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Mudanças Climáticas

O ciclo do carbono e oxigênio e o aquecimento global

Os ciclos do carbono e do oxigênio estão diretamente relacionados aos processos de fotossínteses e de respiração aeróbia, e alguns dos seus componentes são as plantas, animais, a fotossíntese.
No último século, a revolução industrial e consequente avanço na indústria fizeram com que o homem interferisse neste ciclo através da queima dos combustíves fósseis, causando o chamado efeito estufa, ou aquecimento global.

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Desenvolvimento Sustentável Mudanças Climáticas Neutralização de carbono

Controle das emissões de GEEs nos Estados Unidos

Como é um dos principais emissores de gases do efeito estufa, é um bom sinal notar que os Estados Unidos estão pouco a pouco caminhando para limitar seus impactos.
EPA divulga controle de emissões para veículos pesados
Por Fernanda B Muller, da Carbono Brasil
Apesar das reclamações, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos está avançando na regulamentação das emissões de gases do efeito estufa em cada setor da economia, anunciando agora limites para veículos pesados.
As regras devem entrar em vigor a partir de 2014 e serão finalizadas até julho de 2011, cobrindo principalmente a eficiência energética e emissões de GEEs de caminhões maiores e ônibus.
Em abril a EPA já havia divulgado regras para automóveis e caminhões leves, exigindo a redução das emissões de carbono em 30% até 2016 em conjunto com o aumento da eficiência dos combustíveis em 42%. As expectativas da Casa Branca são que esta iniciativa corte as emissões de dióxido de carbono em quase 1 bilhão de toneladas, o equivalente a retirada de 50 milhões de carros e caminhões das ruas em 2030.
Na sexta-feira passada a EPA e o Departamento de Transportes enviaram a minuta com as novas regulamentações para revisão da Casa Branca
Fonte: (Envolverde/Carbono Brasil)

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Mudanças Climáticas

Lei da Política Nacional sobre Mudança do Clima

Foi publicada no dia 30/12/2009 no D.O.U. (Diário Oficial da União) a Lei 12.187/2009 que institui a Política Nacional sobre Mudança do Clima.

O texto foi sancionado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com três vetos.
Anteriormente, no dia 10/12/2009, o governo já havia publicado a lei 12.114/2009, que instituiu o Fundo Nacional sobre Mudanças Climáticas (FNMC).
Essas duas leis somadas determinam os instrumentos básicos do país para enfrentar as questões econômicas e sociais diretamente impactadas pelas mudanças climáticas.
Metas
A política nacional fixa em lei o compromisso do Brasil de reduzir as emissões de gases de efeito estufa entre 36,1% e 38,9% até 2020. Um decreto presidencial ainda deverá ser editado para detalhar as ações de cada setor da economia para o cumprimento dessa meta.
Também deverá haver medidas de adaptação às mudanças climáticas e planos de ação para prevenção e controle do desmatamento em biomas como o Cerrado, a Amazônia e a Mata Atlântica.
Vetos
O presidente Lula vetou três pontos do texto aprovado pela Câmara e pelo Senado. Um deles proibia o contingenciamento de recursos orçamentários para combate às mudanças climáticas. Outro limitava os estímulos governamentais às usinas hidrelétricas de pequeno porte. E o terceiro previa o gradativo abandono do uso de fontes energéticas que usem combustíveis fósseis, como é o caso do petróleo.
Fundo
As ações previstas na lei serão financiadas com recursos de um fundo específico, além de linhas de crédito, financiamentos públicos e medidas fiscais e tributárias.
Outro mecanismo previsto é o do mercado de carbono, no qual países ricos podem comprar créditos, pagando por projetos que reduzam as emissões poluidoras na atmosfera. A lei define os créditos de carbono como títulos mobiliários negociáveis em bolsas de valores e de mercadorias e futuros.
Fonte: Observatório Eco
Leia mais sobre a Lei de Política Nacional sobre Mudança do Clima

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Mudanças Climáticas

Convenção do Clima: O que pode mudar na sua vida?

Para aqueles que ainda não estão antenados nas mudanças climáticas e nas negociações internacionais sobre o assunto, o artigo abaixo é de leitura fundamental.
COP-15: o que pode mudar na sua vida
Thays Prado – Edição: Mônica Nunes
Fonte: Planeta Sustentável – 30/09/2009
A 15ª Conferência das Partes, da ONU, vai reunir os negociadores de cada país membro da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, para a definição de um acordo global que controle as mudanças climáticas e garanta a sobrevivência desta e das gerações futuras. Tudo isso parece muito distante de sua vida diária? Pois saiba que as decisões tomadas em Copenhague podem afetar, e muito, o cotidiano de cada um de nós.
De 7 a 18 de dezembro, os 193 países membros da UNFCCC – Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima estarão reunidos em Copenhague, capital da Dinamarca, para chegar a um acordo climático global com medidas que impeçam que a temperatura do planeta suba mais do que 2º C – em relação ao período pré-Revolução Industrial – até o final do século.
À primeira impressão, essas decisões parecem atingir apenas os governos e as grandes corporações, mas os impactos não param por aí. Quando questionados sobre que mudanças a COP-15 traria para a vida de cada um de nós, vários especialistas hesitavam em responder – pouca gente está pensando na esfera individual – mas, assim que começavam a falar, as conexões iam se tornando óbvias. O acordo climático global pode afetar diretamente o nosso estilo de vida, o modo como consumimos, a maneira como fazemos uso da energia e dos meios de transporte e, em última instância, a nossa própria sobrevivência.
“Copenhague é uma oportunidade de trazermos mais racionalidade para nossas vidas”, diz o economista Ladislau Dowbor, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e conselheiro do Planeta Sustentável. “Por meio de um acordo internacional, seremos obrigados a reduzir nossas emissões de gases de efeito estufa e, por isso, teremos que repensar o modo como organizamos os ciclos produtivos e o consumo domiciliar. Mas isso depende, em grande parte, da conscientização das populações, porque não é só por lei que as coisas se transformam”, alerta.
“Poucas pessoas fazem uma relação direta entre o alimento que colocam na mesa, por exemplo, e o aquecimento do planeta, mas, ela existe e cada um de nós vai ter que aprender a verificar sua pegada de carbono e a repensar seus hábitos de vida. Copenhague vai provocar essa discussão em larga escala”, defende Emília Queiroga, vice-presidente da ONG State of the World Forum.
A escritora, co-fundadora do Palas Athena e conselheira do Planeta Sustentável, Lia Diskin, diz que ainda estamos na busca de mecanismos que nos permitam dar continuidade ao estilo de vida que já temos, o que considera um grande equívoco. “Esse modo de vida é insustentável e, me atrevo a dizer, indecente! Eu me recuso a pertencer à parcela de vinte por cento da população que está consumindo oitenta por cento dos recursos do planeta”.
Para o presidente do Instituto Ethos, Ricardo Young, que também é conselheiro do Planeta Sustentável, o impacto pós-Copenhague para nossas vidas será enorme. Ele acredita na taxação de atividades e produtos em função da quantidade de gases de efeito estufa emitidos. “A tendência é que todas as questões ligadas ao carbono sejam objeto de regulação, o que vai desde o lixo até o consumo de bens duráveis, incluindo suas cadeias de valor”.
Para atender às metas e compromissos de redução de emissões, vamos precisar de novas tecnologias que facilitem o uso de fontes renováveis de energia, aumentem a eficiência energética, tragam soluções para os meios de transporte que vão além dos combustíveis fósseis e até aproveitem melhor os recursos da floresta. “Com isso, aumentam os investimentos nessas áreas, inclusive com incentivos no setor de educação, o que possibilita a criação de novos profissionais nesses campos e gera oportunidades de inserção em novos mercados, como o de energias renováveis, que cresce entre 30% e 40% ao ano”, observa João Talochi, representante do Greenpeace.
É de se esperar que, daqui para frente, especialmente se as exigências do acordo de Copenhague forem rígidas, surjam novas profissões no mercado e a valorização de novos talentos que possibilitem a aceleração de uma economia de baixo carbono e pequeno impacto ambiental.
Tasso Azevedo, assessor especial do Ministério do Meio Ambiente para assuntos de floresta e clima, ainda afirma que o Brasil é um dos países que mais pode vislumbrar oportunidades no processo de redução de emissões. Entre elas está o desenvolvimento de energias limpas e tecnologias diferenciadas e a geração de novos empregos.
Agora, saiba como sua vida pode mudar, setor por setor, dependendo do que for decidido na COP-15. O que dá para adiantar é que, para que seja feita a redução de emissões de carbono, evidentemente, será preciso contar com a consciência individual e coletiva, mas não se iluda: as medidas vão mexer no bolso de muita gente.

Novos meios de transporte para reduzir emissões

Para diminuir a quantidade de carbono que lançamos na atmosfera, será preciso repensar a maneira como nos locomovemos e o tipo de combustível que utilizamos em nossos veículos. Esse será um dos focos de atenção dos países que estiverem preocupados em reduzir emissões após o acordo climático de Copenhague
Mais energia limpa, menos carbono
Taxação do petróleo e seus derivados, incentivos para o uso de fontes renováveis de energia e até para a geração de fontes antes desconhecidas, como o bagaço de cana e o lixo urbano, são assuntos que farão parte das discussões da 15ª Conferência das Partes, da ONU, em Copenhague, e que podem mudar o cenário energético do mundo
Produzir e comprar em função do carbono
Dependendo do que for acordado em Copenhague, as cadeias produtivas deverão reduzir suas emissões de carbono. Até porque, é bem possível que os produtos sejam taxados em função da quantidade de gases de efeito estufa que emitem. O consumidor será o responsável por fazer que isso realmente aconteça, por meio do seu poder de escolha
Dinheiro para quem não cortar árvores
O pagamento por serviços ambientais prestados é um dos mecanismos que podem ajudar a controlar o aquecimento global. O tema será amplamente debatido em Copenhague e muitos brasileiros podem ser beneficiados com a medida, não apenas com recursos financeiros, mas com a abertura para novos tipos de atividades econômicas na floresta
O dilema dos pobres na redução de emissões
Em países ricos e em desenvolvimento, há pessoas que vivem com menos de um dólar por dia e não têm condições de reduzir emissões e arcar com a conta do aquecimento global. A 15ª Conferência das Partes, da ONU, em Copenhague, no final do ano, também vai precisar discutir essa questão
Um novo ideal para as gerações atuais
Independente do que for decidido em Copenhague, serão os indivíduos os responsáveis pela construção de novos valores e hábitos de vida que podem garantir a sobrevivência humana no planeta por mais tempo, além de estilos de vida mentalmente mais saudáveis. As ONGs e a mídia terão um papel importante nessa transformação

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Mudanças Climáticas

Alguém ainda dúvida que o Aquecimento Global existe?

A cada dia mais e mais pesquisas demonstram os efeitos do Aquecimento Global: alguém ainda tem dúvidas?
Em especial, a matéria abaixo é muito interessante.
Derretimento no Ártico afeta o mundo inteiro
Por Stephen Leahy, da IPS
Genebra, 03/09/2009 – A cada vez mais quente região polar do Ártico está desestabilizando o clima da Terra de forma que a ciência apenas começa a entender. O mundo inteiro está sendo afetado e, sem medidas urgentes para reduzir as emissões de gases de efeito estufa pode haver uma catastrófica e irreversível mudança climática, alertam destacados cientistas em um relatório apresentado ontem nesta cidade suíça.
“É fundamental conhecer as consequências do aquecimento do Ártico, e esta é uma revisão sem precedentes” sobre o tema, disse à IPS Martin Sommerkorn, pesquisador e consultor em matéria de alterações climáticas do Fundo Mundial para a Natureza.
“Simplificando: se não mantivermos o Ártico suficientemente frio, em todo o mundo as pessoas vão sofrer as consequências”, resumiu. O aumento superior às extremas alterações climáticas um metro no nível do mar, inundações que afetam um quarto da população e as extremas alterações climáticas é o que nos espera se for mantido o ritmo atual de emissões, alerta o relatório “Reações climáticas do Ártico: implicações globais”.
O aquecimento do Ártico pode ter consequências mais amplas e mais graves do que se acredita, como indicado pelas pesquisas científicas nos últimos três anos, incluindo o próprio estudo do Ano Polar Internacional 2008-2009. “Há uma grande possibilidade de um Ártico aquecido agravar a mudança climática”, disse Sommerkorn, que foi o editor do relatório, elaborado por 10 dos principais especialistas em clima do mundo. As regiões polares são fundamentais para o clima do planeta. Nos últimos 40 anos, o Ártico começou a derreter e as temperaturas a aumentar a um ritmo duas vezes maior do que em qualquer outro lugar do mundo.
A cada verão boreal, o congelado oceano Ártico está derretendo mais e mais, e poderá ficar sem gelo em menos de uma década. Como aconteceria ao abrir a janela de um quarto durante o inverno, os que estão mais próximos seriam os mais afetados, mas, mesmo os mais afastados sofrerão as consequências. O relatório prevê mudanças na temperatura e nos padrões de precipitação na Europa e América do Norte, afetando agricultura, silvicultura e abastecimento de água. “As secas podeão ser pior na Califórnia e no sudoeste norte-americano. Os invernos podem ser mais úmidos no mar Mediterrâneo e mais secos na Escandinávia, se prosseguir o aquecimento no Ártico”, disse Sommerkorn, radicado em Oslo.
Mais alarmante é a probabilidade de que um Ártico mais quente emita grandes quantidades de carbono e metano atualmente abrigados nos solos congelado chamado permafrost, que contêm pelo menos três vezes mais carbono do que o existente na atmosfera. Os níveis atmosféricos de metano, um gás de estufa particularmente potente, aumentou ao longo dos últimos dois anos, e este aumento seria resultado de um aquecimento do permafrost.
O relatório mostra que os primeiros dois ou três metros de gelo permanente ao longo da região do Ártico provavelmente derreterão até 2100. A quantidade de carbono e de metano que pode ser liberada é desconhecida, mas seria mais do que suficiente para elevar a temperatura global ainda mais. “Nós já estamos vendo o derretimento do permafrost em muitas partes do Ártico”, disse Sommerkorn.
Pior ainda é a libertação potencial de vastos depósitos de hidratos de metano (gás natural congelado) sob o oceano Ártico. Em ambientes muito frios ou de alta pressão, as moléculas de metano são presas na água congelada. Quando esta se aquece, o gelo se decompõe e libera o gás. Se for aceso um fósforo sobre o gelo, este literalmente queimará. O metano já está saindo à superfície na costa da leste da Sibéria, de acordo com pesquisas recentes. Esta água, com menos de 50 metros de profundidade, pode superaquecer e liberar metano, embora isto ainda não tenha sido confirmado.
“O que sabemos é que os níveis mundiais de metano aumentaram nos últimos dois ou três anos”, disse Sommerkorn. E as temperaturas no leste siberiano agora estão muito perto das necessárias para que os hidratos derretam. No mês passado, outros pesquisadores descobriram 250 colunas de gás metano saindo do solo marítimo a oeste do arquipélago de Svalbard, no norte da Noruega.
O que o informe não deixa claro se o que acontece no Ártico afeta o resto do mundo, disse o coautor do trabalho, Mark Serreze, pesquisador do Centro Nacional de Informação sobre Neve e Gelo do Estado norte-americano do Colorado. “As mudanças que vivemos não são totalmente inesperadas. Simplesmente estão ocorrendo mais cedo”, afirmou à IPS. Se grandes áreas de permafrost começarem a derreter, “será uma péssima notícia para a humanidade”, ressaltou. “O mundo é um lugar muito pequeno e não fomos bons administradores. A mudança climática é um sintoma desta pobre administração”, disse Serreze.
O informe cobra ações urgentes, como estabelece um teto mundial para as emissões de carbono entre 2013 e 2017 para manter o aquecimento do planeta abaixo dos dois graus centígrados. Isto implica que os países industrializados devem reduzir suas emissões em pelo menos 40$ até 2020 em relação às suas emissões em 1990, e os do Sul em desenvolvimento 30%. “As reduções necessárias são um grande desafio”, reconheceu Sommerkorn.
Porém, os líderes não deveriam duvidar porque proteger o meio ambiente também é uma solução para a crise econômica e a única via para um futuro sustentável, concordam os especialistas. O tratado sobre mudança climática que será negociado em dezembro, em Copenhague, deve responder à urgência exposta no relatório, ressaltaram.
Fonte: Envolverde/IPS
© Copyleft – É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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Desenvolvimento Sustentável Planejamento Ambiental

A crise e a revolução verde

Artigo publicado na Seção Opinião do Jornal Valor Econômico de 27/11/2008
Por:
Ban Ki-moon – secretário-geral das Nações Unidas.
Susilo Bambang Yudhoyono – presidente da Indonésia.
Donald Tusk – primeiro-ministro da Polônia
Anders Fogh Rasmussen – primeiro-ministro da Dinamarca.

Os dirigentes mundiais devem se lembrar que enfrentamos duas crises: a financeira, que é a mais imediata, e a climática que possui um caráter mais existencial. A urgência da primeira não é desculpa para se descuidar da segunda. Pelo contrário, é uma oportunidade para matar dois coelhos com uma cajadada só.
Deixemos de lado os argumentos habituais: que o conhecimento científico sobre as mudanças climáticas é claro, que o problema se agravará se não agirmos, que combater o aquecimento global é um imperativo moral. Em vez disso, procuremos argumentar em termos de pragmatismo econômico.
O crescimento mundial está mais lento. Os orçamentos estão mais limitados. É provável que tenhamos menos recursos para resolver uma lista cada vez mais longa de problemas. Que medidas podemos tomar para criar empregos e incentivar o crescimento? Como garantir o abastecimento energético a preços viáveis? Que devemos fazer para proteger o sistema financeiro mundial para que os povos de todos os países possam colher os benefícios do desenvolvimento e viver com estabilidade?
A resposta é encontrar soluções comuns para os graves desafios que enfrentamos. E no caso dos dois mais graves – a crise financeira e as mudanças climáticas – a resposta é a economia verde. Se nosso estilo de vida está ameaçado, temos que nos adaptar. Os cientistas concordam: precisamos de uma revolução energética, uma transformação no tipo de energia que utilizamos. Os economistas também estão de acordo: o setor onde se registra um crescimento mais rápido é o das energias renováveis.
Os filósofos pragmáticos nos lembram que o amanhã começa hoje. Sim, a crise financeira possui uma importância fundamental. Mas enfrentaremos um desafio igualmente importante no começo de dezembro, quando os países se reunirão em Poznan, na Polônia, para o próximo ciclo de negociações sobre a Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. O seu objetivo é preparar o terreno para um importante acordo em Copenhague, em dezembro do próximo ano, quando os líderes mundiais se reunirão para negociar um acordo sobre mudanças climáticas que todos os países possam adotar.
Mas os desejos não se traduzem automaticamente em atos. Mas sejamos claros: é isso que as pessoas, as empresas, os investidores e os governos querem. De fato, isso já está acontecendo. O Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) calcula que o investimento mundial em energias que não geram gases do efeito estufa atingirá US$ 1,9 bilhão em 2020. No mundo inteiro, há quase dois milhões de pessoas empregadas nas novas indústrias de energia eólica e solar, metade delas na China. O programa de biocombustíveis do Brasil vem criando quase um milhão de empregos por ano. Na Alemanha, o investimento em tecnologias ambientais deverá quadruplicar nos próximos anos, atingindo 16% da produção da indústria transformadora em 2030, e empregando mais trabalhadores do que a indústria automobilística.
Não é necessário esperar que as novas tecnologias cheguem, nem nos preocupar excessivamente com os custos de ação. Alguns estudos revelam que os Estados Unidos poderiam reduzir as emissões de carbono por um custo baixo ou nulo, utilizando os conhecimentos existentes. Podemos nos inspirar no caso da Dinamarca, que realizou grandes investimentos no crescimento verde. Desde 1980, o seu PIB aumentou 78%, tendo-se apenas registrado aumentos mínimos no consumo de energia. A Polônia conseguiu reduzir suas emissões em um terço nos últimos 17 anos, enquanto a sua economia se expandia. Para as empresas, este tipo de poupança traduz-se em lucros. Hoje as empresas européias do setor das tecnologias verdes estão usufruindo de vantagens consideráveis por terem sido as primeiras no mercado, representando um terço deste mercado.
Com as políticas certas e com incentivos financeiros, podemos ter crescimento econômico com baixo nível de emissões de carbono. Com as políticas e os incentivos certos, podemos garantir que os países desenvolvidos e em desenvolvimento contribuam para a causa da luta contra o aquecimento global, usando seus próprios métodos, sem comprometer o direito de cada país ao desenvolvimento e ao bem-estar econômico dos seus cidadãos.
Os empresários com visão mais clara sabem disso. Essa é uma das razões pelas quais exigem políticas claras e coerentes em matéria de mudanças climáticas – políticas mundiais para um problema mundial. Em Poznan e, posteriormente, em Copenhague, algumas pessoas procurarão obter limites rigorosos para as emissões. Outras preferirão metas voluntárias. Muitas pedirão políticas destinadas a reduzir o desmatamento, que é responsável por cerca de um quinto das emissões de gases do efeito estufa. O investimento de US$ 17 a US$ 39 bilhões por ano seria suficiente para reduzir esta quantidade pela metade e incentivaria a criação de empregos relacionados com a proteção do meio ambiente em países tropicais como a Indonésia.
Infelizmente, não podemos escolher. Necessitamos de todas estas abordagens. Mais ainda, precisamos de liderança – uma liderança esclarecida – e de uma visão mundial acompanhada de ação. A atual crise financeira é um alerta. Requer idéias novas. Exige soluções inovadoras que levem em consideração os grandes desafios que enfrentamos como comunidade global. Não é um convite para adiar o que é necessário fazer para garantir nosso futuro. Não há mais tempo a perder.

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Recursos Hídricos

A relação entre os Recursos hídricos e o Aquecimento Global

Artigo publicado no Jornal Correio do Estado em 03/12/2008.

O ciclo hidrológico é o ciclo da água na natureza. Este ciclo é um ciclo fechado globalmente, mas não localmente. Basicamente em seu ciclo a água percorre todos os sistemas terrestres, a litosfera (o solo), a atmosfera e a biosfera (a água dentro dos animais e plantas perdida através da evapotranspiração). Assim, podemos dizer que todos os sistemas terrestres dependem da hidrosfera, para manter os seus processos e dinâmicas naturais.

Recursos hídricos” é um termo usado para se referir à água como um recurso natural disponível ao uso para as atividades humanas. Da própria concepção de um recurso natural, temos que os recursos hídricos são um bem de uso comum, ao qual todos têm o direito de livre acesso. Não só a vida humana, como toda a biosfera depende da água, ela é fundamental para a manutenção dos processos fisiológicos que permitem a vida.

Para o homem, o uso mais nobre dos recursos hídricos é para o abastecimento público e a dessedentação de animais, no entanto a água também é usada para irrigação, em processos industriais, em limpeza e higienização de ambientes, ou seja, os recursos hídricos possuem usos múltiplos. Assim, tem-se que os mesmos devem ser estudados em caráter multifuncional, pois atendem a diversas funções sociais e ambientais. O principal desafio da gestão dos recursos hídricos é conservá-los, para que no futuro haja água em qualidade e quantidade disponíveis para a população.

Neste contexto, torna-se importante discutir os efeitos do aquecimento global sobre os recursos hídricos: se a temperatura da superfície da Terra aumenta, mudam as dinâmicas de transferência de calor e energia do ciclo hidrológico, pois os estados físicos e as propriedades da água dependem da temperatura ambiente. Assim tem-se que a hidrosfera será afetada e consequentemente todos os outros sistemas também, principalmente a biosfera, pois em geral os organismos vivos são adaptados a temperaturas específicas e resistentes somente a pequenas variações das mesmas.

Em termos gerais, o aquecimento global pode afetar a disponibilidade hídrica no futuro, e mudar o modo de distribuição da água na Terra. Muitas áreas serão desertificadas, enquanto outras terão problemas com chuvas intensas. Cada grau centígrado de aumento da temperatura terrestre irá trazer impactos diferentes, e estes são cumulativos, segundo o 2º relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) se o aumento chegar a 4º C estima-se que até 3,2 bilhões de pessoas poderão sofrer com a falta d’água e que a subida do nível do mar irá ameaçar a existência de cidades costeiras em todo o mundo. As previsões de aquecimento para o fim deste século estimam entre 1,8º C e 4º C a mais na média da temperatura mundial.

Como o homem depende dos recursos hídricos para sobreviver, alterações imprevisíveis e incontroláveis na disponibilidade deste recurso como as que podem advir do aquecimento global trarão impactos não só para o abastecimento humano como também para as atividades econômicas, por exemplo, na agricultura, pode ocorrer perda de safras devido à falta ou excesso de chuvas, a produção de energia elétrica através de hidrelétricas pode ser prejudicada devido a diminuição da vazão dos rios e etc.

O interessante do aquecimento global é que neste processo ocorre feedback positivo, ou seja, conforme os efeitos aparecem, eles potencializam o processo, intensificando ainda mais a ocorrência dos próprios efeitos. Por exemplo, estima-se que se o cenário de aumento de 4º C na temperatura terrestre se concretizar, 40% da biosfera vai se tornar uma fonte de carbono, ou seja, vai entrar em decomposição, liberando mais gases estufa e agravando ainda mais o aquecimento global. Outro exemplo é o fato de que o derretimento das geleiras aumenta a absorção de calor pela superfície terrestre, já que o gelo era um material altamente reflectante da luz do sol, aumentando a absorção de calor aumenta a quantidade de radiação infravermelha térmica irradiada pelo planeta, que contribui novamente para aumentar a intensidade do aquecimento global.

A tarefa da ciência agora é estudar as variáveis existentes para entender melhor a variabilidade climática atual dentro do cenário de mudanças climáticas globais, assim como os possíveis impactos desta mudança sobre cada país e o mundo. A máxima é que a longo e em curto prazo é preciso mudar a relação do homem moderno com a natureza, com os recursos naturais. A humanidade precisa trabalhar em conjunto para reverter essa situação. O desenvolvimento sustentável não significa abrir mão dos prazeres e confortos da vida moderna, mas sim torná-los ambientalmente compatíveis.

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Controle Ambiental Tecnologias Ambientais

Protocolo de Kyoto

Respondendo a dúvida da Ana Muniz:
“Gostaria, por favor, de saber se o Protocolo de Kyoto estipula algum tipo de coerção para os Estados desenvolvidos que não cumpram com aquilo que se comprometeram.”
O protocolo de kyoto não estabelece nenhum tipo de coerção para os países que não consigam atingir as metas de redução de emissões, pois caso houvesse, muitos países não ratificariam o protocolo e ele não entraria em vigor. Mas o protoclo estabelece a obrigação de que os países que consigam atingir suas metas devem ajudar os outros, conforme demonstra o artigo abaixo.
O Artigo 2 estabelece que quando os países do Anexo 1 atingirem suas metas de redução de emissões, eles devem continuar buscando soluções internas e novas tecnologias para combater o efeito estufa e promover o desenvolvimento sustentável, e devem auxiliar outros países que ainda não conseguiram atingir suas metas.

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Controle Ambiental

Mecanismos de Flexibilidade do Protocolo de Kyoto

O Protocolo de Kyoto estabelece 3 “mecanismos de flexibilidade” que permitem aos países do Anexo I cumprir com as exigências de redução de emissões, fora de seus territórios.
Esses mecanismos são para ajudar esses países a atingirem suas metas de redução.

Dois desses mecanismos são somente para países do Anexo I: a Implementação Conjunta (Joint Implemention) e o Comércio de Emissões (Emission Trading); o terceiro, o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo – MDL (Clean Development Mechanism), permite atividades entre países do Anexo I e do Anexo II, com o objetivo de apoiar o desenvolvimento sustentável.


Implementação Conjunta

Mecanismo onde os países do Anexo I podem agir em conjunto para atingir suas metas.
Assim, se um país não vai conseguir reduzir o suficiente, mas o outro vai, eles podem firmar um acordo para se ajudar.Assim, como no MDL, na Implementação Conjunta os países que precisam de ajuda para atingir suas metas também tem que pagar por projetos de redução de emissões em outros países. A diferença básica é que neste mecanismo isso só pode acontecer entre nações industrializadas do anexo I). Na prática, isso significa mais investimentos da Europa no Leste Europeu e na antiga União Soviética, países ainda com economias em transição.

Comércio de Emissões ou Mercado de créditos de carbono

Países do Anexo I que tiverem limites de emissões sobrando (emissões permitidas, mas não usadas), podem vender esse excesso para outras nações do Anexo I que estão emitindo acima dos limites.
Os limites de gases estufa (bases) do Protocolo são uma maneira de atribuir um valor monetário a atmosfera terrestre. Cada tonelada de carbono emitido ou seqüestrado agora tem valor em Euros e em Dólar. O Comércio de Emissões recebeu o apelido de “Mercado de Carbono, porque o CO2 é o principal gás estufa, em termos de produção mundial, e também porque as emissões dos outros gases estufa serão registradas e contatadas em termos de seus “equivalentes de CO2”, ou seja, créditos de carbono.

Uma das principais corretoras para o Comércio de emissões é a European Climate Exchange: http://www.europeanclimateexchange.com/

Mecanismo de Desenvolvimento Limpo – MDL

Os projetos de MDL são ações que colaboram para o desenvolvimento sustentável por terem potencial de seqüestrar Gases estufa ou por reduzirem a sua emissão.

Esses projetos podem ser de redução de emissões, como os projetos de reflorestamento e florestamento (seqüestro de carbono), uso do biogás de aterros sanitários e etc. Ou projetos que evitam as emissões, como os projetos de energia renovável, por exemplo, construir uma hidrelétrica ao invés de uma termoelétrica.

A principal diferença entre o MDL e o comércio de emissões é que neste último as empresas não precisam fazer projetos: “A empresa mensura quanto emitiu, vê qual é a meta e pode comprar ou vender, dependendo desse resultado. Se ela for muito eficiente e reduzir mais do que o esperado, pode vender essa sobra como crédito para empresas que não conseguiram ficar na meta”, explica Guilherme Fagundes, da BM&F.

Outra observação interessante sobre estes mecanismos de flexibilidade é que o mecanismo de MDL e os créditos de Carbono receberam tanto apoio mundial, que foram implementados antes mesmo que o Protocolo de Kyoto entrasse em vigor, em 2005.

O que são Créditos de Carbono?

Quando uma empresa reduz suas emissões ou organiza projetos que seqüestram o carbono da atmosfera, ela obtém os chamados créditos de carbono, ou seja, ela recebe o valor que expressa essa redução das emissões, medido em toneladas de gás carbônico por um período de tempo, normalmente em anos.

Créditos de carbono são certificados que países em desenvolvimento (como Brasil, a China e a Índia) podem emitir para cada tonelada de gases do efeito estufa que deixem de ser emitida ou que sejam retiradas da atmosfera. 

Os Créditos de Carbono também são chamados de Reduções Certificadas de Emissões (CERs).

Os Créditos de Carbono podem ser comercializados com países industrializados (pertences ao Anexo 1 da conferência) que não conseguem ou não desejam reduzir as suas emissões internamente.
Estes países compram o direito de poluir, investindo em nações em desenvolvimento, que deixaram de poluir aquele mesmo tanto.

Os Créditos de Carbono funcionam como um mecanismo de compensação de poluição, eu continuo poluindo aqui, mas compro os créditos de você, que está seqüestrando carbono aí.
Ao comprarem os créditos, as empresas ajudam seus países a atingir o objetivo, ou seja, podem computar essa compra como se fosse redução feita por eles próprios.

Quem faz a validação desse processo é o Conselho Executivo do MDL, entidade da ONU.

Princípio da Adicionalidade Ambiental

Para que um projeto possa ser certificado como MDL, ele precisa atender ao critério da adicionalidade ambiental expresso no item 5, Artigo 12 do Protocolo.

Este artigo requer que as reduções na emissão de gases estufa sejam adicionais àquelas que ocorreriam na ausência de atividades do projeto certificado e também, que elas sejam reais, mensuráveis e proporcionem benefícios a longo prazo para a mitigação das mudanças climáticas.

Ou seja, é preciso mostrar a situação de emissão de gases estufa sem o projeto de MDL, e com ele, mostrar o balanço de Carbono, para provar que se o projeto não for implementado, tais emissões serão maiores.

Assim temos o conceito de Linha Base que é o total de emissões que teríamos sem um projeto de MDL. O tanto de carbono que será seqüestrado, ou o tanto de emissões que será reduzido é a adicionalidade do projeto que dará a quantidade de Créditos de carbono que aquele MDL pode gerar.

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Controle Ambiental

O que é o Protocolo de Kyoto

O que é o Protocolo de Kyoto?

É um acordo internacional que estabelece metas de redução de gases poluentes para os países industrializados.

O Protocolo de Kyoto é a primeira ação conjunta das nações no sentido de estabelecer metas reais de redução das emissões de gases estufa, que devem ser seguidas e de preferência atingidas, sob penalidade de multas.

163 países assinaram o Protocolo de Kyoto, mas destes apenas 35 possuem metas de redução a serem seguidas. Ao ratificarem o Protocolo uma série de nações industrializadas (Relacionadas no Anexo I do Protocolo) se comprometeram a reduzir suas emissões em 5,2% – em relação aos níveis de 1990 – no período de 2008 – 2012.

O principal objetivo do Protocolo, assim como da UNFCC, é “estabilizar as concentrações de gases estufa na atmosfera para que não ocorram mudanças climáticas drásticas, catástrofes ambientais e de modo a prevenir futuras interferências antrópicas perigosas com o sistema climático global.”

No Protocolo, as nações do Anexo I tem limites máximos de emissão anuais (emissões base), já os países em desenvolvimento (do Anexo II) não tem nenhum limite de emissões pré-estabelecido.

A fim de entrar em vigência, o Protocolo de Kyoto teve que ser ratificado por, no mínimo 55 governos, que contabilizassem 55% das emissões de CO2 de 1990 produzidas pelos países industrializados.
Assim foi em 2005 que o Protocolo de Kyoto finalmente entou em vigor.

Princípio da responsabilidade comum, porém diferenciada

O Protocolo de Kyoto estabelece que todos os países que o assinaram têm a responsabilidade comum de deter o processo de Aquecimento global e de criar mecanismos, tecnologias, buscar novos conhecimentos para isso. Como a atmosfera está sendo igualmente danificada pelas emissões de gases estufa, não importando sua origem, todos os países têm a responsabilidade comum de ajudar a consertar isso.

Mas, ao dividir os países em dois grupos, o Anexo I e os que não estão inclusos nele, temos responsabilidades diferenciadas. Pois os países do Anexo I possuem metas de redução, enquanto os outros países possuem apenas as mesmas responsabilidades comuns.

Um do argumentos para este princípio de responsabilidades diferenciadas é que os países em desenvolvimento não são os principais contribuintes para o Efeito Estufa, pois ainda não passaram por um período de industrialização intenso quanto os países desenvolvidos.

O texto do Protocolo é composto de 28 artigos, Anexo A, Anexo B, Anexo I e Anexo II. Este texto é do ano de 1998 e está disponível somente em inglês no site da UNFCC.

O Artigo 1 apenas estabelece definições;
O Artigo 2 estabelece que quando os países do Anexo 1 atingirem suas metas de redução de emissões, eles devem continuar buscando soluções internas e novas tecnologias para combater o efeito estufa e promover o desenvolvimento sustentável, e devem auxiliar outros países que ainda não conseguiram atingir suas metas.
O artigo 3 estabelece quais serão as emissões antropogênicas base para cada país do Anexo I e fala sobre a metodologia usada.
O artigo 4 dá diretrizes para os países do Anexo I que decidirem reduzir suas emissões através de parcerias. (Implementação Conjunta)
O artigo 5 estabelece que os países do Anexo I devem estabelecer um sistema nacional para quantificação de suas emissões e capturas de gases estufa e também dá diretrizes sobre onde certificar as metodologias usadas para essa quantificação.
O Artigo 6 dispõe sobre a transferência e compras de créditos de carbono entre países (Mercado de emissões).
Os Artigos 7 e 8 falam sobre cada país fazer um fornecimento anual de informações para a UNFCC e sua fiscalização.
O Artigo 9 fala sobre procedimentos de revisão do texto do Protocolo.
O Artigo 10 fala sobre as responsabilidades comuns a todos os países, não só aos do Anexo 1.
O Artigo 11 fala sobre ajuda financeira aos países em desenvolvimento.
O Artigo 12 define Mecanismo de Desenvolvimento Limpo.
Os Artigos 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19 falam sobre as COPs e responsabilidades da Convenção (UNFCC).
O Artigo 20 fala sobre emendas ao Protocolo.
O Artigo 21 fala sobre os anexos e como fazer emendas a eles.
Os Artigos 22, 23, 24, 25 falam sobre a ratificação do Protocolo, o direito de voto dos países nas COPS e outras burocracias.
O Artigo 26 estabelece que para entrar em vigência, no mínimo 55 governos com 55% das emissões de CO2 de 1990 devem ratificar o protocolo.
O Artigo 27 fala sobre desistência. Só se pode desistir depois que o Protocolo já estiver em vigor por 3 anos.