrados, afetando a produtividade dos peixes.
A água destinada direta ou indiretamente ao consumo humano ou a processos industriais deve estar isenta de turbidez. O uso recreacional da água também é afetado pela turbidez.
A turbidez interfere na desinfecção da água, pois o material em suspensão pode envolver os organismos e dificultar a ação do desinfetante. A turbidez ocasiona também formação de lodo extra nas estações de tratamento.
Origem da turbidez
a) Desmatamento (erosão)
b) Ação biológica
c) Esgotos domésticos (tratados ou não)
d) Despejos industriais (tratados ou não)
Portanto a turbidez pode ser causada por substâncias minerais, organismos ou substâncias biológicas
Significado da turbidez para a Engenharia Sanitária e Ambiental

  • Estética: A água com qualquer turbidez está relacionada a possível contaminação.
  • Na filtração (ETA): A filtração se torna mais difícil e dispendiosa com aumento da turbidez. Para evitar este inconveniente, antes que água seja conduzida aos filtros (unidade de tratamento) se efetua uma coagulação química seguida de decantação.
  • A desinfecção das águas para abastecimento público na maioria das ETA, em nosso pais é geralmente feita por ação do cloro (raramente por ozônio e raios ultravioletas)
  • Adsorção. Moléculas tóxicas podem ser adsorvidas por partículas em suspensão.

O fator mais importante na desinfecção é o contato direto do desinfetante com os organismos patogênicos. Em águas turvas, a maioria dos germes nocivos podem ficar oclusos dentro das partículas, e assim, protegidos dos desinfetantes. Por essa razão, as etapas de tratamento da agua (coagulação, decantação e filtração) devem ter eficiência na remoção da turbidez para possiblitar uma boa desinfecção

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Cor nas águas naturais

A cor na água pode ser de origem mineral ou vegetal, causada por substâncias metálicas, tais como o ferro e o manganês, matérias húmicas, tanino, algas, plantas aquáticas e protozoários.
As águas também podem ser coloridas por despejos solúveis orgânicos e inorgânicos provenientes de indústrias, tais como refinarias, extrações em geral, explosivos, polpa e papel, produtos químicos e outros. O retorno de águas de irrigação também contribui para a coloração.
As águas de superfície podem apresentar coloração devido à matéria suspensa que causa turbidez. Tal cor é denominada cor aparente. A cor verdadeira da água é considerada como aquela atribuída às substâncias em solução, após a matéria suspensa ter sido removida por centrifugação.
A cor diminui a penetração da luz na água e conseqüentemente, reduz a fotossíntese do fitoplâncton e limita a zona de crescimento de plantas aquáticas.
As águas superficiais, sobretudo as oriundas das áreas pantanosas, são geralmente, coloridas e daí a necessidade do seu tratamento de água antes de serem distribuídas para o consumo doméstico ou para a indústrias.
O material colorido dessas águas, é proveniente do seu contato com resíduos orgânicos, tais como: folhas, fragmentos de madeira, etc.; em diferentes estados de decomposição. Entre os extratos vegetais que atribuem cor às águas, os mais frequentes, são o tanino, o ácido húmico e humatos.
O ferro, na forma de humato de ferro, produz cor. As partículas coloidais, negativamente carregadas, dão à água natural uma cor característica típica; sua remoção é facilmente realizada pela coagulação com a ajuda de um sal, de um íon metálico trivalente, como: Ferro e Alumínio.
Classificação das cores:
Na análise da água para fins sanitários, há dois tipos de cor que devemos distinguir:
A Cor Aparente e a Cor Verdadeira.
Cor aparente
É a cor produzida pela drenagem exercida pelos rios, de áreas de solos de argila vermelha, a qual ficam em suspensão nas águas, tornando-as fortemente coloridas quando do período das cheias.
Cor verdadeira
É a cor por extratos orgânicos animais ou vegetais, de características coloidais, ou substâncias coloridas dissolvidas.
 

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Desinfecção das águas para abastecimento doméstico

A desinfecção tem por finalidade a destruição de microorganismos patogênicos presentes na água (bactérias, protozoários, vírus e vermes). Deve-se notar a diferença entre desinfecção e esterilização. Esterilizar significa a destruição de todos os organismos, patogênicos ou não, enquanto que a desinfecção é a destruição de parte ou todo um grupo de organismos patogênicos. Os vírus de hepatite e da poliomielite, por exemplo, não são completamente destruídos ou inativados pelas técnicas usuais de desinfecção.
A desinfecção é etapa necessária do tratamento de água, porque não é possível assegurar a remoção total dos microorganismos pelos processos físico-químicos, usualmente utilizados no tratamento da água.
Entre os agentes da desinfecção (desinfetantes) o mais largamente empregado na purificação é o cloro, porque:
– É facilmente disponível como gás, líquido ou sólido.
– É barato.
– É fácil de aplicar devido a sua alta solubilidade (7,0 g/L aproximadamente a 20oC) .
– Deixa um residual em solução, de concentração facilmente determinável, que, não sendo perigoso ao homem, protege o sistema de distribuição.
– É capaz de destruir a maioria dos microorganismos patogênicos.
O cloro apresenta algumas desvantagens, porquanto é um gás venenoso e corrosivo, requerendo cuidadoso manejo e pode causar problemas de gosto e odor, particularmente na presença de fenóis.
O ozônio é o mais próximo competidor do cloro, sendo utilizado em larga escala somente na Europa.
A eficiência da desinfecção é influenciada pelos seguintes fatores:
– Espécie e concentração de organismo a ser destruído.
– Espécie e concentração do desinfetante.
– Tempo de contato.
– Características químicas e físicas da água.
– Grau de dispersão do desinfetante na água.
desinfecção, águas, abastecimento doméstico, tratamento de água

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Acordo entre Brasil, Argentina e Paraguai visa proteger o Aquífero Guarani

Com a efetivação deste contrato poderemos efetuar uma gestão mais eficiente desta importante reserva de água potável.
Acordo de cooperação vai regular ações no Aquífero Guarani
Por Redação MMA
Desde o dia 2 de agosto, Brasil, Argentina e Paraguai são signatários de acordo de cooperação que vai regular as ações a serem desenvolvidas no âmbito do Aquífero Guarani, um dos maiores reservatórios de água subterrânea do mundo. Recurso hídrico transfronteiriço, o Aquífero possui uma área total de 1.087,879 quilômetros quadrados. Deste total, o Brasil possui 68%, a Argentina 21% e o Paraguai 8%.
De acordo com o protocolo estabelecido, assinado em San Juan, na Argentina, os três países (partes) têm direito soberano para promover a gestão, o monitoramento e o aproveitamento sustentável do recurso, de maneira a assegurar o uso múltiplo, racional, sustentável e equitativo do Aquífero.
A cooperação vai facilitar a troca de informações técnicas entre os envolvidos sobre estudos, atividades e obras e, também, evitar que as partes causem prejuízo sensível entre si ou ao meio ambiente. Cada parte deverá informar às outras sobre todas as suas atividades. Em caso de prejuízo às partes, o causador deverá adotar todas as medidas necessárias para eliminá-lo ou reduzi-lo.
Composto de 22 artigos – e de duração ilimitada -, o acordo tem como propósito básico promover a ampliação do conhecimento técnico e científico sobre o Sistema Aquífero Guarani, o intercâmbio de informações sobre práticas de gestão, assim como o desenvolvimento de projetos comuns.
Fonte: (Envolverde/MMA)

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Monitoramento da qualidade da água

O sucesso de um programa de monitoramento de qualidade da água depende  do seu bom planejamento, e para isso cumprir as seguintes etapas é um requisito fundamental:
1 – Determinação dos objetivos do monitoramento;
2 – Seleção das variáveis (parâmetros) e locais de amostragem;
3 – Determinação do número, frequência e duração da amostragem (segundo o objetivo a ser atingido);
4 – Escolha dos métodos analíticos mais adequado (segundo cada parâmetro);
5 – Determinação das técnicas de coleta e preservação das amostras (segundo os parâmetros escolhidos);
6 – Reavaliação periódica da metodologia e interpretação dos dados.
7 – Elaboração de relatórios para subsídio as decisões quanto ao gerenciamento do corpo hídrico de forma a melhorar e/ou manter a qualidade da água.
Por definição uma amostra deve representar a síntese do universo estudado, assim a coleta de amostras é uma atividade que exige critérios técnicos e conhecimento científico.

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Sobre Amostragem de água

A amostragem da água é realizada para avaliar a qualidade da água por meio de análises laboratoriais.
O planejamento da amostragem inclui:
 Definir parâmetros a serem analisados;
 Definir metodologia de coleta;
 Definir número e tipo de amostra a ser coletada (amostra simples ou composta);
 Definir pontos de amostragem;
 Verificar tipos de frascos a serem utilizados e necessidade ou não de preservação e prazo para análise (depende de cada parâmetro a ser amostrado);
 Modo de transporte;
 Verificar equipamentos necessários (frascos, corda, isopor, termômetro, luvas, balde, etc).
É muito comum a necessidade de quantificar a vazão do corpo d’água, pois a carga de poluentes que um corpo d’água transporta é medida pela multiplicação da vazão pela concentração da substância poluente na água. Para medir a vazão de rios e córregos grandes é necessário contratar um técnico em hidrometria. Mas no caso de fontes pontuais, como o efluente de uma tubulação, ou pequenos córregos, métodos simples podem ser utilizados
O primeiro passo do planejamento de uma amostragem é definir os parâmetros a serem analisados, visando caracterizar a qualidade da água.