Plantios de sementes agrícolas

Abaixo estão elencadas algumas dicas para o plantio correto de sementes agrícolas:

  • Antes do plantio faça uma boa conservação do solo. Se houver palhada não decomposta, aguarde a decomposição, evitando problemas para a germinaçãodas sementes.
  • Previna-se contra o ataque de pragas de solo e lagartas, tratando as sementes e ou acompanhando e tratando a área após a implantação.
  • Cuidado com a competição de plantas invasoras por água, nutrientes e insolação, bem como com a possibilidade de alelopatia. Faça um bom preparo do solo, e se preciso a aplicação de herbicida em pós-emergência (contudo é preciso um agrônomo para avaliar e recomendar isso).
  • Preparo do solo: Após conservação do solo e gradagem pesada, faça o nivelamento do solo e plantio. Se optar por plantio a lanço faça a cobertura com grade niveladora fechada ou passe rolo compactador.
  • Grade niveladora fechada: Deve ser utilizada para cobrir sementes grandes, como Brachiaria bricantha, Brachiaria decumbens, etc.
  • Rolo compactador: Melhor opção para consolidar plantio de sementes pequenas como das cultivares Massai, Mombaça, Tanzania-1, BRS Zuri, BRS Tamani, Humidícola, Vaquero, etc.
  • Plantio aéreo em área com soja: Aplicar 40% a mais de sementes e efetuar a semeadura antes da caída das primeiras folhas de soja (semeadura sujeita a riscos).
  • Mesmo com todos esses cuidados, existe o risco das sementes não nascerem por excesso de temperatura do solo e pouca chuva (riscos normais da atividade agrícola).

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Medidas para minimizar erosão

Existem uma série de medidas que podem ser adotadas para minimizar a erosão do solo:

  • Nos terrenos em encostas pode-se fazer plantio em curvas de nível (plantio em contorno); utilização de terraços (escavações rasas que seguem as curvas de nível), ladeadas por pequenos diques de terra.
  • Cordões de vegetação permanente: barreiras vivas de vegetação, intercaladas em áreas cultivadas, com o objetivo de reter o escoamento, provocar a deposição de sedimentos e facilitar a infiltração da água.
  • Controle das queimadas.
  • Alternância de roçados. Rotação de culturas.
  • Cobertura morta do solo com palhas (serrapilheira, carnaúba, cana, arroz, capim seco, folhas, etc). A cobertura morta, além de proteger o solo contra os efeitos da incidência solar e do impacto das chuvas, que provocam compactação e erosão, também melhora a bio-estrutura do terreno e protege a microfauna e microflora do solo, aumentando as condições de aeração e absorção hídrica.
  • Adubação orgânica: torna o solo mais resistente à erosão, pois melhora a sua estrutura porosa, aumentando a absorção da água.
  • Cobertura verde em rotação, sucessão ou consorciação com outras culturas: são muito usadas as leguminosas herbáceas, arbustivas e árboreas, a cobertura verde pode ser utilizada para a realização da adubação verde, que consiste no cultivo de plantas que produzem grande quantidade de massa em pouco tempo, as quais são cortadas ainda verdes e enterradas.

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Controle do uso e ocupação do solo

Princípios para o controle do uso e ocupação do solo de modo a se evitar erosão:

Deve ser feita a definição de usos do solo em função das características ambientais do terreno, estabelecendo-se atividades que resultem em menor remoção da cobertura vegetal e em menos alterações nas características topográficas e do solo, principalmente para os locais sujeitos à erosão.

Deve ser feita a adoção de taxas de ocupação baixas (ou nulas) para áreas como as encostas, margens de recursos hídricos e mananciais, dunas e locais com solos mais erodíveis. De forma a garantir um maior percentual da superfície como áreas livres, permeáveis e com vegetação.

Deve ser feita a proteção e preservação dos caminhos naturais de escoamento das águas.

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Controle da erosão

O princípio básico no controle da erosão é planejar o uso e ocupação do solo em comum acordo com a preservação das características topográficas, de solo, de drenagem da água e da vegetação natural do local.

Princípios para controle da erosão:

  • Proteção da vegetação (talvez a mais fácil e eficaz)
  • Disciplinar o uso e ocupação do solo
  • Práticas agrícolas adequadas
  • Proteção e controle do escoamento das águas
  • Controle sobre os movimentos de terra em obras de engenharia
  • Reflorestamento de áreas degradadas

O controle da erosão é consequência natural do adequado manejo do solo, da vegetação e da água.

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O estado de MS possui Plano Estadual de Recursos Hídricos?

Sim. O Plano Estadual de Recursos Hídricos de Mato Grosso do Sul (Perh-MS) foi aprovado pelo conselho Estadual de Recursos Hídricos em 2009, por meio da Resolução Cerh/MS nº 011/2009.

As revisões do Perh-MS estão previstas para ocorrerem a cada cinco anos.

Os principais objetivos do Plano Estadual de Recursos Hídricos são:

  • Fundamentar e orientar a implementação da Política Estadual de Recursos Hídricos.
  • Diagnosticar a situação atual dos recursos hídricos.
  • Mostrar o balanço entre disponibilidade e demandas futuras dos recursos hídricos, em quantidade e qualidade, com identificação de conflitos potenciais.
  • Priorizar as medidas a serem tomadas, programas a serem desenvolvidos e projetos a serem implantados.

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Comitês de bacia hidrográfica no MS

O comitê de uma bacia hidrográfica é o fórum de caráter deliberativo e normativo em que um grupo de pessoas se reúne para discutir sobre o uso da água na bacia. É composto por representantes de usuários de recursos hídricos, do Poder Público e da sociedade civil e atua como primeira instância na decisão de conflitos entre os usuários.

A área de atuação de um comitê compreende a totalidade da bacia hidrográfica, a sub-bacia hidrográfica de tributário do curso de água principal da bacia e o grupo de bacias ou sub-bacias hidrográficas contíguas.

Compete ao comitê:
• Oferecer e aprovar planos, projetos e programas para o uso dos recursos hídricos da bacia.
• Desenvolver o debate de questões relacionadas a recursos hídricos e articular a atuação das entidades intervenientes.
• Aprovar o orçamento anual da agência de água.
• Organizar mecanismos de cobrança pelo uso dos recursos hídricos e sugerir valores a serem cobrados.
• Estabelecer critérios e executar o rateio de custo das obras de uso múltiplo.
Quais são os comitês das bacias hidrográficas existentes em MS?

O estado do Mato Grosso do Sul  é integrante de três comitês de bacias hidrográficas, sendo um federal e dois estaduais.

• Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba (CBH Paranaíba)
Criado por meio de Decreto do Presidente da República, em 16 de julho de 2002. Essa bacia é a segunda maior unidade hidrográfica da Região Hidrográfica do Paraná, com 25,4% de sua área, que corresponde a uma área de drenagem de 222.767 km².

• Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Miranda (CBH Miranda)

Este Comitê foi aprovado pela Resolução Cerh/MS nº 002/2005. Sua área de atuação abrange a Bacia Hidrográfica do Rio Miranda, com área de drenagem de 43.787 km².

• Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Ivinhema (CBH Ivinhema)

O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Ivinhema foi aprovado pela resolução Cehr/MS nº 013/2010. A área de atuação do comitê corresponde aos municípios de Anaurilândia, Angélica, Batayporã, Deodápolis, Douradina, Dourados, Fátima do Sul, Glória de Dourados, Itaporã, Ivinhema, Jateí, Novo Horizonte do Sul, Rio Brilhante, Antônio João, Carapó, Juti, Laguna, Carapó, Maracaju, Naviraí, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Ponta Porã e Sidrolândia, Taquarussu e Vicentina, com área de drenagem de 44.837,155 km².

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