Assoreamento dos rios

assoreamento é o acúmulo de sedimentos (areia, terra, rochas), lixo e outros materiais levados até o leito dos cursos d’água pela ação da chuva, do vento ou do ser humano. Trata-se de um processo natural que pode ser intensificado pela ação humana. Em alguns casos, o rio pode até deixar de existir em decorrência desse fenômeno.

A retirada da mata ciliar nas margens dos rios é uma das principais causas do assoreamento. O assoreamento reduz o volume de água, torna-a turva e impossibilita a entrada de luz, impedindo a renovação do oxigênio para algas e peixes. Por essa razão, em muitos casos, extingue-se a vida nesse rio. Na zona urbana, pode ocorrer escassez ou ausência de água para o abastecimento de cidades pela diminuição da capacidade hídrica do rio. No campo, o assoreamento dos rios pode limitar o fornecimento de água para as atividades de agricultura e pecuária.

Como solucionar o problema do assoreamento?

  • Evitar e controlar erosões no solo, utilizar práticas agrícolas adequadas, além de manter as matas ciliares intactas é a melhor receita para evitar o assoreamento;
  • Uma solução para os locais onde já não existe mata ciliar é o reflorestamento das áreas próximas às margens dos cursos d’água, além da utilização de técnicas como curvas de nível no terreno, planejamento de construções e sistemas de drenagem.

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Plantios de sementes agrícolas

Abaixo estão elencadas algumas dicas para o plantio correto de sementes agrícolas:

  • Antes do plantio faça uma boa conservação do solo. Se houver palhada não decomposta, aguarde a decomposição, evitando problemas para a germinaçãodas sementes.
  • Previna-se contra o ataque de pragas de solo e lagartas, tratando as sementes e ou acompanhando e tratando a área após a implantação.
  • Cuidado com a competição de plantas invasoras por água, nutrientes e insolação, bem como com a possibilidade de alelopatia. Faça um bom preparo do solo, e se preciso a aplicação de herbicida em pós-emergência (contudo é preciso um agrônomo para avaliar e recomendar isso).
  • Preparo do solo: Após conservação do solo e gradagem pesada, faça o nivelamento do solo e plantio. Se optar por plantio a lanço faça a cobertura com grade niveladora fechada ou passe rolo compactador.
  • Grade niveladora fechada: Deve ser utilizada para cobrir sementes grandes, como Brachiaria bricantha, Brachiaria decumbens, etc.
  • Rolo compactador: Melhor opção para consolidar plantio de sementes pequenas como das cultivares Massai, Mombaça, Tanzania-1, BRS Zuri, BRS Tamani, Humidícola, Vaquero, etc.
  • Plantio aéreo em área com soja: Aplicar 40% a mais de sementes e efetuar a semeadura antes da caída das primeiras folhas de soja (semeadura sujeita a riscos).
  • Mesmo com todos esses cuidados, existe o risco das sementes não nascerem por excesso de temperatura do solo e pouca chuva (riscos normais da atividade agrícola).

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Medidas para minimizar erosão

Existem uma série de medidas que podem ser adotadas para minimizar a erosão do solo:

  • Nos terrenos em encostas pode-se fazer plantio em curvas de nível (plantio em contorno); utilização de terraços (escavações rasas que seguem as curvas de nível), ladeadas por pequenos diques de terra.
  • Cordões de vegetação permanente: barreiras vivas de vegetação, intercaladas em áreas cultivadas, com o objetivo de reter o escoamento, provocar a deposição de sedimentos e facilitar a infiltração da água.
  • Controle das queimadas.
  • Alternância de roçados. Rotação de culturas.
  • Cobertura morta do solo com palhas (serrapilheira, carnaúba, cana, arroz, capim seco, folhas, etc). A cobertura morta, além de proteger o solo contra os efeitos da incidência solar e do impacto das chuvas, que provocam compactação e erosão, também melhora a bio-estrutura do terreno e protege a microfauna e microflora do solo, aumentando as condições de aeração e absorção hídrica.
  • Adubação orgânica: torna o solo mais resistente à erosão, pois melhora a sua estrutura porosa, aumentando a absorção da água.
  • Cobertura verde em rotação, sucessão ou consorciação com outras culturas: são muito usadas as leguminosas herbáceas, arbustivas e árboreas, a cobertura verde pode ser utilizada para a realização da adubação verde, que consiste no cultivo de plantas que produzem grande quantidade de massa em pouco tempo, as quais são cortadas ainda verdes e enterradas.

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Controle do uso e ocupação do solo

Princípios para o controle do uso e ocupação do solo de modo a se evitar erosão:

Deve ser feita a definição de usos do solo em função das características ambientais do terreno, estabelecendo-se atividades que resultem em menor remoção da cobertura vegetal e em menos alterações nas características topográficas e do solo, principalmente para os locais sujeitos à erosão.

Deve ser feita a adoção de taxas de ocupação baixas (ou nulas) para áreas como as encostas, margens de recursos hídricos e mananciais, dunas e locais com solos mais erodíveis. De forma a garantir um maior percentual da superfície como áreas livres, permeáveis e com vegetação.

Deve ser feita a proteção e preservação dos caminhos naturais de escoamento das águas.

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Controle da erosão

O princípio básico no controle da erosão é planejar o uso e ocupação do solo em comum acordo com a preservação das características topográficas, de solo, de drenagem da água e da vegetação natural do local.

Princípios para controle da erosão:

  • Proteção da vegetação (talvez a mais fácil e eficaz)
  • Disciplinar o uso e ocupação do solo
  • Práticas agrícolas adequadas
  • Proteção e controle do escoamento das águas
  • Controle sobre os movimentos de terra em obras de engenharia
  • Reflorestamento de áreas degradadas

O controle da erosão é consequência natural do adequado manejo do solo, da vegetação e da água.

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O estado de MS possui Plano Estadual de Recursos Hídricos?

Sim. O Plano Estadual de Recursos Hídricos de Mato Grosso do Sul (Perh-MS) foi aprovado pelo conselho Estadual de Recursos Hídricos em 2009, por meio da Resolução Cerh/MS nº 011/2009.

As revisões do Perh-MS estão previstas para ocorrerem a cada cinco anos.

Os principais objetivos do Plano Estadual de Recursos Hídricos são:

  • Fundamentar e orientar a implementação da Política Estadual de Recursos Hídricos.
  • Diagnosticar a situação atual dos recursos hídricos.
  • Mostrar o balanço entre disponibilidade e demandas futuras dos recursos hídricos, em quantidade e qualidade, com identificação de conflitos potenciais.
  • Priorizar as medidas a serem tomadas, programas a serem desenvolvidos e projetos a serem implantados.

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