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Controle Ambiental

Lixo tecnológico deve triplicar nos próximos 5 anos

Resumi esta reportagem do Jornal Valor Econômico do dia 05/06/2008 pois acho que é um alerta importante e uma oportunidade importante para a indústria buscar se adequar também.
“Lixo tecnológico deve triplicar nos próximos 5 anos” por Rosângela Capozoli
A estimativa parece irreal, mas é uma verdade preocupante: a cada ano são gerados, no mundo, 50 milhões de toneladas de lixo tecnológico, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Caso o volume fosse dividido entre os contêineres de um trem, seus vagões, superlotados, dariam uma volta ao redor do mundo. A participação do Brasil nessa viagem não é nada desprezível. Em 2007 foram comercializados cerca de 20 milhões de computadores e ainda há o desafio de incorporar mais de 120 milhões de excluídos digitais a esse mercado, levando não apenas a tecnologia, mas o acesso à internet. Os televisores totalizaram 11 milhões no mesmo período e a esse consumo somam-se mais 21,1 milhões de novos telefones celulares. “No prazo de três a cinco anos tudo isso se transformará em lixo tecnológico”, afirma Rodrigo Baggio, diretor executivo do Comitê para Democratização da Informática (CDI).
O entulho gerado por essa extensa gama de produtos coloca o planeta em estado de alerta. Não sem razão, pois se tratam de resíduos que contêm produtos tóxicos nocivos à saúde e de difícil degradação, podendo levar entre 20 e 450 anos para se decompor. De acordo com os dados da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, o tempo médio de degradação dos metais, que inclui componentes de equipamentos, é de quase meio milênio. Na Europa, para se ter uma idéia, essa montanha cresce quase três vezes mais rápido do que o total de lixo comum coletado. Nos países em desenvolvimento, estima-se que a produção de lixo tecnológico triplique nos próximos cinco anos. Preocupado com o crescimento desse lixo e com a falta de regulamentação e debates que conscientizem a população brasileira sobre os sérios riscos provocados, Baggio enxerga um futuro nada promissor ao meio ambiente e à saúde humana brasileira.
“O Brasil ainda não tem um plano de reciclagem e de descarte seguro para o lixo tecnológico”, reforça. Só os aparelhos celulares somam 102 milhões e a expectativa para 2008 é vender entre 40 milhões e 50 milhões de novas unidades. O diretor executivo explica que, quando os equipamentos eletroeletrônicos são descartados de forma incorreta, no lixo comum, que segue para aterros sanitários, essas substâncias tóxicas são liberadas e penetram no solo, contaminando lençóis freáticos e, aos poucos, animais e seres humanos. “No final de 2007, foram descartados cerca de 50 milhões de toneladas de computadores no mundo. E nos últimos três anos, somaram 400 milhões”, informa.
No Brasil, explica, não se tem estimativas, mas o país segue a tendência mundial com o tempo médio de substituição de telefones celulares e computadores bastante próximo dos países desenvolvidos: três anos para aparelhos celulares e entre três e cinco anos para uso comercial de computadores. “As iniciativas de regulamentação do lixo eletrônico no Brasil ainda são incipientes e a gerência do ciclo de vida dos produtos e destinação de seus resíduos tóxicos permanecem como uma questão de consciência de fabricantes e usuários”, completa. A Política Nacional de Resíduos Sólidos tramita desde 1991 na Câmara. Seguiu para apreciação em setembro, tendo recebido adendos, com atenção especial para o lixo eletrônico.
A única lei que trata de recolhimento de material eletrônico no país é a Resolução 257, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), de 1999, que atribui aos fabricantes ou importadores de pilhas e baterias a responsabilidade pelo gerenciamento desses produtos tecnológicos que necessitam de disposição final específica, por conta dos níveis de metais tóxicos. Mas, ainda assim, o índice de recolhimento está distante do satisfatório apesar da ampliação de postos de coletas em bancos e supermercados.
Sem arriscar números, Luiz Ceolato, supervisor de meio ambiente da Motorola Brasil, líder na fabricação de aparelhos celulares e 3ª no ranking mundial, acredita que a coleta de baterias, celulares e acessórios ainda está distante das taxas desejadas. “Em 2000, a Motorola suspendeu a fabricação de bateria com cádmio e oito anos depois ainda recebe esse tipo de produto”, comenta. A preocupação da companhia em recolher apenas baterias começou há quase nove anos, mas foi em 2007 que a empresa passou a dispensar mais atenção ao lixo ao lançar o programa Ecomoto. A nova política estendeu o recolhimento também aos celulares e acessórios usados e encaminha todo material à reciclagem. “Em todos esses anos já foram reciclados mais de 250 toneladas de baterias”, afirma Ceolato. Plásticos, aço e metais preciosos, como os retirados das placas dos celulares, segundo ele, “são materiais que levam de 20 anos a 100 anos para se degradarem”.
Conscientizar as empresas para lidar com a questão da sustentabilidade, na opinião de Baggio, é a única arma de que o Brasil dispõe no momento para reduzir o lixo tóxico. “Nos Estados Unidos e Europa, ao contrário do Brasil, existem empresas dedicadas à reciclagem tecnológica e reaproveitamento dos produtos, neutralizando os componentes tóxicos”, conta. A Alemanha, por exemplo, dispõe de uma legislação que permite ao consumidor pagar uma pequena taxa e ter seu produto recolhido em sua própria casa. O Brasil está distante de adotar uma política dessa dimensão, mas o movimento dentro das empresas começa a despertar.
A unidade de TDI – matéria-prima utilizada na fabricação de espumas flexíveis de poliuretano para aplicações automotivas, mobiliares e colchões — da Dow Brasil, localizada no complexo industrial de Aratu-Camaçari (BA), está entre as companhias que já olham com atenção para essa questão. Maior fabricante de TDI da América Latina, com capacidade instalada para 60 mil toneladas/ano, a companhia focou suas alternativas para o tratamento e descarte adequado de seus resíduos sólidos e líquidos. “A porcentagem total de resíduos, que era de 14%, caiu para 6%”, informa Adriana Brant de Carvalho, gerente de produto. Essa redução equivale a nove mil toneladas/ano. Pelas suas contas, foram desembolsados US$ 70 milhões no período 2000/2007 distribuídos entre programas que preconizam a segurança, saúde e o respeito ao meio ambiente. “Até 2011 a meta é baixar ainda mais essa taxa que deverá oscilar entre 1% e 2%”, informa a gerente.
O sinal verde rumo ao desenvolvimento sustentável também foi dado em 2004 pela Whirlpool S.A. Unidade de Eletrodoméstico. A companhia optou pelo conceito baseado no “The Natural Step”. Trata-se de uma instituição sueca que estabeleceu desde 1989 uma metodologia científica para definir condições de sustentabilidade. Essa filosofia estabelece diretrizes para o desenvolvimento de produtos ecoeficientes; a gestão de materiais e resíduos, incluindo o recolhimento de embalagens e gases refrigerantes.
“A Whirpool já processou 550 toneladas de produtos e peças recolhidos de consumidores e da rede de serviços”, informa Paulo Vodianists Kaia, assessor do meio ambiente da central. Segundo ele, mais de 80% dos materiais são efetivamente reciclados, o que vai além da meta estabelecida pela União Européia. A preocupação da Whirlpool estende-se ao recolhimento prévio dos gases refrigerantes dos refrigeradores antigos como o Cloro/Fluor/Carbono (CFC). Já o Projeto Gaia, com atuação em São Paulo, tem como meta criar “soluções ecologicamente corretas para as embalagens de produtos e aumentar a percepção do consumidor sobre a importância das questões ambientais”. Desde a implantação do Gaia, em 2003, mais de 78 toneladas de embalagens em poliestireno expandido e papelão foram reciclados.

7 respostas em “Lixo tecnológico deve triplicar nos próximos 5 anos”

Não é que tenhamos que retroceder ao processo de desemvolvimento , mas o ser humano poderia ser um pouquinho mai consiente em relação ao meio ambiente , ou poderia ser menos consumista, ou melhor as duas coisas juntas pois é com conciensia e controle do consumismo que vamos comesar a melhorar esse nosso planeta que tanto ja nos deu.

Uma empresa que se preocupa e trabalha para cuidar do meio ambiente é a Reciclo Metais. A Reciclo Metais é uma empresa de solução em destinação de Resíduos, porcesso que envolve captação, descaracterização, desmontagem e o envio para reciclagem, tudo dentro das leis brasileiras e diretrizes internacionais.
A Reciclo Metais trabalha especialemnte com gestão de lixo eletronico, oferecendo ainda uma certificação de destinação. A Recilo Metais, bem como seus parceiros internaiconais, tem todos os certificados necessários para essa atividade.
Quem tem problemas com lixo eletronico, consumidores ou empresas, é só entrar em contato que resolvemos pra você. É gratuito.
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ronyfreitas@reciclometais.com.br
Ronylson

Estava falando com um amigo meu sobre nao saber o que fazer com meus residuos quando ele me indicou uma empresa aqui do RS, que ele encontrou na internet que lhe ajudou na destinação de seus resíduos, a sarco-reciclagem realiza a captação, descaracterização, desmontagem, eles trabalham especialemente com residuos de plasticos e lixo eletronico.
Quem quer assim como eu destinar corretamente o lixo eletronico, é só entrar em contato que eles resolvem.
o e-mail deles e sarco-reciclagemdigital@hotmail.com
espero ter contribuido
abracos

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