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Vocabulário Básico de Recursos Naturais e Meio Ambiente

Em 2004 o IBGE lançou a publicação “Vocabulário Básico de Recursos Naturais e Meio Ambiente”, um guia muito completo contendo todos os conceitos básicos inerentes a área.
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Vocabulário Básico de Recursos Naturais e Meio Ambiente

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Classificação dos solos quanto à origem

De acordo com a sua origem, os solos se dividem em:

  1. Solos residuais
  2. Solos transportados
  3. Solos orgânicos

1) Solos residuais, ou sedentários, ou eluviais: são aqueles que permanecem no local de sua formação, sobre a rocha de origem. O tamanho de suas partículas aumenta de cima para baixo.
2) Solos transportados: são divididos de acordo com o agente de transporte:
Sedimentares: são solos cujas partículas são transportadas pela água e se sedimentam quando a velocidade desta diminui o coeficiente para tanto.

  • Coluviais: são aqueles transportados por gravidade. Localizam-se nos pés dos montes, sendo chamados de depósitos coluviais ou tálus.
  • Glaciais: transportados por geleiras.
  • Eólicos: transportados pelo vento.
  • Aterros: transportados pelo homem.

3) Solos orgânicos: são formados pela mistura de matéria orgânica, animal ou vegetal, com sedimentos pré-existentes. Ocorrem em locais característicos, mais favoráveis ao acúmulo de matéria orgânica: áreas adjacentes aos rios, várzeas, baixadas litorâneas, depressões (pântanos, etc).

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O que é um criadouro de fauna?

É todo empreendimento autorizado por órgãos ambientais competentes para criar e comercializar animais silvestres e pode ser dividido nas seguintes categorias:
Criadouro científico para fins de conservação: todo empreendimento, de pessoa física ou jurídica, vinculado a planos de manejo reconhecidos, coordenados ou autorizados pelo órgão ambiental, com finalidade de: criar, recriar, reproduzir, e manter espécimes da fauna silvestre nativa em cativeiro para fins de realizar e subsidiar programas de conservação.
Criadouro científico para fins de pesquisa: todo empreendimento, somente de pessoa jurídica, vinculado a instituições de pesquisa ou de ensino e pesquisa legalmente constituídas com finalidade de: criar, recriar, reproduzir e manter espécimes da fauna silvestre em cativeiro para fins de realizar e subsidiar pesquisas científicas, ensino e extensão.
Criadouro comercial: todo empreendimento de pessoa física ou jurídica com finalidade de: criar, recriar, terminar, reproduzir e manter espécimes da fauna silvestre em cativeiro para fins de alienação de espécimes, partes, produtos e subprodutos.

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Recursos ambientais e recursos naturais

A Lei nº 6.938/1981 cita como recursos ambientais: a atmosfera, as águas interiores, superficiais e subterrâneas, os estuários, o mar territorial, o solo, o subsolo e os elementos da biosfera.
Os recursos naturais podem ser classificados em recursos naturais renováveis, se após seu uso podem ser renovados, isto é, voltarem a estar disponíveis (flora, fauna, entre outros); e em recursos naturais não renováveis (petróleo, água, entre outros). O uso desses termos tem ocorrido com mais frequência para se referir a formas econômicas e racionais de utilizá-los de modo que os renováveis não se esgotem por mau uso e os não renováveis rapidamente deixem de existir.
Embora o termo “recursos naturais” seja bastante utilizado como referência aos cuidados com o ambiente, quase não faz mais parte da legislação brasileira recente, que adotou preferencialmente o termo “recursos ambientais”. Podemos, então, considerar que o conceito de recurso ambiental se refere não mais somente à capacidade da natureza de fornecer recurso físico, mas também de prover serviços e desempenhar funções de suporte à vida.

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Controle Ambiental Resíduos Sólidos

Logística Reversa

É uma ferramenta de desenvolvimento econômico e social, relacionada à implementação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, prevista na PNRS e caracterizada por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento ou dar-lhes outra destinação final ambientalmente adequada.
Na implementação e operacionalização do sistema poderão ser adotados procedimentos de compra de produtos ou embalagens usados, e instituídos postos de entrega de resíduos reutilizáveis e recicláveis, devendo ser priorizada, especialmente no caso de embalagens pós-consumo, a participação de cooperativas ou outras formas de associações de catadores de materiais recicláveis ou reutilizáveis.
Produtos sujeitos ao sistema de logística reversa:

  • Agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, assim como outros produtos cuja embalagem, após o uso, constitua resíduo perigoso;
  • Pilhas e baterias;
  • Pneus;
  • Óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;
  • Lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;
  • Produtos eletroeletrônicos e seus componentes.
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Avaliação de Impactos Ambientais Controle Ambiental Cursos de Engenharia Ambiental Desenvolvimento Sustentável Economia Ambiental Educação Ambiental Planejamento Ambiental Resíduos Sólidos

Plano de resíduos sólidos

O que é?
É um instrumento de planejamento que visa o aperfeiçoamento da gestão dos serviços de limpeza pública.
Os planos são elaborados para vigência por prazo indeterminado, com horizonte de atuação de vinte anos e revisões a cada quatro anos.
Um plano de resíduo sólido consiste em:

  • Diagnóstico, que tem como base o levantamento de dados, análises do modelo de gestão e gerenciamento dos resíduos sólidos;
  • Prospectivas da geração de resíduos sólidos, por meio de proposição de cenários;
  • Diretrizes e estratégias para o planejamento e as demais atividades de gestão;
  • Indicadores de desempenho operacional e ambiental dos serviços públicos de limpeza e de manejo dos resíduos;
  • Metas de redução, reutilização, coleta seletiva e para reciclagem;
  • Metas para o aproveitamento energético dos gases gerados nas unidades de disposição final de resíduos sólidos;
  • Metas para a eliminação e recuperação de lixões, associados à inclusão social e à emancipação econômica de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis;
  • Programas, projetos e ações para o atendimento das metas previstas;
  • Medidas, condicionantes e normas técnicas.
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conceitos Economia Ambiental

Métodos de Valoração Ambiental para Resíduos Sólidos

Assim como existem diversas maneiras de valoração ambiental, o mesmo ocorre com as metodologias para a valoração dos resíduos. Então buscou-se citar aqui alguns modelos de valoração ambiental freqüentemente utilizados (Logística reversa, Duston (1993), e Calderoni (2003).
Devido à crescente preocupação ecológica dos consumidores, às novas legislações ambientais, e os novos padrões de competitividade de serviços ao cliente e às preocupações com a imagem corporativa, tem havido incentivo cada vez maior à criação de canais reversos de distribuição, que solucionem o problema da quantidade de produtos descartados no meio ambiente (LACERDA, 2003). Neste sentido, a metodologia da “logística de fluxos de retorno”, ou “logística reversa”, visa à eficiente execução da recuperação de produtos. Tem como propósitos a redução, a disposição e o gerenciamento de resíduos tóxicos e não tóxicos (GOMES & RIBEIRO, 2004).
De acordo com Bowersox & Closs (2001), as necessidades da logística reversa também decorrem do crescente número de leis que proíbem o descarte indiscriminado e incentivam a reciclagem de recipientes de bebidas e materiais de embalagem. O aspecto mais significativo da logística reversa é a necessidade de um máximo controle quando existe uma possível responsabilidade por danos à saúde (por exemplo, um produto contaminado). Nesse sentido, um programa de retirada do mercado é semelhante a uma estratégia de serviço máximo ao cliente, que deve ser executado independentemente do custo.
Pode-se, então, definir a logística reversa, conforme Rogers & Tibben-Lembke (1999), como o processo de planejamento, implementação e controle do fluxo de matérias-primas, estoque em processamento e produtos acabados (e seu fluxo de informação) do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado.
O processo de logística reversa, segundo Leite (2003), apresenta três pontos de vista: logístico, financeiro e ambiental:

  1. Logístico: onde o ciclo de vida de um produto não se encerra com a sua entrega ao cliente. Produtos que se tornam obsoletos, danificados, ou não funcionam devem retornar ao seu ponto de origem, para serem adequadamente descartados, reparados ou reaproveitados;
  2. Financeiro: existe o custo relacionado ao gerenciamento do fluxo reverso, que se soma aos custos de compra de matéria-prima, de armazenagem, transporte e estocagem e de produção já tradicionalmente considerados na logística;
  3. Ambiental: devem ser considerados, e avaliados, os impactos do produto sobre o meio ambiente durante toda sua vida útil. Este tipo de visão sistêmica é importante para que o planejamento da rede logística envolva todas as etapas do ciclo de vida do produto.

Outro método de valoração aplicável foi proposto por Duston (1993), o qual obtém a viabilidade econômica da reciclagem a partir da subtração do valor alcançado com a venda dos materiais, do valor da coleta/separação de tais materiais (coleta seletiva). Esta metodologia reflete apenas os valores diretos gerados para o empreendimento que vende seus resíduos através da equação:
G = V – C (1)
Onde: G = Ganho com a reciclagem;
V = Venda dos materiais recicláveis;
C = Custo do processo de reciclagem.
Já Sabetai Calderoni (2003) propõe uma fórmula mais complexa pois, em sua proposta, inclui a valoração não só dos ganhos para a indústria mas, também, dos ganhos para a sociedade, poder público e meio ambiente. Esta metodologia vem sendo aplicada para valorar ganhos ou perdas relacionadas com resíduos sólidos comuns. A utilização dessa metodologia para resíduos industriais, como por exemplo, resíduos perigosos, ainda não foi aplicada.
O modelo proposto por Calderoni (2003) é:
G = (Vc – Vp) – C + E + W + M + H + A + D (2)
Onde: G = Ganho com a reciclagem;
Vc = Ganho com a venda dos materiais recicláveis;
Vp = Gasto com aquisição dos materiais
C = Custo do processo de reciclagem;
E = Custo evitado de disposição final
W = Ganhos decorrentes da economia no consumo de energia (Wh);
M = Ganhos decorrentes da economia de matérias primas;
H = Ganhos decorrentes da economia de recursos hídricos;
A = Ganhos com a economia de controle ambiental;
D = Demais ganhos econômicos (divisas, subsídios, vida útil do equipamento, etc).
O termo (Vc –Vp) dessa equação se refere ao valor da venda do matéria para reciclagem, Calderoni (2003) explica que o V com sinal positivo se aplica para o ponte de vista de quem vende, e o V com sinal negativo é o custo pra quem compra o material.
O item C refere-se ao custo que essa reciclagem pode gerar, que é o custo do transporte, e/ou armazenamento, e/ou de enfardamento quando necessário, e qualquer outra forma de beneficiamento que se faça necessária para a reciclagem, estão incluídos também custos administrativos.
O termo E é o custo evitado de disposição final, abrangendo: o aterro ou a incineração, o transporte e o transbordo e, eventualmente, a disposição em locais inadequados como rios, terrenos públicos ou particulares. Nos custos de Aterros e incineradores deverão ser considerados tanto os custos de implantação, como os de operação e manutenção, o mesmo aplicando-se à frota de veículos utilizada.
O ganho em termos de economia de energia elétrica é representado por W na equação e deve-se ao fato que a produção a partir de materiais reciclados requer um consumo menor de energia, do que a produção a partir da matéria-prima vigem. Tais ganhos são de: 95% no caso do alumínio; 78,7% no caso do plástico; 71% no caso do papel; 74 % no caso do aço e 13% no caso do vidro (CALDERONI, 2003).
Os ganhos decorrentes da economia de matérias-primas (M), como bauxita, barrilha e resinas termoplásticas, advém do fato de que estas já estão contidas nos materiais recicláveis.
A economia de água (H) no processo produtivo deve-se a fato de que a produção a partir de recicláveis requer menos água do que a produção a partir de matérias-primas virgens.
Verificam-se, também outros ganhos econômicos decorrentes da reciclagem (D), tais como o alongamento da vida útil dos equipamentos (CALDERONI, 2003).
FONTE: ESTUDO DA VIABILIDADE DA IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE BOLSA DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS NO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE – MS – Daniel de Castro Jorge Silva – Trabalho de Conclusão de Curso submetido ao Curso de Graduação em Engenharia Ambiental da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – 2008

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conceitos Economia Ambiental

Valoração Ambiental de Resíduos Sólidos

A economia ambiental é fundamentada na teoria econômica neoclássica, tendo surgido nas décadas de 50 e 60, nos EUA, se propondo a estudar métodos de valoração que buscassem integrar as dimensões da sustentabilidade, de forma a determinar os valores econômicos de bens e serviços que não têm preço no mercado. Trata-se da denominada valoração ambiental integrada e que se avalia um ativo ambiental ou um bem ou serviço pelas perspectivas ecológicas e econômicas, considerando as variáveis sócio-econômicas e ambientais (SANCHES, 2004).
A valoração ambiental integrada permite mensurar o valor monetário do recurso natural pelas óticas do valor econômico e do  valor ecológico. O primeiro é o valor de uso do ativo natural pela abordagem antropocêntrica, de conteúdo puramente utilitarista, do recurso natural. O segundo está intimamente ligado à ética do usuário em relação ao meio ambiente. Portanto, o valor intrínseco tem forte ligação com a percepção e as atitudes das pessoas, no que se refere à sustentabilidade do ativo natural, em relação a conservá-lo/preservá-lo para as futuras gerações (MOTA, 2001).
A valoração ambiental pode considerar conceitos globais ou específicos, conforme o objetivo de quem a propõe. No caso deste trabalho a valoração ambiental é restrita e aplicada, especificamente, aos resíduos industriais e, também, pode incluir, indiretamente, outros aspectos relacionados aos diferentes recursos naturais, como por exemplo, recursos hídricos e fontes de energia, entre outros. Portanto a valoração dos resíduos é um importante subsídio na tomada de decisão dos gestores industriais e do poder público, na busca pelo desenvolvimento sustentável.
FONTE: ESTUDO DA VIABILIDADE DA IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE BOLSA DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS NO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE – MS – Daniel de Castro Jorge Silva – Trabalho de Conclusão de Curso submetido ao Curso de Graduação em Engenharia Ambiental da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – 2008

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Consumo Consciente

Consumo consciente: palestra para saber mais!

Vinícius Battistelli Lemos, Engenheiro Ambiental formado na UFMS, e Mestrando em Tecnologias Ambientais apresenta no dia 09/06/2011 às 17h00 (horário de Brasília) a palestra Consumo Consciente no Portal Porta Palestras.
A palestra online é gratuita, basta fazer a inscrição no portal e participar, e irá falar sobre o papel do consumidor consciente, aquele que entende como funciona o ciclo da natureza, e assim escolhe de produtos que tenham impacto reduzido no meio ambiente.
Conteúdo: Meio Ambiente; Seres Humanos; Processos naturais ; Processos antropogênicos ; Processos naturais X antropogênicos; Resíduos ; Poluição; Ciclo de Vida; 4 R’s; Consumo; Consumidor consciente; Indústria e comércio ; História das coisas.

Por que participar?
Os recursos naturais são limitados, e ainda não percebemos isso. Compramos e consumimos sem pensar nem analisar quais serão os impactos, ou o que faremos com o lixo depois. Entender como funciona o ciclo da natureza pode nos tornar consumidores mais conscientes.

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O que são os ciclos biogeoquímicos? E para que servem?

Qual o conceito/definição de ciclos biogeoquímicos?
Ciclos biogeoquímicos são fluxos contínuos e cíclicos de elementos químicos na natureza.
Eles ocorrem através de reações e transformações químicas, e os elementos deste ciclo estão associados à composição básica da terra, como o carbono, enxofre, cálcio, oxigênio, mércurio. O ciclo da água é chamado de ciclo hidrológico.
Muitas vezes os ciclos biogeoquímicos envolvem os seres vivos também, como o ciclo do carbono, no qual participam as plantas e animais.
Para que serve?
Os ciclos biogeoquímicos participam dos fluxos contínuos de energia na Terra, que ocorrem através deles, e através das cadeias alimentares. E são fundamentais para a manutenção da vida na terra, pois, em conjunto com o ciclo hidrológico, eles estão diretamente relacionados a reciclagem dos nutrientes e a reposição dos recursos naturais.