Unidades de Conservação (UCs)

A União Mundial para a Natureza define unidade de conservação como:
Um espaço geográfico claramente definido, reconhecido, dedicado e gerido, por intermédio de meios eficazes legais ou outros tipos de meios para alcançar, em longo prazo, a conservação da natureza e dos serviços ecossistêmicos e de seus valores culturais associados.

Qual é a função das UCs?

Elas servem como um meio de proteção dos ambientes naturais como florestas, rios, zonas úmidas que provêm serviços ambientais, processos ecológicos e valores étnicos e culturais essenciais à qualidade de vida e à sobrevivência das pessoas. Também asseguram às populações tradicionais o uso sustentável dos recursos naturais de forma racional e ainda propiciam às comunidades do entorno o desenvolvimento de atividades econômicas sustentáveis.

Ao contrário do que se pensa, as UCs não são espaços intocáveis e são vantajosas para os municípios pois podem evitar ou diminuir acidentes naturais ocasionados por enchentes e desabamento; possibilitar a manutenção da qualidade do ar, do solo e dos recursos hídricos; permitir o incremento de atividades relacionadas ao turismo ecológico; e proporcionar a geração de emprego e renda.

Leia Mais

Modelagem de Sistemas Ecológicos

Softwares para confecção de modelos ecológicos relacionados a gestão de recursos hídricos:

Assessment Tools for the Evaluation of Risk (ASTER): ASTER foi desenvolvido pela EPA – Departamento de Resíduos sólidos e Resposta a Emergências. O principal objetivo deste modelo era ajudar a regular o ranqueamento de riscos em análises. ASTER prove informação de alta qualidade sobre os efeitos tóxicos de químicos incluídos no banco de dados do ECOTOX e em seu próprio banco de dados.

AQUATOX 2.2 (EPA): é um modelo de simulação para sistemas aquáticos. AQUATOX prevê o destino de vários poluentes, como nutrientes e susbstâncias químicas orgânicas, e os seus efeitos sobre o ecossistema, incluindo peixes, invertebrados e plantas aquáticas.
ECOSAR (EPA): É um software que utiliza as estruturas químicas dos poluentes para prever a sua toxicidade sobre os organismos aquáticos, tanto toxicidade crônica como aguda, principalmente na base e topo da cadeia alimentar, como peixes, invertebrados aquáticos, algas e outros.
ECOTOX 4.0 (EPA): O banco de dados ECOTOX, que tem este nome devido ao termo Ecotoxicologia, provê informações de toxicidade de poluentes químicos sobre a vida aquática e terrestre.

EcoWin2000: é um sistema de modelagem ecológico usado para similar mudanças na qualidade de água e ecologia de rios, lagos, estuários e águas costais. É mais comumente udado para a modelagem de estuários marinhos.

Geography Referenced Regional Exposure Assessment Tool for European Rivers (GREAT-ER): é um modelo assistido por ferramentas SIG para avaliar riscos ambientais no gerenciamento de substâncias químicas em bacias hidrográficas de rios europeus.
Lakemaker: É um software orientado objetivamente para servir como ferramenta na modelagem de processos de eutrofização de lagos
LERAM: O Modelo de avaliação de risco para ecossistemas litorâneos (LERAM) pode ser descrito e avaliado como um modelo para estudar os efeitos do inseticida “chlorpyrifos” sobre ecossistemas litorâneos. O LERAM é um modelo bioenergético que relaciona os efeitos da toxicidade sobre as espécies com a estrutura trófica do ecossitema, visando simular os efeitos de substâncias químicas sobre a comunidade e o ecossistema.
PAMOLARE 2 (UNEP): O PAMOLARE II é um modelo SDM (Structurally Dynamic Model: modelo dinâmico estruturalmente) desenvolvido para lagos rasos com objetivo de ajudar no gerenciamento de ambientes eutrofizados. O modelo também pode ser utilizado na recuperação de ecossistemas degradados ou pode ser adaptado para áreas brejosas ou pantânos. PAMOLARE II também considera o fator de competição entre espécies (mácrofitase fitoplâncton) e as interações entre macrófitas e peixes que delas se alimentam (como carpas).
SIAM (System Impact Assessment Model) 4.0: É um modelo consistido por 5 diferentes modelos com propósitos específicos. Os 5 modelos são: MODSIM (quantidade de água), HEC-5Q (qualidade da água), PHABSIM and Time Series Library (hábitat físico), and SALMOD (modelo de produção de peixes). O quinto modelo é o modelo de Saúde do Ecossistema (Ecosystem Health Model).

Leia Mais

Petrechos permitidos para a Pesca Amadora no MS

Visando a sustentabilidade da pesca, isto é, não acabar com os peixes sem que eles se reproduzam, existem tipos de petrechos que não podem ser usados pois acarretam em pesca predatória.

No estado do MS, os petrechos autorizados para pesca amadora são:

  • Linha de mão, puçá, caniço simples, anzóis simples ou múltiplos, vara com carretilha ou molinete;
  • Espingarda de mergulho, arbalete, tridente ou similares para pesca subaquática, sendo vedado o emprego de respiração artificial (cilindros);
  • Isca natural, isca artificial e isca viva autóctone (nativas da bacia).

É expressamente proibida a pesca na modalidade de corrico com o barco em movimento e a pesca de lambada, bem como a prática da pesca com métodos facilitadores de concentração de cardumes ou, na pesca embarcada, com motor ligado em movimento circular (cavalo-de-pau).

Leia Mais

Autorização Ambiental Pesca Amadora MS

Para pescar no MS é necessário possuir uma Autorização Ambiental para pesca amadora fora da época da Piracema. Veja abaixo o Passo a  passo para conseguir esta autorização.

Como obter uma Autorização Ambiental para pesca amadora no estado de Mato Grosso do Sul – MS?

  1. Acesse o site do imasul (www.imasul.ms.gov.br) e cadastre-se no Siriema.
  2. Preencha a guia de recolhimento e efetue o pagamento no Banco do Brasil (agência, caixa eletrônico ou internet).
  3. Após o pagamento, acesse o site do IMASUL para imprimir a autorização ambiental em formato de “carteira”.
  4. Leve sempre a sua Carteira de pescador e documento pessoal quando for pescar.

Obs: Aposentados e/ou mulheres acima de 60 anos e homens acima de 65 anos são isentos da atxa ambiental, podendo se cadastrar no site do IMASUL e imprimir a sua autorização ambiental sem taxa nenhuma.

Leia Mais

Arborização urbana: como plantar as mudas e escolher as espécies de árvores

A arborização urbana é fundamental para garantir o conforto e bem-estar de quem vive na cidade, pois as árvores funcionam como um filtro ambiental, reduzindo a poluição atmosférica, amenizando o calor, diminuindo a insolação e a velocidade dos ventos, e abafando ruídos. As árvores também contribuem no combate à erosão e servem de abrigo e alimento para as aves.

Segundo a Associação Brasileira de Arborização urbana, para a escolha da espécie adequada ao plantio em vias públicas (ruas e calçadas), a árvore deve ter características como:

  • Estar adaptada ao clima do local;
  • Ser preferencialmente uma espécie nativa da vegetação local;
  • Possuir porte adequado ao espaço disponível;
  • Não apresentar princípios tóxicos ou alérgicos;
  • Devem-se evitar espécies que necessitem de poda frequente, que tenham tronco frágil, caule e ramos quebradiços.

A escolha correta das árvores é importante, porque evita que elas causem problemas para a infra-estrutura do meio urbano, como as redes de água e esgoto, a rede elétrica, o calçamento das ruas e a circulação de pedestres e carros.

É muito fácil contribuir para a conservação das árvores e mudas existentes nas ruas da sua cidade. Basta cuidar das espécies localizadas em frente à sua casa: regando-as na época de seca e quando necessário.

Espécies indicadas para o plantio em ruas e avenidas:

  • De pequeno porte: plantio em locais sob rede elétrica. Exemplo: Murta-de-cheiro, Escova-de-garrafa, Ipê-de-jardim, flamboyant-mirim, grevilha-anã, redesá.
  • De médio porte: plantio em locais sem rede elétrica e com calçada com menos de 3 m. de largura. Exemplo: Pata-de-vaca, falso-chorão, quaresmeira, canelinha, magnólia, manacá-as-serra.
  • Grande porte: plantio em locais sem rede elétrica e com calçada com mais de 3 m. de largura. Exemplo: Angico, jacarandá-mimoso, pau-brasil, oiti, ipê, sibipiruna.

É recomendável que o plantio das mudas seja feito no inicio da estação chuvosa. Caso seja feito na estação das secas, as mudas devem ser irrigadas diariamente durante 30 a 45 dias após o plantio.

Veja como a muda deve ser plantada:

Arborização urbana - Forma certa de plantar árvores
Arborização urbana - Forma certa de plantar árvores

Atenção, quando for plantar respeite as seguintes distâncias mínimas:

  • Entre árvores de pequeno porte: 5,0 metros
  • Entre árvores de médio e grande porte: 7,0 metros
  • Entre árvores de pequeno porte e postes: 5,0 metros
  • Entre árvores de médio e grande porte e postes: 7,0 metros
  • Entre a esquina e as árvores: 5,0 metros
  • Entre as árvores e as entradas de garagens: 5,0 metros

Leia Mais

Geoprocessamento: você sabe o que é e para que serve?

O Geoprocessamento é uma técnica de análise de dados e informações que considera a sua distribuição no espaço geográfico.

É um instrumento que pode ser utilizado em pesquisas científicas de todas as áreas e estudos ambientais, e permite, em geral, resultados muito interessantes e práticos.

Na Engenharia Ambiental, o geoprocessamento pode ser amplamente utilizado, por exemplo, na determinação da vulnerabilidade de aquíferos, no mapeamento de áreas degradadas, na escolha da melhor locação para obras de saneamento e até mesmo no mapeamento da qualidade de água em reservatórios.

Em geral, as ferramentas utilizadas para aplicação do geoprocessamento são os softwares SIGs (Sistemas de Informações Geográficas) e as imagens de satélite, radar e aéreas. Quando da aplicação do geoprocessamento em uma pesquisa os dados são todos tratados no computador, porém mesmo assim é necessário ir a campo para fazer o controle das informações que estão sendo obtidas. Nestas saídas a campo, é necessário levar um aparelho de GPS.

Leia Mais