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Recursos Hídricos

Gestão de Recursos Hídricos

Quando falamos sobre algum tema específico, por exemplo, gestão de recursos hídricos, é sempre fundamental definir e diferenciar alguns conceitos, por exemplo, água e recursos hídricos.
As águas e os seus serviços ambientais são aqueles que atendem as demandas ecológicas.
recursos hídricos é um termo usado para se referir à água como um recurso natural disponível ao uso para as atividades humanas. Da própria concepção de um recurso natural, temos que os recursos hídricos são um bem de uso comum, ou seja, um bem de uso público, ao qual todos têm o direito de livre acesso.
Os países dependem de recursos naturais, como os recursos hídricos, e energia para o seu desenvolvimento.
No entanto, sem informação sobre disponibilidade de recursos naturais não pode haver tomada de informação. Por exemplo, no caso de recursos hídricos, essa disponibilidade é determinada segundo o ano hidrológico local, que por sua vez, depende de dados de monitoramento de campo. Compreende-se então a importância da instalação de redes meteorológicas de medição, pois apenas com dados atuais, podemos prever o futuro.
Escassez hídrica significa disponibilidade de recursos hídricos limitada: e é uma função da combinação entre o crescimento exponencial das demandas localizadas e da degradação da qualidade das águas, ou seja, da redução dos estoques. Atualmente, a escassez hídrica ocorre em consequência dos desordenados processos de urbanização, industrialização e expansão agrícola.
Verifica-se assim que há necessidade de aperfeiçoamento na eficiência da gestão dos recursos hídricos, principalmente devido a sua complexidade que é decorrente de pressões e demandas advindas do desenvolvimento econômico, aumento populacional, expansão da agricultura, etc.
Uma dica a todos interessados neste tópico: leiam o cap. 18 da agenda 21 brasileira.

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A relação entre os Recursos hídricos e o Aquecimento Global

Artigo publicado no Jornal Correio do Estado em 03/12/2008.

O ciclo hidrológico é o ciclo da água na natureza. Este ciclo é um ciclo fechado globalmente, mas não localmente. Basicamente em seu ciclo a água percorre todos os sistemas terrestres, a litosfera (o solo), a atmosfera e a biosfera (a água dentro dos animais e plantas perdida através da evapotranspiração). Assim, podemos dizer que todos os sistemas terrestres dependem da hidrosfera, para manter os seus processos e dinâmicas naturais.

Recursos hídricos” é um termo usado para se referir à água como um recurso natural disponível ao uso para as atividades humanas. Da própria concepção de um recurso natural, temos que os recursos hídricos são um bem de uso comum, ao qual todos têm o direito de livre acesso. Não só a vida humana, como toda a biosfera depende da água, ela é fundamental para a manutenção dos processos fisiológicos que permitem a vida.

Para o homem, o uso mais nobre dos recursos hídricos é para o abastecimento público e a dessedentação de animais, no entanto a água também é usada para irrigação, em processos industriais, em limpeza e higienização de ambientes, ou seja, os recursos hídricos possuem usos múltiplos. Assim, tem-se que os mesmos devem ser estudados em caráter multifuncional, pois atendem a diversas funções sociais e ambientais. O principal desafio da gestão dos recursos hídricos é conservá-los, para que no futuro haja água em qualidade e quantidade disponíveis para a população.

Neste contexto, torna-se importante discutir os efeitos do aquecimento global sobre os recursos hídricos: se a temperatura da superfície da Terra aumenta, mudam as dinâmicas de transferência de calor e energia do ciclo hidrológico, pois os estados físicos e as propriedades da água dependem da temperatura ambiente. Assim tem-se que a hidrosfera será afetada e consequentemente todos os outros sistemas também, principalmente a biosfera, pois em geral os organismos vivos são adaptados a temperaturas específicas e resistentes somente a pequenas variações das mesmas.

Em termos gerais, o aquecimento global pode afetar a disponibilidade hídrica no futuro, e mudar o modo de distribuição da água na Terra. Muitas áreas serão desertificadas, enquanto outras terão problemas com chuvas intensas. Cada grau centígrado de aumento da temperatura terrestre irá trazer impactos diferentes, e estes são cumulativos, segundo o 2º relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) se o aumento chegar a 4º C estima-se que até 3,2 bilhões de pessoas poderão sofrer com a falta d’água e que a subida do nível do mar irá ameaçar a existência de cidades costeiras em todo o mundo. As previsões de aquecimento para o fim deste século estimam entre 1,8º C e 4º C a mais na média da temperatura mundial.

Como o homem depende dos recursos hídricos para sobreviver, alterações imprevisíveis e incontroláveis na disponibilidade deste recurso como as que podem advir do aquecimento global trarão impactos não só para o abastecimento humano como também para as atividades econômicas, por exemplo, na agricultura, pode ocorrer perda de safras devido à falta ou excesso de chuvas, a produção de energia elétrica através de hidrelétricas pode ser prejudicada devido a diminuição da vazão dos rios e etc.

O interessante do aquecimento global é que neste processo ocorre feedback positivo, ou seja, conforme os efeitos aparecem, eles potencializam o processo, intensificando ainda mais a ocorrência dos próprios efeitos. Por exemplo, estima-se que se o cenário de aumento de 4º C na temperatura terrestre se concretizar, 40% da biosfera vai se tornar uma fonte de carbono, ou seja, vai entrar em decomposição, liberando mais gases estufa e agravando ainda mais o aquecimento global. Outro exemplo é o fato de que o derretimento das geleiras aumenta a absorção de calor pela superfície terrestre, já que o gelo era um material altamente reflectante da luz do sol, aumentando a absorção de calor aumenta a quantidade de radiação infravermelha térmica irradiada pelo planeta, que contribui novamente para aumentar a intensidade do aquecimento global.

A tarefa da ciência agora é estudar as variáveis existentes para entender melhor a variabilidade climática atual dentro do cenário de mudanças climáticas globais, assim como os possíveis impactos desta mudança sobre cada país e o mundo. A máxima é que a longo e em curto prazo é preciso mudar a relação do homem moderno com a natureza, com os recursos naturais. A humanidade precisa trabalhar em conjunto para reverter essa situação. O desenvolvimento sustentável não significa abrir mão dos prazeres e confortos da vida moderna, mas sim torná-los ambientalmente compatíveis.

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Recursos hídricos e qualidade da água

A água é um importante recurso ambiental cuja alteração adversa pode contribuir para a degradação da qualidade ambiental de ecossistemas aquáticos e terrestres.

Esta degradação ambiental pode afetar, direta ou indiretamente:
a saúde, a segurança e o bem-estar da população; as atividades sociais e econômicas;
a fauna e a flora;
as condições estéticas e sanitárias do meio;
e a própria qualidade dos recursos hídricos.

A alteração adversa da água em geral ocorre quando esta é utilizada como um recurso hídrico. Recurso hídrico: é toda a água superficial ou subterrânea que pode ser obtida e está disponível para o uso humano.

Ou seja, toda a água (salina, salobra, doce, em rios, lagos ou no mar) pode ser um recurso hídrico, desde que esteja disponível para ser utilizada pelo homem.

Os recursos hídricos são estratégicos para a humanidade.

Em função de cada uso para o qual se destina o recurso hidríco, têm-se os requisitos de qualidade de água necessários.

A utilização dos recursos hídricos nas diversas atividades humanas tem conseqüências muito variadas sobre este recurso (corpo d’água). Por exemplo: poluição, contaminação, etc.

Os usos dos recursos hídricos podem ser:
Consuntivos: há a retirada do recurso do seu ambiente (irrigação, abastecimento urbano, industrial, etc).
Não consuntivos: não há retirada do recurso do ambiente, ou ocorre sua devolução parcial ou total (geração de energia, navegação, pesca, recreação, etc.).

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Presente e Futuro em Meio Ambiente

Não há mais como ignorar o impacto das ações antrópicas sobre o meio ambiente. Tem muita gente no mundo, tem muito poluente novo e ainda temos pouco conhecimento dos efeitos deles sobre a nossa saúde.

Baseado nestes argumentos, traça-se um panorama do presente:

Presente:

1- É necessário resolver problemas ambientais urgentes e locais, como poluição do ar, poluição e perda de mananciais, desertificação, e etc.
2 – Em geral, aplicam-se recursos, energia e materiais para manter os problemas escondidos.
3- Adotamos as soluções ambientais disponíveis, geralmente sem planejamento e sem saber se é a melhor solução ambiental a ser adotada mesmo.
4 – Quando o assunto é custo/benefício sempre os custos das soluções com maiores benefícios ambientais são maiores, inviabilizando suas implementações.

Futuro:

1 – Precisamos aprender a aproveitar o potencial dos resíduos para as demandas do mundo atual, exemplo: água para agricultura, biomassa para as empresas fornecedoras de energia.
2 – É necessário desenvolver tecnologias ambientais com menores custos, visando viabilizar sua implementação.

É interessante que tem uma situação que resume bem o ponto de virada na adoção de medidas ambientais em que estamos agora: as escolhas que as empresas fornecedoras de água estão tendo que fazer.

Escolha atual para as empresas fornecedoras de água (concessionárias de abastecimento público):

– ou: Vamos proteger a qualidade do ambiente aquático, para manter a qualidade da nossa
matéria prima aceitável? (implica: fazer esforço político a longo prazo, investimento em tecnologia, infra-estrutura, programas de recuperação e de monitoramento ambiental. Implica: DINHEIRO PARA EVITAR A POLUIÇÃO)
– ou: vamos investir mais e mais em tecnologias cada vez mais sofisticadas e cada vez mais
caras para produzir a nossa agua potável à partir da mesma matéria prima, seja com qual qualidade esta tiver? (implica: esforço próprio, não depende da vontade política ou da adoção de medidas para evitar a poluição do rio, mas assim é a vítima (a sociedade), e não o poluidor, é quem paga a conta, pois continua com o rio poluído. Implica: DINHEIRO PARA TRATAR O QUE JÁ FOI POLUÍDO)

Ou seja, o que é melhor: gastar em medidas que a longo prazo mantém a qualidade dos recursos naturais, diminuindo o seu custo de exploração em longo prazo, ou, não adotar medida nenhuma e depois gastar para recuperar o passivo ambiental.

O objetivo deste texto era fazer pensar que mesmo que o custo é alto, os benefícios da adoção de medidas ambientais compensam, pois em geral evitam mais gastos no futuro e previnem problemas maiores, como diz o antigo ditado: “Um mal menor previne um mal maior”

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Metais pesados em Ecossistemas Aquáticos

Todos os metais podem ser solubilizados pela água, podendo gerar danos à saúde devido à toxicidade ou aos potenciais carcinogênicos, mutagênicos ou teratogênicos em função da quantidade ingerida. São denominados tóxicos aqueles metais que produzem danos com pequenas quantidades. Exemplos de metais tóxicos são o arsênico, bário, cádmio, cobre, cromo, chumbo, mercúrio e zinco.

Um organismo aquático pode apresentar dois tipos básicos de comportamento em relação aos metais: ou é sensível à ação tóxica de um determinado metal, ou não é sensível mas o bioacumula, potencializando seu efeito nocivo através das cadeias alimentares de forma a colocar em risco organismos situados nos topos destas cadeias.

Em geral, metais tóxicos estão presentes em quantidades diminutas no meio aquático por ação de fenômenos naturais, mas podem ser despejados em quantidades significativas por atividades industriais, agrícolas e de mineração.