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Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs)

Reserva Particular do Patrimônio Natural é uma unidade de conservação de domínio privado a ser especialmente protegida por iniciativa de seu proprietário, mediante reconhecimento do poder público, por ser considerada de relevância para a conservação da biodiversidade.
É criada com base no princípio democrático da manifestação expressa do desejo do proprietário, onde a “vontade de proteger” e a importância da biodiversidade existente no imóvel são os pontos de partida que podem culminar na criação de uma RPPN.
O processo de criação deve obedecer à legislação vigente no âmbito federal e/ou estadual.
Criar uma RPPN significa proteger determinada porção do território para sempre. É um compromisso com o futuro. Mesmo que haja mudança de proprietários, por venda ou herança, os novos donos terão que manter o compromisso lavrado em cartório.

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Controle Ambiental Educação Ambiental Gestão Ambiental Legislação Federal Planejamento Ambiental Sustentabilidade

Conselho gestor de UC

O conselho é um espaço de articulação e tomada de decisões sobre a gestão das UCs, faz parte da estrutura gerencial das UCs e deve ter parceiros que contribuam para sua composição.
Como é constituído?
O conselho é uma instância de interdisciplinaridade, um fórum político e técnico de negociações, com caráter consultivo e/ou deliberativo, composto pelas representações de grupos, comunidades e instituições que atuam ou que deveriam atuar na região da UC nas mais diferentes áreas.
Deve-se considerar as parcerias necessárias para atingir os objetivos da UC. Para tanto, representantes de instituições públicas relevantes para a gestão efetiva da UC e representantes da sociedade civil são nomeados para o mandato de conselheiros. É importante que o conselho gestor, em sua composição, busque a paridade entre todas essas categorias de representação.

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Avaliação de Impactos Ambientais Controle Ambiental Desenvolvimento Sustentável Legislação Federal Planejamento Ambiental Tecnologias Ambientais

Respeitar o código florestal pode poupar vidas

Se a legislação fosse respeitada, talvez evitaríamos o sofrimento que se repete todos os anos nos períodos de chuva. Além do código florestal, são desrespeitadas também as diretrizes de zoneamento urbano, que definem limites de impermeabilização do solo. O conjunto de fatores envolvendo impermeabilização do solo e ocupação de áreas de preservação permanente é uma bomba relógio sazonal: de tempos em tempos irrompe em destruição e catástrofe.
Código Florestal e riscos urbanos
Por Márcio Ackermann*
As áreas de preservação permanentes – mangues, margens de córregos e represas, várzeas, topos de morros e encostas – deveriam servir para a preservação dos recursos hídricos, flora, fauna e proteção do solo.
No Brasil, no entanto, sobretudo em regiões metropolitanas, essas Áreas de Preservação Permanente (as chamadas APPs) estão densamente ocupadas, seja por moradias, rodovias marginais ou instalações industriais. As conseqüências tornam-se visíveis principalmente nesta época do ano, quando o período de chuvas intensas do verão causa enchentes e deslizamentos, provocando prejuízos materiais e mortes. Áreas que deveriam cumprir um importante papel no equilíbrio ambiental converteram-se, no meio urbano, em seu oposto. São as áreas de risco.
A intensidade dos últimos eventos de escorregamentos e enchentes ocorridos nas metrópoles brasileiras, em parte ocasionados por alterações climáticas, chamou a atenção de todos para a importância da ação preventiva.
O País dispõe de estrutura e tecnologia para que os próximos meses de dezembro a março possam transcorrer sem que a imprensa tenha de noticiar tragédias envolvendo vítimas fatais em decorrência do despreparo das instâncias competentes.
Mais crítico do que não atender às funções ambientais são os riscos aos moradores dessas áreas, em geral famílias de baixa renda que encontraram uma alternativa de habitação em locais inadequados. Somente na cidade de São Paulo, aproximadamente meio milhão de moradores de favelas encontram-se nessa situação.
Cabe aos municípios mapear suas áreas de preservação permanentes, definidas pelo Código Florestal, como medida preventiva às enchentes e escorregamentos, especialmente as encostas com declividades de 45 graus,  as nascentes dos rios e também as várzeas e planícies marginais aos cursos d’água.
Aos governos estaduais cabe oferecer apoio técnico, logístico e mesmo financeiro aos municípios. No Estado de São Paulo, por exemplo, as prefeituras devem buscar apoio junto a instituições como a Secretaria de Meio Ambiente –  Instituto Geológico, Coordenadoria de Planejamento Ambiental –  ou mesmo junto à Secretaria de Ciência e Tecnologia,  por meio  do IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas.
As Prefeituras devem, da mesma forma, solicitar suporte ao governo federal, por meio do Ministério das Cidades e Ministério do Meio Ambiente.
Tais medidas preventivas cairão no vazio se as mudanças propostas para o Código Florestal (lei federal 4.771/65), atualmente em discussão no Congresso Nacional, forem aprovadas. O texto em curso – levado ao legislativo sem ouvir os diferentes setores da sociedade – é um retrocesso, pois reduz as áreas consideradas de preservação permanente, o que representará o agravamento de situações de risco.

*Márcio Ackermann, geógrafo, mestre em Gestão, Planejamento e Projetos em Habitação pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), é autor do livro A Cidade e o Código Florestal.


(Envolverde/Sabesp)

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Avaliação de Impactos Ambientais Planejamento Ambiental Recursos Hídricos Resíduos Sólidos Tecnologias Ambientais

Aspectos ambientais das obras rodoviárias

Quando, durante a implantação de uma rodovia, não é feita a recuperação ambiental dos impactos ambientais gerados. Estes evoluem e se transformam em um conjunto de degradações que compõem o passivo ambiental do trecho. Atualmente, a existência de passivos ambientais ocorre principalmente em rodovias antigas, implantadas há mais de 20 anos atrás, quando ainda não se existia a consciência ecológica e as ciências ambientais, como a Engenharia Ambiental, eram pouco difundidas e possuíam pouca prática nessa área.
Os avanços no tratamento ambiental de rodovias também estão relacionados à incorporação da variável ambiental na rotina de trabalho dos órgãos rodoviários, à maior fiscalização dos órgãos ambientais competentes, à difusão de manuais técnicos contendo instruções ambientais para projetos e obras rodoviárias, à avaliação econômica das medidas de controle ambiental e quantificação dos custos ambientais de projetos, da implantação, e da manutenção de rodovias e à progressiva implantação de programas de recuperação do passivo ambiental em diversas rodovias do país.
Os impactos ambientais cadastrados ao longo do segmento da rodovia compreendem o seu passivo ambiental, que foi gerado a partir da implantação da rodovia e de atividades antrópicas danosas a região lindeira.
Alguns dos principais impactos ambientais, tanto positivos, como negativos, decorrentes da implantação de uma rodovia são:

  • No meio Sócio-Econômico: conflito de uso e ocupação do solo; alterações nas atividades econômicas das regiões por onde a rodovia passa; mudanças nas condições de emprego e qualidade de vida para as populações; segurança do tráfego, ruído, vibrações, emissões atmosféricas que pode ter efeito sobre a saúde humana; desapropriações; riscos ao patrimônio cultural, histórico e arqueológico; travessias/intrusão urbana, uso indevido da faixa de domínio da rodovia (construções, escavações e descartes, depósito de lixo orgânico).
  • No meio biótico: impedimento dos processos de intercâmbio ecológicos por corte de áreas; riscos de atropelamento de animais; risco a áreas protegidas e a biótopos ecológicos importantes; redução da cobertura vegetal; aumento da pressão sobre ecossistemas terrestres e aquáticos; incêndios nas faixas de domínio; poluição em ambientes aquáticos e riscos para a vida aquática (o lixiviado da lavagem das pistas que cai em corpos d’água superficiais, pode alterar a sua qualidade, aumentar seus nutrientes e gerar processos de eutrofização em lagos e açudes).
  • E no meio físico: retirada de solos; indução a processos erosivos/ voçorocas em antigas áreas exploradas e taludes; instabilidade de taludes, rompimento de fundações; terraplenagem, empréstimos e bota-foras; degradação de áreas de canteiro de obras, trilhas e caminhos de serviço; rebaixamento do lençol freático; risco para a qualidade de água superficial (aumento da turbidez) e subterrânea por concentração de poluentes; assoreamento de terrenos naturais, bacias de drenagem e cursos d’água; Alagamentos, decorrentes do represamento por Obras de Arte Correntes e sistema de drenagem (pontes, viadutos) mal posicionados e/ou obstruídos.

Segundo Malafaia (2004), “um programa de recuperação do passivo ambiental de rodovias deve compreender as seguintes etapas: conceituação de passivo ambiental; levantamento e caracterização do passivo ambiental; avaliação das quantidades e condições desse passivo; estimativa dos custos de sua recuperação; programação financeira para a recuperação; plano de execução da recuperação do passivo ambiental”.

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Legislação Federal

Publicada nova resolução CONAMA sobre pneus

Publicada nova resolução do CONAMA – CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE – sobre pneus:
RESOLUÇÃO No 416, DE 30 DE SETEMBRO DE 2009
Dispõe sobre a prevenção à degradação ambiental causada por pneus inservíveis e sua destinação ambientalmente adequada, e dá outras providências.
Faça download da resolução em: Resoluções CONAMA

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Controle Ambiental

O preço da poluição e o princípio do Poluidor-Pagador

A matéria abaixo sobre a despoluição da Represa Billings em SP que melhorou a água mas ainda não viabilizou o lazer demonstra um dos pontos que ninguém comenta sobre a poluição que é o custo econômico gerado: o preço da poluição!! Que é o valor necesssário para recuperar o ambiente! Esse valor também é conhecido como uma externalidade negativa. Pois quem paga o preço da poluição é a sociedade toda, e não o poluidor. Foi buscando resolver esse paradoxo atual (que ainda reina em muitos municípios brasileiros) que surgiu o princípio do poluidor-pagador.
Princípio do Poluidor Pagador: Possui dois aspectos, o primeiro que obriga a indenizar todo e qualquer dano que o poluidor tenha causado, e o segundo, que o poluidor pague por todas as medidas e licenças necessárias para não causar danos ou deixar os níveis de sua poluição dentro do aceitável. Internacionalmente, esse princípio também está englobando o mercado dos créditos de carbono, no qual empresas poluidoras precisam comprar os créditos equivalentes a reduções certificadas de emissões para poder continuar em funcionamento. Sua previsão está no artigo 225, § 3º da Constituição Federal.
Minha mensagem final é que,ao mesmo tempo em que temos que trabalhar para resolver problemas que já existem, precisamos adotar ações preventivas para evitar novos (Pois estamos chegando lá). Precisamos aprender a trabalhar planejado, pensando adiante, para que não seja preciso achar soluções depois. Não é na hora que está tudo errado que deixamos para resolver. Tem que começar certo já. É isso que aprendi trabalhando com meio ambiente, é mais barato sempre prevenir do que remediar.
31/08/2009 – 09h08
Despoluição melhora água sem viabilizar lazer na Billings
Por Júlio Bernardes, da Agência USP de Notícias
Pesquisa da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP aponta que o sistema de tratamento de águas em teste no Rio Pinheiros melhora parcialmente a qualidade da água da represa Billings, permitindo que elas voltem a ser usadas na geração de eletricidade. Entretanto, o trabalho da engenheira Paula Andréia Vilela revela também que a quantidade de poluentes ainda existentes na represa impede a prática de reuso recreacional da água até o momento. “Por esse motivo, a Billings não pode ser utilizada em atividades recreacionais, como natação, pesca e mergulho”, alerta.
Segundo a pesquisadora, o curso natural do rio Pinheiros é alterado por um sistema de bombeamento, de modo que suas águas são encaminhadas para a represa Billings para gerar energia elétrica na usina Henry Borden, em Cubatão (litoral de São Paulo). “Porém, este bombeamento foi proibido em 1992, devido ao alto índice de poluição das águas do Pinheiros, sendo permitido apenas em situação específicas, como controle de enchentes”, conta. Para testar o processo de tratamento por flotação, as águas voltaram a ser bombeadas, em caráter experimental, com uma vazão de 10 metros cúbicos por segundo (m3/s).
A coleta das amostras de água, para a elaboração da pesquisa, ocorreu entre setembro de 2007 (início dos testes) e junho de 2008, em seis pontos do Rio Pinheiros, antes e depois de duas estações de tratamento, e em seis pontos de monitoramento da Billings. “As análises envolveram mais de 200 parâmetros operacionais e ambientais”, explica Paula. “Entre os aspectos analisados, temos, cor, pH, oxigênio dissolvido, turbidez, nitrogênio, fósforo e ferro, além da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) e a Demanda Química de Oxigênio (DBO)”.
Os testes mostraram que as águas da represa Billings estão contra-indicadas para o reuso recreacional, pois não atendem os padrões de qualidade exigidos pela legislação CONAMA 357/05, que classifica os corpos hídricos. “A pesquisa apontou também concentrações relativamente altas de nitrogênio e fósforo, que indica a presença de esgoto doméstico”, ressalta a engenheira.
Esgoto
A análise de DBO indica que a renovação do oxigênio na água foi insuficiente, devido a alta carga orgânica. “A presença de um alto teor de matéria orgânica pode induzir à completa extinção do oxigênio na água”, afirma a pesquisadora. “Parâmetros como cor da água e concentração de ferro também estavam inadequados”.
De acordo com as análises, as águas da Billings podem ser utilizadas para a geração de energia na Usina Henry Borden. “O processo de tratamento por flotação é eficiente na remoção de sólidos”, explica Paula. “Na geração de energia, a presença destes contaminantes pode se mostrar prejudicial, acarretando danos às turbinas da usina”
O reuso recreacional da água envolve atividades como natação, pesca, mergulho, esqui aquático e jet-ski, entre outras. “Ainda não há no Brasil uma legislação específica para a prática do reuso”, ressalta. “Na pesquisa, foram utilizados como referência, os padrões de qualidade da água estabelecidos pela Resolução do Conama 357/05 que classifica a Billings como corpo hídrico Classe II”. A pesquisa foi orientada pelo professor Pedro Mancuso, da Faculdade de Saúde Pública da USP.
Para permitir atividades futuras de recreação na represa, Paula recomenda ajustes operacionais no sistema em teste, visando melhoria na eficiência do tratamento das águas do Rio Pinheiros. “Ao mesmo tempo, torna-se imperiosa a adoção de uma política de uso e ocupação do solo no entorno da represa Billings, de modo a controlar as ocupações irregulares”, sugere. “É fundamental também a identificação e mapeamento de lançamentos clandestinos de esgotos na represa.”
(Envolverde/Agência USP de Notícias)

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Planejamento Ambiental

Sobre Campo Grande

Acabo de voltar de uma viagem para o velho continente: a Europa. E aprendi muito. É impressionante como viajar é uma experiência que transforma a gente. Não é a toa que o Amyr Klink escreveu que é preciso viajar para dar valor ao lugar no qual vivemos. E também é viajando que percebemos o quanto ainda podemos melhorar o lugar em que moramos. Então vamos falar sobre nossa cidade: Campo Grande (MS).
Campo Grande tem tudo para ser uma cidade incrível em qualidade de vida: clima ameno, relevo suave, córregos, vegetação exuberante, construções históricas, e muito mais. No entanto, estamos chegando a um ponto crucial de desenvolvimento como cidade, um ponto no qual é preciso tomar algumas decisões: estamos ficando grandes. Engarrafamentos nos horários de pico já não são mais novidades, acidentes de trânsito são cenas comuns, ônibus lotados, assaltos e insegurança: realmente estamos ficando grandes.
Chegou a hora de pensar em novas alternativas de transporte público, menos poluentes e mais eficientes, como, por exemplo, o metrô de superfície, também conhecido como Tramways. Em termos de transporte público, Campo Grande ainda está bem atrasada. Nossos pontos de ônibus são uma vergonha, a maioria são apenas postes amarelos, sem nenhuma indicação de que ônibus passa ali, e não oferecem abrigo para o sol, nem para a chuva, e tampouco onde sentar (isso é especialmente ruim para os idosos). Outro ponto é que os mapas das nossas linhas de ônibus são confusos e não estão disponíveis facilmente. Em cada ponto de ônibus grande, como os da Avenida Afonso Pena (estes sim são decentes, todos deviam ser assim), deveria ter um mapa da rede de transporte público impresso.
Atualmente, quem não usa o transporte público de Campo Grande freqüentemente não sabe que ônibus pegar, e fica assim desmotivado para se tornar um usuário freqüente. É tão simples colocar uma placa em cada ponto de ônibus com o número dos ônibus que passam e em que freqüência (Pois quem não usa freqüentemente o transporte público, nunca sabe que horas que deve chegar ao ponto para pegar o ônibus).
E acessibilidade? Tente andar de cadeira de rodas sozinho em Campo Grande. As calçadas são irregulares e em muitos lugares não há rampas. Nossas calçadas irregulares também são um problema para os idosos. Sem contar que em inúmeros cruzamentos, em que não há faixa de pedestres, como, por exemplo, na rotatória da Via Park com a Avenida Mato Grosso, cruzar a rua a pé é uma aventura.
Felizmente, a Prefeitura Municipal de Campo Grande é bem atuante. Está em andamento o Plano de Revitalização do Centro de Campo Grande, uma iniciativa extremamente importante, mas que não pode de jeito nenhum só ficar no papel. Outra ação interessante da Prefeitura foi a 1ª Mostra de Soluções Sustentáveis organizada pela Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano), um evento que realmente demonstrou o potencial e comprometimento da nossa cidade com a adoção de práticas mais ecológicas.
No entanto, nossa Prefeitura tem muitas decisões a tomar, principalmente nos assuntos de segurança pública, iluminação pública, gerenciamento de resíduos sólidos (precisamos implantar coleta seletiva urgente), transporte, trânsito. Agora é a hora de fazer dessa cidade um exemplo de qualidade de vida. Antes que seja tarde demais, antes que fique tão difícil de resolver, que não consigamos mais.
Pois o que queremos é muito simples. Uma cidade segura, onde possamos andar na rua com tranqüilidade, arborizada, com calçadas regulares, com eventos e opções de lazer. Uma cidade com áreas verdes para as crianças andarem de bicicleta, os jovens tomarem teréré e as famílias fazerem piqueniques no final de semana sem medo. Uma cidade na qual o transporte público funcione em que haja linhas de ônibus suficientes, e com ciclovias para bicicletas. Uma cidade bem iluminada. E para conseguir tudo isso?
Primeiro, podemos começar seguindo exemplos que deram certos em outras cidades, como a criação de zonas pedestres nos centros, aumento das áreas verdes em torno de córregos, mais policiamento nas ruas, entre outras ações que já demonstraram serem positivas. Também podemos seguir as tendências mundiais, como procurar novas alternativas de transportes, incentivar o transporte por bicicletas, ter pontos de entrega de coleta seletiva e de resíduos perigosos, e etc.
Minha mensagem final é que,ao mesmo tempo em que temos que trabalhar para resolver problemas que já existem, precisamos adotar ações preventivas para evitar novos (Pois estamos chegando lá). Precisamos aprender a trabalhar planejado, pensando adiante, para que não seja preciso achar soluções depois. Não é na hora que está tudo errado que deixamos para resolver. Tem que começar certo já. É isso que aprendi trabalhando com meio ambiente, é mais barato sempre prevenir do que remediar.

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Controle Ambiental

Como lidar com exposição a riscos ambientais?

Autora: Professora Dr. Sônia Corina Hess
Prezados(as),
Durante o III Seminário Nacional sobre Agrotóxicos, Saúde e Sociedade, realizado em Brasília entre os dias 8 e 10/julho/09, três pessoas relataram casos graves de exposicao a riscos ambientais. Em um deles, uma comunidade é ameaçada, diariamente e há mais de 03 anos, por gases venenosos provenientes de uma industria de agrotóxicos; uma outra comunidade é afetada por agrotóxicos aplicados por aviões a serviço de uma grande plantação vizinha; e uma terceira comunidade convive, há mais de 6 anos, com grandes tonéis contendo brometo de metila, que pertenciam a uma indústria de agrotóxicos que fechou. Naquela mesma localidade, que fica em área atingida pela seca, a comunidade nao têm mais acesso as fontes de agua potável, que foram cercadas e são mantidas sob a vigilância de policiais.
Nos 3 casos, foi descrito que muitas pessoas já apresentam problemas de saúde decorrentes da exposição aos produtos químicos venenosos.
Ao ouvirem tais dramáticos relatos, Procuradores da República e uma técnica da 4a CCR-PGR (Maria Rita) presentes naquele evento, se sensibilizaram e viabilizaram o registro daquelas denúncias na PGR, se comprometendo a intervir diretamente naqueles casos.
Eu penso que, em casos como estes, em que as pessoas estão sendo submetidas a riscos reais de adoecimento e morte, as autoridades tem por dever tomar providências imediatas para que o risco cesse.
Além disso, as vítimas deveriam receber o apoio de organismos governamentais e não-governamentais, para que suas denúncias resultassem em ações rápidas e efetivas, em sua defesa. PARA TANTO, PENSO QUE AS ENTIDADES DEVERIAM ELABORAR ESTRATÉGIAS DE APOIO A PESSOAS EM RISCO QUÍMICO SEVERO.
Neste sentido, encaminharei a seguir, medidas que penso que as vítimas e entidades poderiam tomar, para tentarem conseguir apoio. Também forneço telefones, endereços, emails e portais da internet que elas poderiam acessar.
SUGESTÕES:
1) Registrar queixa na delegacia de polícia mais próxima, pedindo ao delegado responsável que encaminhe equipe de peritos ao local. Guardar a cópia do Boletim de Ocorrência. Lembrar de descrever detalhadamente o local da ocorrência, os responsáveis pelo problema, as possíveis substâncias tóxicas que estão atingindo as vítimas, e fornecer todas as provas que possam ser úteis no processo (fotos, filmagens, reportagens na midia, depoimentos, etc). É recomendável que não uma pessoa, mas um grupo de pessoas, se dirija a autoridade policial;
2) Também registrar queixa na Superintendência da Polícia Federal mais próxima, pedindo ao agente responsável que encaminhe equipe de peritos ao local. Guardar a cópia do registro da denúncia. Se a população diretamente atingida estiver distante de alguma sede da PF, deverá solicitar apoio a entidades que possam encaminhar sua denúncia, na cidade mais próxima onde houver superintendência da PF.
3) O mesmo procedimento deverá ser realizado junto ao Ministério Público Estadual e ao Ministério Público Federal. Para encontrar os telefones e enderecos dos Procuradores da República nos Estados, acessar o portal: http://www2.pgr.mpf.gov.br/procuradores/prs/pr-estados
4) Intervir junto as entidades, para que denúncias possam constar como parte dos encaminhamentos das conferências municipais, estaduais e nacional de Saúde Ambiental, que terão início em breve, ainda em 2009.
Sugerir aos organizadores desta Conferência que convidem o MPF, MPE e MPT para que instalem estrutura nos locais onde serão realizadas as conferências estaduais e nacional, visando o registro de denúncias de riscos presentes em suas comunidades. Durante a realização da Conferência Nacional, em dezembro, os organizadores poderão apoiar os denunciantes, solicitando informações as autoridades presentes, sobre o andamento dos processos registrados durante as conferências estaduais;
5) Se as pessoas atingidas tiverem ligações com a igreja católica, tambem poderão, com o apoio de párocos, encaminhar sua denúncia a CNBB (CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL). Pessoas ligadas a outras religiões também deverão procurar seus líderes, em busca de apoio;
6) ENCAMINHAR A DENÚNCIA COMPLETA, COM PROVAS E DOCUMENTOS COMPROVANDO O REGISTRO DAS MESMAS EM ORGÃOS GOVERNAMENTAIS À ENTIDADES DE DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS, COMO:
MNDH – Movimento Nacional de Direitos Humanos SEPN 506, Bloco “C” mezanino sala 14-A, Fones 61 -3273-7170 – 3272-7307
CEP: 70740-503 – Brasília – DF
denuncia@mndh.org.br
7) Onde já estiver funcionando, encaminhar a denúncia para o CONSELHO ESTADUAL DE DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS do estado onde o fato ocorre:
REGIÃO NORTE
AM Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana
Av. Epaminondas nº 600, Térreo, Centro – Manaus – AM – Cep.: 69.010-090
gabsec@sejus.gov.br sejus@sejus.am.gov.br
(92) 3215-2745 / 2705 / 2724
REGIÃO NORDESTE
AL Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos
Rua Senador Mendonça, 153, Ed. Muniz Falcão, térreo, Centro – Maceió – AL
Cep.: 57.020-030
ceddh.al@bol.com.br
(82) 221-7960
BA Conselho Estadual de Direitos Humanos
Secretaria de Justiça de Direitos Humanos – Superintendência de Apoio e Defesa de Direitos Humanos Av. Luís Viana Filho 400, Plataforma 4, 4ª Avenida, Centro Administrativo da Bahia, 2º andar – Salvador – BA – Cep.: 41.746-900 sudh.superint@sjdh.ba.gov.br
(71) 3115- 8462 / 8457
CE Conselho de Direitos Humanos
Av. Barão Studart nº 505, Anexo I – Meireles – Fortaleza – CE
Cep.: 60.120-000
conselhos@soma.ce.gov.br
(85) 3101-1252 / 1233
MA Conselho Estadual dos Direitos Humanos
Av. Senador Vitorino Freire, Quadra 16, nº 1, Ed. Jonas Martins Soares, 6º andar, sala 604 – Areinha – MA – Cep.: 65.032-550 ceddhma@hotmail.com
(98) 3212-4108 / 4101 / 4154
PB Conselho Estadual de Direitos Humanos
Avenida Maximiano de Figueiredo 36, sala 203, Centro – João Pessoa – PB
Cep.: 58.000-000
noaldo@terra.com.br
(83) 3221-8479 / 3222- 3718
PE Conselho Estadual dos Direitos Humanos
Rua do sossego 432, Boa Vista – Recife /PE – Cep.: 53.000-000 fernandogajop@yahoo.com
(81) 3222 – 2036
PI Conselho Estadual dos Direitos Humanos
Av. Pedro Freitas, s/n – Centro Administrativo – Bloco “G” – 2º andar – Teresina – PI
CEP.: 64018-900
justiça@justiça.pi.gov.br conen_pi@yahoo.com.br
(86) 3216-1754 / 1752
RN Conselho Estadual dos Direitos Humanos
Av. Deodoro 249, Bairro Petrópolis – Natal – RN – Cep.: 59.012-600 direitoshumanos@rn.gov.br
(84) 3221-5932
REGIÃO CENTRO-OESTE
GO Conselho Estadual de Direitos Humanos
Rua 2 , nº 24, Edifício Rio Vermelho, 9º andar – Setor Centro – Goiânia – GO
Cep.: 74.013-020
direitos.humanos@sstj.gov.br
(62) 3201- 7188 e 3201-1059 / 1003
MT Conselho Estadual de Direitos Humanos
Rua Antonio João 294 Centro, Bairro Centro – Cáceres – MT – Cep.: 78.200-000 cdhdmb@terra.com.br
(65) 223-3667
REGIÃO SUDESTE
ES Conselho Estadual dos Direitos Humanos
Av. Governador Blay 236, Ed. Fábio Rusk, – Vitória – ES – Cep.: 29.010-150 cedh@sejus.es.gov.br cedh-es@bol.com.br (27)3132-1820 / 1821
MG Conselho Estadual de Direitos Humanos (CONEDH)
Rua da Bahia 1148, 3º andar, sala 322 – Belo Horizonte – MG – Cep.: 30.160-906 carolinedantas@terra.com.br
(31) 3224-5343 / 6967
RJ Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos
Av. Presidente Vargas, 817, 16º andar – centro – RJ – CEP: 20071-004 sec.sedh@direitoshumanos.rj.gov.br
(21) 3399-1197
SP Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana
Pátio do Colégio, 148, 2º andar, sala 24 – São Paulo – SP – Cep.: 01.016-040
condepe@justica.sp.org.br condepeconselho@ig.com.br
(11) 3291-2645 3105-1693 (fax)

REGIÃO SUL

PR Conselho Estadual de Direitos Humanos
Rua Inácio Lustosa 700, Térreo – Curitiba – PR – Cep.: 80.510-000 codic@seju.pr.gov.br
(41) 221-7249 / 7250 / 7251

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Controle Ambiental

Aspectos ambientais gerais das pequenas indústrias de produtos de limpeza

As pequenas ou micro indústrias do ramo de produtos de limpeza são as mais impactantes proporcionalmente à sua produção, é minoria o número de empresas desse porte que possuem algum programa de proteção ambiental; essas pequenas empresas são pouco visadas pelo público e organizações ambientais, e por isso não existe a mesma pressão social feita às grandes corporações para que haja a implantação de um Sistema de Gestão Ambiental, também não dispõem de capital para investir em tecnologias novas e nem de técnicos devidamente capacitados para elaborar e implantar tais programas. Existem vários procedimentos de baixo custo para a empresa que não são adotados por desconhecimento da direção, ou por falta de preocupação com o impacto que esta sendo causado e suas prováveis conseqüências negativas
As pequenas indústrias de produtos de limpeza têm como insumos uma série de produtos químicos perigosos que necessitam ser transportados de forma adequada, assim, desde então já existe o perigo de acidentes que podem ocasionar o derramamento deste material; quando estes produtos chegam à indústria, de forma geral, são misturados (batelados) na proporção criada pelo seu fabricante e todo o material então é vendido, juntamente com a água utilizada, sobrando somente as embalagens da matéria-prima e o resíduo dos tambores onde ocorre a batelada, que é retirado através de lavagem, portanto não há uma grande produção de resíduo. O perigo está na qualidade desse efluente químico: sua composição é estranha ao ambiente natural o que dificulta sua degradação.

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Controle Ambiental

Conceito de Sistema de Controle Ambiental

O Sistema de Controle Ambiental, também conhecido pela sigla SCA, é o conjunto de operações e/ou dispositivos destinados ao controle dos impactos negativos das intervenções físicas, efluentes líquidos, emissões atmosféricas e resíduos sólidos gerados pela atividade instalada, de modo a corrigir ou reduzir os seus impactos sobre a qualidade ambiental.