Questões de Engenharia de Saúde Pública

Abaixo estão 3 Exercícios, Questões práticas com gabarito sobre Engenharia de Saúde Pública, uma matéria comum dos cursos de Engenharia Ambiental, geralmente ocorrendo no terceiro ano da graduação.

 

1 – Sobre Saneamento Ambiental, assinale a alternativa incorreta (1,0):

a) A educação em saúde pública e ambiental é fundamental para garantir o controle de vetores e de reservatórios de doenças transmissíveis.
b) O saneamento ambiental compreende apenas as atividades de Abastecimento de Água, Esgotamento sanitário e Drenagem urbana.
c) Para a sociedade, a falta de saneamento ambiental gera reflexos econômicos.
d) A coleta e a destinação final adequada dos resíduos sólidos também é peça fundamental no controle de vetores e de reservatórios de doenças transmissíveis.
e) O Saneamento ambiental abrange o saneamento da habitação, dos alimentos, dos locais de trabalho e recreação, no processo de planejamento territorial, em situações de emergência e etc.

2 – Relacione as colunas (1,0):

A. Diminuição de custos para a sociedade em geral (diminuição número de leitos hospitalares, menor índice de faltas no trabalho, aumento da qualidade de vida em geral, menores gastos com remediação de passivos ambientais).
B. Riscos tradicionais: associados ao subdesenvolvimento, como falta de acesso à água potável, saneamento inadequado das habitações e comunidade, destino inadequado de resíduos sólidos, acidentes ocupacionais, e etc. Riscos modernos: associados ao desenvolvimento não-sustentável, como poluição urbana, poluição industrial, geração de resíduos sólidos perigosos, riscos químicos e radiotivos, desflorestamento, degradação do solo, mudanças climáticas.
C. Conjunto de obras, instalações e serviços, destinados a produzir e distribuir água a uma comunidade, em quantidade e qualidade compatíveis com as necessidades da população, para fins de consumo doméstico, serviços públicos, consumo industrial e outros usos.

D. Em função de cada uso para o qual se destina o recurso hídrico, têm-se os requisitos de qualidade necessários.
E. Resultado da superposição dos cenários distintos que ocorrem em uma Bacia Hidrográfica, principalmente das formas de uso e ocupação do solo, e das característicais naturais da região.

F. Riscos relacionados com a ingestão de água contaminada por agentes biológicos (bactérias, vírus, e parasitos), pelo contato direto, ou por meio de insetos vetores que necessitam da água em seu ciclo biológico, e riscos derivados de poluentes químicos e radioativos, geralmente efluentes de esgotos industriais, ou causados por acidentes ambientais

( ) Riscos associados ao Abastecimento de água

( ) Sistema de Abastecimento Público de Água

( ) Usos múltiplos dos recursos hídricos

( ) Importância social e econômica do saneamento

( ) Qualidade da água em uma Bacia Hidrográfica

( ) Impactos do ambiente sobre a saúde humana
3 – Sobre Sistemas Públicos de Abastecimento de água e sua importância social, econômica e sanitária, julgue os itens abaixo em Verdadeiro (V) ou Falso (F) (1,0):
________ Os Sistemas Públicos de Abastecimento de água também têm a função de controlar e prevenir doenças.
________ Este sistema não aumenta a vida média da população, apesar de reduzir a taxa de mortalidade infantil.
________ Os Sistemas Públicos de Abastecimento de água não possuem nenhuma relação com a limpeza pública.
________ Estes sistemas podem ser instalados tanto para pequenas como grandes povoações, na zona rural ou urbana.
________ Prefere-se sistemas individuais de abastecimento de água do que públicos, pois é mais fácil de controlar a qualidade da água consumida.
________ Este sistema aumenta a vida produtiva dos indivíduos, pois aumenta a vida média da população, e reduz do tempo de trabalho perdido com doenças.
_______ O abastecimento público de água não facilita o combate a incêndios, pois em geral há deficiência de instalação de hidrantes nas cidades.
________ Estes sistemas propiciam desenvolvimento econômico, pois facilitam a instalação de indústrias, e o maior progresso das comunidades e do turismo, em geral.
________ Este sistema engloba a retirada da água da natureza, a adequação de sua qualidade (tratamento), o transporte até os aglomerados humanos e o fornecimento às população em quantidade compatível com suas necessidades.
________ O abastecimento público de água propicia conforto, bem-estar e segurança para a população urbana.

GABARITO (RESPOSTAS)

1 – B

2 – F, C, D, A, E, B

3 – V, F, F, V, F, V, F, V, V, V

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Arborização urbana: como plantar as mudas e escolher as espécies de árvores

A arborização urbana é fundamental para garantir o conforto e bem-estar de quem vive na cidade, pois as árvores funcionam como um filtro ambiental, reduzindo a poluição atmosférica, amenizando o calor, diminuindo a insolação e a velocidade dos ventos, e abafando ruídos. As árvores também contribuem no combate à erosão e servem de abrigo e alimento para as aves.

Segundo a Associação Brasileira de Arborização urbana, para a escolha da espécie adequada ao plantio em vias públicas (ruas e calçadas), a árvore deve ter características como:

  • Estar adaptada ao clima do local;
  • Ser preferencialmente uma espécie nativa da vegetação local;
  • Possuir porte adequado ao espaço disponível;
  • Não apresentar princípios tóxicos ou alérgicos;
  • Devem-se evitar espécies que necessitem de poda frequente, que tenham tronco frágil, caule e ramos quebradiços.

A escolha correta das árvores é importante, porque evita que elas causem problemas para a infra-estrutura do meio urbano, como as redes de água e esgoto, a rede elétrica, o calçamento das ruas e a circulação de pedestres e carros.

É muito fácil contribuir para a conservação das árvores e mudas existentes nas ruas da sua cidade. Basta cuidar das espécies localizadas em frente à sua casa: regando-as na época de seca e quando necessário.

Espécies indicadas para o plantio em ruas e avenidas:

  • De pequeno porte: plantio em locais sob rede elétrica. Exemplo: Murta-de-cheiro, Escova-de-garrafa, Ipê-de-jardim, flamboyant-mirim, grevilha-anã, redesá.
  • De médio porte: plantio em locais sem rede elétrica e com calçada com menos de 3 m. de largura. Exemplo: Pata-de-vaca, falso-chorão, quaresmeira, canelinha, magnólia, manacá-as-serra.
  • Grande porte: plantio em locais sem rede elétrica e com calçada com mais de 3 m. de largura. Exemplo: Angico, jacarandá-mimoso, pau-brasil, oiti, ipê, sibipiruna.

É recomendável que o plantio das mudas seja feito no inicio da estação chuvosa. Caso seja feito na estação das secas, as mudas devem ser irrigadas diariamente durante 30 a 45 dias após o plantio.

Veja como a muda deve ser plantada:

Arborização urbana - Forma certa de plantar árvores
Arborização urbana - Forma certa de plantar árvores

Atenção, quando for plantar respeite as seguintes distâncias mínimas:

  • Entre árvores de pequeno porte: 5,0 metros
  • Entre árvores de médio e grande porte: 7,0 metros
  • Entre árvores de pequeno porte e postes: 5,0 metros
  • Entre árvores de médio e grande porte e postes: 7,0 metros
  • Entre a esquina e as árvores: 5,0 metros
  • Entre as árvores e as entradas de garagens: 5,0 metros

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Aumente a Consciência Ambiental dentro da empresa

Fonte: Mauro Shimizu Ribeiro – Blog Saia do Lugar http://www.saiadolugar.com.br/

A matéria-prima de todos os produtos que utilizamos no nosso dia a dia vem da natureza. Exemplo: papel vem da celulose das árvores, móveis da madeira, vernizes dos móveis vem do petróleo. Ou seja, tudo que fazemos todos os dias gera efeitos sobre o meio ambiente. Mesmo que não percebamos temos um impacto indireto e direto diário sobre o meio ambiente. Assim, vale a pena aprender como diminuir este impacto, e podemos começar pela nossa empresa!

Dicas para tornar a sua empresa um ambiente responsável ambientalmente:

Imprima menos
Imprima só o que é completamente indispensável. Dê preferência para o modo de impressão econômico preto e branco e tente fazer uso de fontes que gastem menos tinta (por exemplo a Sprang Eco Sans).

Reutilize papéis rascunhos

Na construção do seu escritório, procure dar preferência a iluminação natural.

Tenha aparelhos de ar condicionado eficientes energeticamente (Procel A), o mesmo é válido para geladeiras e frigobares.

Separe o lixo reciclável e não reciclável. Pilhas e baterias devem ser encaminhadas para os programas papa-pilhas.

Cada um traga sua canequinha, economize copinhos plásticos descartáveis.

Incentive a carona

Escritório limpo e plantas no ambiente de trabalho

Conclusão: Vale a pena lembrar que muito mais do que algo bonitinho, ter uma postura sustentável ajuda a reduzir custos, aumentar sua organização e consequentemenete, a criatividade da empresa.

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Metais pesados em Ecossistemas Aquáticos

Todos os metais podem ser solubilizados pela água, podendo gerar danos à saúde devido à toxicidade ou aos potenciais carcinogênicos, mutagênicos ou teratogênicos em função da quantidade ingerida. São denominados tóxicos aqueles metais que produzem danos com pequenas quantidades. Exemplos de metais tóxicos são o arsênico, bário, cádmio, cobre, cromo, chumbo, mercúrio e zinco.

Um organismo aquático pode apresentar dois tipos básicos de comportamento em relação aos metais: ou é sensível à ação tóxica de um determinado metal, ou não é sensível mas o bioacumula, potencializando seu efeito nocivo através das cadeias alimentares de forma a colocar em risco organismos situados nos topos destas cadeias.

Em geral, metais tóxicos estão presentes em quantidades diminutas no meio aquático por ação de fenômenos naturais, mas podem ser despejados em quantidades significativas por atividades industriais, agrícolas e de mineração.

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Poema sobre o impacto das ações antrópicas na natureza e sobre o próprio homem

ELES SABEM, E EU TAMBÉM SEI
(Professora Sônia Hess, UFMS)

Que, pelas ruas, gritantes sirenes transportam, dia e noite, os frutos da crescente dor.

Que em cada copo de água bebe-se uma boa dose de veneno, porque as fontes não mais são puras, e o cloro nela aplicado também gera subprodutos perigosos.

Que em cada porção de alimento ingere-se resíduos dos agrotóxicos, aplicados como “salvadores da lavoura”; ou de anabolizantes, que fazem os animais “bombarem”; ou de aditivos, que transformam resíduos de processos industriais, em “saborosas iguarias”; ou ainda, de misteriosos componentes das embalagens, capazes de transformar “meninos em doces meninas”.

Que, para produzir aço, derrubam florestas que poderiam salvar os rios, o clima e o que resta de beleza.

Que em cada inalação, a saúde é aviltada por gases tóxicos, que matam silenciosamente os habitantes das grandes cidades, ou os desafortunados cortadores de cana, os carvoeiros e aqueles que conhecem de perto as queimadas.

Que só há dinheiro para pesquisar a cura das doenças mas, não, para evitá-las, porque quem produz os remédios também é quem produz a maior parte dos venenos que desencadeiam o fim da saúde.

Se eu sei de tudo isto, mais gente tem que saber, porque a ciência não foi criada para se calar, mas para iluminar os caminhos e trazer respostas que levem à paz.

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“Colheita manual de cana e a saúde”

Artigo publicado na seção de cartas do Jornal Gazeta Mercantil dia 19/06/2008.

“Na última safra, 47% da colheita no Estado de São Paulo foi mecanizada e, no país, estima-se que o corte da cana é mecanizado em não mais do que 25% da produção. No período de safra, os canaviais que são colhidos manualmente sofrem a queima pré-corte, para facilitar o trabalho dos cortadores.

Estudo do professor Francisco Alves, da Universidade Federal de São Carlos, revelou que “a produtividade média do trabalho no corte de cana, que em 1950 era de 3 toneladas de cana cortadas por dia/homem, no final da década de 1990 e início da presente década atingiu 12 toneladas de cana por dia, sendo que os cortadores de cana trabalham sob sol forte, sob os efeitos da fuligem expelida pela cana queimada e trajando uma indumentária que os protege da cana, mas aumenta sua temperatura corporal”. Segundo apontam este e outros autores, o excesso de trabalho e as condições em que este ocorre explicariam as mortes súbitas, que já vitimaram dezenas de trabalhadores rurais cortadores de cana em São Paulo.

Muitos trabalhos científicos, como os realizados em Piracicaba/SP e Araraquara/SP, ambos por pesquisadores da USP, têm destacado que, em queimadas de biomassa, a combustão incompleta resulta na formação de substâncias potencialmente tóxicas, tais como monóxido de carbono, amônia, metano e o material fino, contendo partículas de alta toxidade – menores que 10 micrometros (PM10). A inalação dessas partículas em suspensão, cuja média aferida naqueles locais, na época da queima da cana, foi de 103 microgramas por metro cúbico, bem superior ao limite de 80 microgramas estabelecido pela Resolução CONAMA n. 03 de 1990, foi diretamente relacionada ao aumento, no mesmo período, do número de atendimentos de crianças e idosos em hospitais, para tratamento de problemas respiratórios.

Outros estudos realizados por pesquisadores brasileiros apresentaram evidências consistentes sobre os efeitos da poluição do ar, especialmente do material particulado fino, no adoecimento e morte por doenças cardiovasculares, sendo que, tanto efeitos agudos (aumento de internações e de mortes por arritmia, doenças do miocárdio e cerebral), como crônicos, por exposição em longo prazo (aumento de mortalidade por doenças cerebrovasculares e cardíacas), têm sido relatados.

O gás ozônio, formado a partir da reação entre poluentes atmosféricos, foi associado com o risco aumentado de morte prematura, mesmo quando está presente em concentrações muito baixas. Um estudo revelou que, durante a queima da cana-de-açúcar, em torno de 35% do nitrogênio aplicado no solo, na forma de adubo, é perdido para a atmosfera na forma de gases que são precursores do ozônio, representando esta perda não só um risco para a saúde pública mas, também, prejuízo para os produtores rurais.

Os dados acima colocam em evidência que a exposição a poluentes gerados durante o processo de queima da cana-de-açúcar constitui um importante fator de risco, a ser considerado na análise e associação das possíveis causas de adoecimento e morte de trabalhadores dos canaviais e de moradores das cidades próximas a plantações de cana.

A comprovação científica de que o método de produção atual de etanol, praticado no Brasil, é altamente prejudicial à saúde da população das cidades vizinhas às usinas e a constatação técnica, pelos órgãos de fiscalização do trabalho, de que os cortadores de cana encontram-se, por vezes, submetidos a condições aviltantes de trabalho, demonstra a necessidade imperiosa de o Estado Brasileiro exigir das indústrias do setor sucro-alcooleiro aqui instaladas, a adoção de mecanismos de produção condizentes com esta quadra da história.
Desse modo, não se pode mais tolerar a queima da palha da cana como etapa na produção do etanol, nem, tampouco, a submissão dos cortadores de cana a condições desumanas de trabalho, sob pena de a comunidade internacional se aproveitar dessa fragilidade para impor barreiras à aceitação do etanol produzido em nosso território.”

Sônia Corina Hess 46, engenheira química e doutora em química, professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, consultora do Ministério Público do Trabalho e dos Ministérios Públicos Federal e Estadual do Mato Grosso do Sul

Heiler Ivens de Souza Natali, 33, Procurador do Ministério Público do Trabalho, Vice-Coordenador do Núcleo de Prevenção e Enfrentamento das Irregularidades Trabalhistas e Sociais nas Atividades Sucro-alcooleiras em Mato Grosso do Sul

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