Plano de resíduos sólidos

O que é?

É um instrumento de planejamento que visa o aperfeiçoamento da gestão dos serviços de limpeza pública.

Os planos são elaborados para vigência por prazo indeterminado, com horizonte de atuação de vinte anos e revisões a cada quatro anos.

Um plano de resíduo sólido consiste em:

  • Diagnóstico, que tem como base o levantamento de dados, análises do modelo de gestão e gerenciamento dos resíduos sólidos;
  • Prospectivas da geração de resíduos sólidos, por meio de proposição de cenários;
  • Diretrizes e estratégias para o planejamento e as demais atividades de gestão;
  • Indicadores de desempenho operacional e ambiental dos serviços públicos de limpeza e de manejo dos resíduos;
  • Metas de redução, reutilização, coleta seletiva e para reciclagem;
  • Metas para o aproveitamento energético dos gases gerados nas unidades de disposição final de resíduos sólidos;
  • Metas para a eliminação e recuperação de lixões, associados à inclusão social e à emancipação econômica de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis;
  • Programas, projetos e ações para o atendimento das metas previstas;
  • Medidas, condicionantes e normas técnicas.

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ABORDAGENS DA TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO

Este texto fala sobre:

  • ABORDAGEM CLÁSSICA
  • ABORDAGEM COMPORTAMENTAL
  • ABORDAGEM ESTRUTURALISTA
  • ABORDAGEM SISTÊMICA
  • ABORDAGEM CONTINGENCIAL.

INTRODUÇÃO:

A administração é processo ou atividade dinâmica, que consiste em tomar decisões sobre objetivos e recursos. O processo de administrar (ou processo administrativo) é inerente a qualquer situação em que haja pessoas utilizando recursos para atingir algum tipo de objetivo.

A origem da administração remonta aos Filósofos gregos, passando de Sócrates, Rousseau, Adam Smith a Karl Marx, entre outros.

Deve-se ressaltar que os conceitos, pensamentos e as teorias da administração são produtos do ambiente, forças sociais, econômicas, políticas, tecnológicas e culturais vigentes na época de sua concepção. A partir desta premissa o presente trabalho tem por objetivo apresentar as abordagens teóricas da administração, a partir das diversas variáveis presentes no momento de sua elaboração.

ABORDAGEM CLÁSSICA

TEORIA DA ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA (TAYLOR, FREDERICK WINSLOW.)

Frederick Winslow Taylor foi o criador e participante mais destacado do movimento da administração científica. Seu trabalho junta-se ao de outras pessoas que, na mesma época, compartilhavam esforços para desenvolver princípios e técnicas de eficiência, que possibilitassem resolver os grandes problemas enfrentados pelas empresas industriais.

Esta teoria surgiu no início do século passado, da necessidade de aumentar a produtividade e preocupava-se principalmente com a organização das tarefas, com racionalização do trabalho. E consiste que os administradores podem determinar cientificamente a melhor maneira para realizar uma determina atividades e/ou tarefa. Esta teoria trabalha para aumentar a eficiência da mão-de-obra. Desta maneira, Frederick W. Taylor e seus colaboradores (Henry L. Gantt, Frank Gilbreth e Lillian Gilbreth) criaram os princípios da administração científica. científica científica científica científica científica ci
Frederick W. Taylor baseou seu sistema no estudo de tempos e movimentos, cronometrando os tempos e movimentos de operários siderúrgicos. Criou também o sistema de tarifas diferenciadas, onde o empresário remunerava seus funcionários por desempenho. A teoria de tempos e movimentos de Taylor aumentava a produtividade assustadoramente, tornando os processos mais eficientes e rápidos, desta maneira, trabalhadores e sindicatos começaram a se opor a esta teoria, pois com o aumento na produtividade e maior eficiência, acabariam os trabalhos disponíveis, causando assim demissões.

Taylor baseou sua filosofia em quatro pilares:
• O desenvolvimento de uma verdadeira ciência da administração, de modo que pudesse ser determinado o melhor método para realizar cada tarefa;
• A seleção científica dos trabalhadores, de modo que cada um deles ficasse responsável pela tarefa para a qual fosse mais bem habilitado;
• A educação e o desenvolvimento científico do trabalho; e,
• A cooperação íntima e amigável entre a administração e os trabalhadores.
A administração cientifica tem como pontos negativos:
• Superespecialização do operário;
• Visão microscópica do homem;
• Ausência de comprovação científica;
• Abordagem incompleta da organização;
• Abordagem prescritiva e normativa;
• Abordagem de sistema aberto.

É provável que o taylorismo, como são conhecidas as técnicas da administração científica, tivesse tido êxito qualquer que fosse o estágio de desenvolvimento da indústria na época e em qualquer contexto ideológico. Porém, o taylorismo formou parceria com a notável expansão da indústria e com outra inovação revolucionária do início do século: a linha de montagem de Henry Ford.

TEORIA CLÁSSICA DA ADMINISTRAÇÃO (FAYOL, HENRI.)

Henri Fayol é fundador da teoria clássica da administração. Esta teoria defendia a estrutura organizacional da empresa, com a departamentalização e com o processo administrativo. A teoria clássica surgiu da necessidade de encontrar as linhas mestras para administrar organizações complexas como as fábricas.
Fayol defendia que a prática administrativa era sistemática e por isso poderia ser identificada e analisada. A sua preocupação era aumentar a eficiência da empresa através de sua organização e da aplicação de princípios gerais de Administração (Hierarquia, Equidade, Iniciativa, etc).
Fayol acreditava que com previsão científica e métodos adequados de Administração, os resultados satisfatórios eram inevitáveis. Fayol se preocupava com a organização como um todo e dividiu as operações da organização em seis atividades: técnica, comercial, financeira, segurança, contábil e administrativa

TEORIA DA BUROCRACIA (WEBER, MAX.)

Max Weber não tentou definir as organizações, nem estabelecer padrões que elas devessem seguir. Weber não defendeu uma receita de organização. Seu tipo ideal não é um modelo prescritivo, mas uma abstração descritiva. É um esquema que procura sintetizar os pontos comuns à maioria das organizações formais modernas, que contrastam com as sociedades primitivas e feudais. Weber pintou a burocracia como máquina completamente impessoal, que funciona de acordo com regras, enquanto as pessoas ficam em plano secundário ou nem são consideradas. Weber estudou o alicerce formal-legal em que as organizações reais se assentam, focalizando sua atenção no processo de autoridade- obediência (ou processo de dominação) que, no caso das organizações modernas, depende de leis. No modelo de Weber, organização formal e organização burocrática são sinônimos.
Alguns estudiosos acreditam que o tipo ideal de Weber nunca é alcançado, porque as organizações são essencialmente sistemas sociais, feitos de pessoas, e as pessoas não existem apenas para as organizações. As pessoas têm interesses independentes das organizações em que vivem ou trabalham e levam para dentro delas toda a sua vida externa. Portanto, dentro das organizações coexistem a vida profissional do funcionário e seus interesses pessoais. Os funcionários não são seres exclusivamente burocráticos e as organizações refletem as imperfeições dos seres humanos.

Referências Bibliográficas:
Viotto, Paulo Jair. Teoria Geral da Administração. Apostila. 2006
Ferreira, Francis Haime Giacomelli. A Evolução de uma Ciência Chamada Administração. Internet: http://www.bte.com.br.

ABORDAGEM COMPORTAMENTAL

Definição de Administração dentro desta abordagem: é o trabalho com indivíduos e grupos para a realização dos objetivos da organização. E, tem como a forma ideal de administrar a que prioriza a importância de compreender e conhecer os subordinados e suas necessidades de modo a motivá-los e a obter melhores resultados por meio deles.

É com a abordagem comportamental que a preocupação com a estrutura se desloca para a preocupação com os processos e com a dinâmica organizacional. Veio significar uma nova direção e um novo enfoque dentro da teoria administrativa: a abordagem das ciências do comportamento, o abandono das posições normativas e prescritivas das teorias anteriores e a adoção de posições explicativas e descritivas. A ênfase permanece nas pessoas, mas dentro de um contexto organizacional.

Mary Parker Follet, a principal precursora desta abordagem, sempre esteve preocupada com o papel e o comportamento do indivíduo dentro do grupo e da sociedade. Chester Barnard reconhece a importância da organização informal e mostra que só é possível o exercício eficiente da autoridade se houver aceitação dos subordinados. Introduz a preocupação do homem como ser social.

Os experimentos de Elton Mayo em Hawthorne – verificou que o que motivava os empregados era a atenção que lhes era dada pelos experimentadores e pela alta administração da empresa.1 As atitudes do empregados para com seu cargo e supervisores são importantes para melhoria dos níveis de produção. As pessoas se sentem melhor quando têm a oportunidade de discutir um problema, mesmo quando este não é corrigido.2 Então, começou a tomar vulto a preocupação com a motivação dos empregados, com a necessidade de compreender as relações entre as pessoas e com a importância de ouvir os empregados para melhorar a produção.

A Teoria das Necessidades de Maslow – uma necessidade satisfeita não é um motivador de comportamento. O que motiva as pessoas são as necessidades insatisfeitas. O progresso é causado pelo esforço das pessoas para satisfazer às suas necessidades. Quando uma necessidade prioritária é satisfeita outras emergem e ocupam o primeiro lugar na lista de prioridades, conforme a Pirâmide de Maslow: 1- necessidades fisiológicas, 2- necessidades de segurança, 3- necessidades sociais, 4- necessidades de estima e 5- necessidades de auto-realização.5

Teoria das relações humanas-Fundamentada em grande parte nas idéias de Elton Mayo, baseada no princípio de que a remuneração não era suficiente para motivar os empregados a conseguir resultados favoráveis, ele preconizava que era necessário manter o ‘moral’ do pessoal elevado e, para isso, o importante seria manter um ambiente agradável e humano na empresa, além de remuneração adequada.
Em vez de focar a estrutura formal, a atenção sempre foi à organização informal, o conjunto de relações sociais não prevista em regulamentos e organogramas. Em sentido mais amplo, a organização informal é conseqüência do fato de que não se pode reduzir o comportamento humano a um conjunto de reações mecânicas e automáticas e a regulamentos restritos.

Tomada de Decisões-A teoria de decisão nasceu com Herbert Simon. A Teoria Comportamental concebe a organização como um sistema de decisões. Neste sistema, cada pessoa participa escolhendo e tomando decisões individuais a respeito de alternativas mais ou menos racionais de comportamento. Para a Teoria Comportamental todos os níveis hierárquicos são tomadores de decisão relacionados ou não com o trabalho.

ABORDAGEM ESTRUTURALISTA

Desenvolveu a partir dos estudos sobre as limitações e rigidez do modelo burocrático. Os estruturalistas introduziram o modelo de sistema aberto no estudo das organizações e tentaram compatibilizar as contribuições clássicas e humanísticas: uma abordagem múltipla e compreensiva na análise das organizações, visualizando-as como complexos de estruturas formais e informais.3
Para o estruturalismo é de especial importância o relacionamento da parte na constituição do todo, ou seja, que estruturalismo implica em totalidade e interdependência. Crítica ao caráter ilusório da participação nas decisões, colocada na abordagem humanística. Encara como sendo na verdade uma forma de fazer com que os subordinados acatem decisões previamente tomadas, em função de uma ilusão de participação e de poder.

IDÉIAS CENTRAIS

O Homem Organizacional – precisa apresentar flexibilidade, resistência à frustração, capacidade de adiar as recompensas e o desejo permanente de realização. Desta forma, a cooperação é conseguida em função do desejo intenso de obtenção de recompensas sociais e materiais, o qual também é responsável pela submissão do indivíduo ao processo muitas vezes doloroso de socialização para o desempenho de vários de seus papéis, especialmente daqueles mais especializados.

Os Conflitos Inevitáveis – conflito entre grupos é um processo social fundamental. É o conflito o grande elemento propulsor do desenvolvimento, embora isto nem sempre ocorra. Não são, portanto, todos os conflitos desejáveis, mas sua existência não pode ser ignorada. Segundo Amitai Etzioni, há na organização tensões inevitáveis, de vários tipos, que podem ser reduzidas, mas não eliminadas. Estas tensões situam-se entre necessidades organizacionais e individuais, racionalidade e irracionalidade, disciplina e liberdade, relações formais e informais, entre níveis hierárquicos e entre unidades administrativas.

Os Incentivos Mistos – entendendo a organização como um sistema formal no qual o trabalhador tinha um papel absolutamente passivo e a natureza humana como egocêntrica e voltada tão somente para fins econômicos, os incentivos eficientes teriam necessariamente que ser monetários. Entendendo a organização como um emaranhado de grupos informais que colaboram ou não com a administração na medida em que esta lhes oferecesse ou não status, prestígio e circunstâncias favoráveis ao desenvolvimento da amizade e do companheirismo, teria que superestimar os incentivos e as recompensas psicossociais.

Referências Bibliográficas
Lacombre, F., Heilborn, G. Administração – Princípios e Tendências.São Paulo: Saraiva, 2003.
Trewatha, R. L., Newport, M. G. Administração: funções e comportamento. São Paulo: Saraiva, 1979.
Chiavenato, I. Administração – Teoria, Processo e Prática. São Paulo: McGraw-Hill,1987.
Motta, F. C. P. Teoria Geral da Administração. São Paulo: Livraria Pioneira, 1973.

ABORDAGEM SISTÊMICA
A Abordagem Sistêmica da Administração trata de três escolas principais:

1. Cibernética: é a teoria dos sistemas de controle baseada na comunicação (transferência de informação) entre o sistema e o meio e dentro do sistema, e do controle (retroação) da função dos sistemas com respeito ao ambiente.

Os sistemas cibernéticos apresentam três propriedades principais:
a) São excessivamente complexos, portanto devem ser focalizados através da caixa negra.
O sistema recebe entradas ou insumos para poder operar, processando ou transformando essas entradas em saídas (outputs). Através da saída, o sistema exporta o resultado de suas operações para o meio ambiente. O conceito de caixa negra refere-se a um sistema onde seu interior não pode ser desvendado, e são conhecidos através de manipulações ou de observação externa. São sistemas impenetráveis ou inacessíveis e/ou sistemas é excessivamente complexos.

b) São probabilísticos, portanto, devem ser focalizados através da estatística e da teoria da informação.
A retroação (feedback) serve para comparar a maneira como um sistema funciona em relação ao padrão estabelecido para ele funcionar: quando ocorre alguma diferença (desvio ou discrepância) entre ambos, a retroação incumbe-se de regular a entrada para que sua saída se aproxime do padrão estabelecido, o que é fundamental para o equilíbrio do sistema.

c) São auto-regulados, portanto, devem ser focalizados através da retroação que garante a homeostase.
A homeostasia é um equilíbrio dinâmico obtido através do feedback. É a capacidade que tem o sistema de manter certas variáveis dentro de limites, mesmo quando os estímulos do meio externo forçam essas variáveis a assumir valores que ultrapassam os limites da normalidade.

Um dos grandes problemas da Cibernética é a representação de sistemas originais através de outros sistemas comparáveis, que são denominados modelos.
Principais Conseqüências da Cibernética na Administração
“Se a primeira Revolução Industrial desvalorizou o esforço muscular humano, a segunda Revolução Industrial (provocada pela Cibernética) está levando a uma desvalorização do cérebro humano”.
• Automação: engenhos com dispositivos que tratam informações e produzem ações/respostas.
• Informática: ferramenta tecnológica à disposição do homem para promover seu desenvolvimento.

2. Teoria Matemática da Administração:  Teoria Matemática põe ênfase no processo decisório e procura tratá-lo de modo lógico e racional. Permite novas técnicas de planejamento e controle no emprego de recursos materiais, financeiros e humanos e diminui os riscos envolvidos nos planos que afetam o futuro a curto ou longo prazo. Segundo a Teoria da Decisão, todo o problemas administrativo equivale a um processo de decisão. .
Necessidade de Modelos Matemáticos em Administração: A Teoria Matemática preocupa-se em construir modelos matemáticos capazes de simular situações reais na empresa, normalmente futuras, que visam a avaliação da probabilidade de ocorrência e a resolução de problemas de tomada de decisão.

3. Teoria de Sistemas: A Teoria Geral de Sistemas não busca solucionar problemas ou tentar soluções práticas, mas sim produzir teorias e formulações conceituais que possam criar condições de aplicações na realidade empírica. A importância da TGS é significativa tendo em vista a necessidade de se avaliar a organização como um todo e não somente em departamentos ou setores.

Parâmetros dos Sistemas
• Entrada ou insumo ou impulso: (input).
• Saída ou produto ou resultado: (output.
• Processamento ou processador ou transformador: (throughput.
• retroação, retroalimentação ou retroinformação (feedback).
• Ambiente (meio que envolve externamente o sistema).

Tipos de Sistemas
Quanto à sua constituição, os sistemas podem ser físicos ou abstratos:
• Sistemas físicos ou concretos (hardware).
• Sistemas abstratos (software).

Quanto à sua natureza, os sistemas podem ser abertos ou fechados.
• Sistemas fechados: sistemas que não apresentam intercâmbio com o meio ambiente externo,
• Sistemas abertos: sistemas que apresentam relações de intercâmbio, através de entradas e saídas.
O Sistema Aberto: O Sistema Aberto mantém um intercâmbio de transações e conserva-se constantemente no mesmo estado (auto-regulação), apesar da matéria e energia que o integram se renovarem constantemente (equilíbrio dinâmico ou homeostase). O sistema aberto é influenciado pelo meio ambiente e influi sobre ele, alcançando um estado de equilíbrio dinâmico nesse meio.

A Organização como um Sistema Aberto: A descrição de sistema aberto é exatamente aplicável a uma organização empresarial. Uma empresa é um sistema criado pelo homem e mantém uma dinâmica interação com seu meio ambiente.

Influi sobre o meio ambiente e recebe influências dele. É um sistema integrado por diversas partes relacionadas entre si, que trabalham em harmonia umas com as outras, com a finalidade de alcançar uma série de objetivos, tanto da organização como de seus participantes.

O Homem Funcional: A Teoria de Sistemas baseia-se no conceito do “homem funcional”, que comporta-se em um papel dentro das organizações, inter-relacionado-se com os demais indivíduos como um sistema aberto. A perspectiva sistêmica trouxe uma nova maneira de ver as coisas, não somente em termos de abrangência, mas principalmente quanto ao enfoque, o enfoque do todo e das partes, do dentro e do fora, do total e da especialização, da integração interna e da adaptação externa, da eficiência e da eficácia.

ABORDAGEM CONTIGENCIAL

A teoria da contingência enfatiza que não há nada de absoluto nas organizações ou na teoria administrativa, tudo é relativo, tudo depende. Em vez de uma relação de causa e efeito existe uma relação funcional entre elas do tipo “se-então”.

A teoria da contingência nasceu a partir de uma série de pesquisas feitas para verificar os modelos de estruturas organizacionais mais eficazes em determinados tipos de indústrias em diferentes condições. Os resultados das pesquisas, resumem que não há uma única e melhor forma de organizar.

1. Chandler – pesquisou empresas americanas e conclui que elas foram gradativamente determinadas pela sua estratégia mercadológica e por um grande processo histórico.
2. Burns e Stalker – pesquisaram indústrias inglesas para verificar a relação existente entre as práticas administrativas e o ambiente externo dessas indústrias. Classificaram as indústrias como organizações mecanísticas, seguindo a Teoria Clássica, ou orgânicas, seguindo a Teoria das Relações Humanas.
3. Lawrence e Lorsch – pesquisaram sobre o confrontamento entre organização e ambiente que marca o aparecimento da Teoria da Contingência, concluíram que os problemas organizacionais são a diferenciação e a integração.
4. Joan Woodward – investigou para saber se os princípios de administração propostos pelas várias teorias administrativas correlacionavam-se com êxito do negócio quando postos em prática.

Do ponto de vista da administração, a tecnologia pode ser abordada e analisada sob vários ângulos e perspectivas, tal a sua complexidade. Assim a necessidade de classificações e tipologias de tecnologia para facilitar sua administração.

5. Tipologia de Thompson (Thompson) – Classificou a tecnologia em 6, entre elas definindo como em linha de produção em massa, em tecnologia intensiva, flexível, fixa e de produto abstrato.

O arranjo organizacional: As organizações são, de um lado, sistemas abertos, sua eficácia reside na tomada de decisões capazes de permitir que a organização se antecipe as oportunidades, se defendam das coações e se ajuste as contingências do ambiente.
Por outro lado, as organizações são sistemas fechados, tendo em vista que o nível operacional funciona em termos de certeza e de previsibilidade, operando a tecnologia de acordo com eficiência reside nas operações executadas dentro de programas, rotinas e procedimentos cíclicos, repetitivos, e moldes da melhor maneira.

Organizações por equipe: A mais recente tendência tem sido o esforço das organizações em implementar os conceitos de equipe.A cadeia vertical de comando constitui um poderoso meio de controle, mas seu ponto frágil é jogar a responsabilidade para o topo. A abordagem de equipes torna as organizações mais flexíveis e ágeis ao ambiente global e competitivo. Existem dois tipos de equipes: a funcional (vários departamentos) e a permanente (departamentos formais).

O Homem Complexo: “Homem Complexo”: o homem como um sistema complexo de valores, percepções, características pessoais e necessidade, porém variável, tem muitas motivações, que se encontram dispostas em uma certa hierarquia e sujeita a mudanças de situação à situação e de momento à momento.

Consenso dos autores quanto ao relativismo em administração  A visão contingencial requer habilidades de diagnóstico situacional não somente habilidades de aplicar ferramentas ou esquemas de trabalho. Administração não é somente indicar o que fazer, mas principalmente analisar por que fazer as coisas.

A Teoria Contingencial põe forte ênfase no ambiente, focalizando a organização de fora para dentro, na tecnologia, meios de se utilizar adequadamente da tecnologia que proporciona os produtos/serviços da organização e integra e compatibiliza as abordagens de sistemas fechado e de sistema aberto, mostrando que as abordagens mecanísticas se preocuparam com os aspectos internos da organização, e as orgânicas voltaram-se para os aspectos da periferia e dos níveis .

Referência Bibliográfica
CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. 4. ed. São Paulo: Makron, 1993.
http://www.admbrasil.com.br

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Métodos de Valoração Ambiental para Resíduos Sólidos

Assim como existem diversas maneiras de valoração ambiental, o mesmo ocorre com as metodologias para a valoração dos resíduos. Então buscou-se citar aqui alguns modelos de valoração ambiental freqüentemente utilizados (Logística reversa, Duston (1993), e Calderoni (2003).

Devido à crescente preocupação ecológica dos consumidores, às novas legislações ambientais, e os novos padrões de competitividade de serviços ao cliente e às preocupações com a imagem corporativa, tem havido incentivo cada vez maior à criação de canais reversos de distribuição, que solucionem o problema da quantidade de produtos descartados no meio ambiente (LACERDA, 2003). Neste sentido, a metodologia da “logística de fluxos de retorno”, ou “logística reversa”, visa à eficiente execução da recuperação de produtos. Tem como propósitos a redução, a disposição e o gerenciamento de resíduos tóxicos e não tóxicos (GOMES & RIBEIRO, 2004).

De acordo com Bowersox & Closs (2001), as necessidades da logística reversa também decorrem do crescente número de leis que proíbem o descarte indiscriminado e incentivam a reciclagem de recipientes de bebidas e materiais de embalagem. O aspecto mais significativo da logística reversa é a necessidade de um máximo controle quando existe uma possível responsabilidade por danos à saúde (por exemplo, um produto contaminado). Nesse sentido, um programa de retirada do mercado é semelhante a uma estratégia de serviço máximo ao cliente, que deve ser executado independentemente do custo.

Pode-se, então, definir a logística reversa, conforme Rogers & Tibben-Lembke (1999), como o processo de planejamento, implementação e controle do fluxo de matérias-primas, estoque em processamento e produtos acabados (e seu fluxo de informação) do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado.

O processo de logística reversa, segundo Leite (2003), apresenta três pontos de vista: logístico, financeiro e ambiental:

  1. Logístico: onde o ciclo de vida de um produto não se encerra com a sua entrega ao cliente. Produtos que se tornam obsoletos, danificados, ou não funcionam devem retornar ao seu ponto de origem, para serem adequadamente descartados, reparados ou reaproveitados;
  2. Financeiro: existe o custo relacionado ao gerenciamento do fluxo reverso, que se soma aos custos de compra de matéria-prima, de armazenagem, transporte e estocagem e de produção já tradicionalmente considerados na logística;
  3. Ambiental: devem ser considerados, e avaliados, os impactos do produto sobre o meio ambiente durante toda sua vida útil. Este tipo de visão sistêmica é importante para que o planejamento da rede logística envolva todas as etapas do ciclo de vida do produto.

Outro método de valoração aplicável foi proposto por Duston (1993), o qual obtém a viabilidade econômica da reciclagem a partir da subtração do valor alcançado com a venda dos materiais, do valor da coleta/separação de tais materiais (coleta seletiva). Esta metodologia reflete apenas os valores diretos gerados para o empreendimento que vende seus resíduos através da equação:

G = V – C (1)

Onde: G = Ganho com a reciclagem;
V = Venda dos materiais recicláveis;
C = Custo do processo de reciclagem.

Já Sabetai Calderoni (2003) propõe uma fórmula mais complexa pois, em sua proposta, inclui a valoração não só dos ganhos para a indústria mas, também, dos ganhos para a sociedade, poder público e meio ambiente. Esta metodologia vem sendo aplicada para valorar ganhos ou perdas relacionadas com resíduos sólidos comuns. A utilização dessa metodologia para resíduos industriais, como por exemplo, resíduos perigosos, ainda não foi aplicada.

O modelo proposto por Calderoni (2003) é:
G = (Vc – Vp) – C + E + W + M + H + A + D (2)

Onde: G = Ganho com a reciclagem;
Vc = Ganho com a venda dos materiais recicláveis;
Vp = Gasto com aquisição dos materiais
C = Custo do processo de reciclagem;
E = Custo evitado de disposição final
W = Ganhos decorrentes da economia no consumo de energia (Wh);
M = Ganhos decorrentes da economia de matérias primas;
H = Ganhos decorrentes da economia de recursos hídricos;
A = Ganhos com a economia de controle ambiental;
D = Demais ganhos econômicos (divisas, subsídios, vida útil do equipamento, etc).
O termo (Vc –Vp) dessa equação se refere ao valor da venda do matéria para reciclagem, Calderoni (2003) explica que o V com sinal positivo se aplica para o ponte de vista de quem vende, e o V com sinal negativo é o custo pra quem compra o material.

O item C refere-se ao custo que essa reciclagem pode gerar, que é o custo do transporte, e/ou armazenamento, e/ou de enfardamento quando necessário, e qualquer outra forma de beneficiamento que se faça necessária para a reciclagem, estão incluídos também custos administrativos.

O termo E é o custo evitado de disposição final, abrangendo: o aterro ou a incineração, o transporte e o transbordo e, eventualmente, a disposição em locais inadequados como rios, terrenos públicos ou particulares. Nos custos de Aterros e incineradores deverão ser considerados tanto os custos de implantação, como os de operação e manutenção, o mesmo aplicando-se à frota de veículos utilizada.

O ganho em termos de economia de energia elétrica é representado por W na equação e deve-se ao fato que a produção a partir de materiais reciclados requer um consumo menor de energia, do que a produção a partir da matéria-prima vigem. Tais ganhos são de: 95% no caso do alumínio; 78,7% no caso do plástico; 71% no caso do papel; 74 % no caso do aço e 13% no caso do vidro (CALDERONI, 2003).

Os ganhos decorrentes da economia de matérias-primas (M), como bauxita, barrilha e resinas termoplásticas, advém do fato de que estas já estão contidas nos materiais recicláveis.

A economia de água (H) no processo produtivo deve-se a fato de que a produção a partir de recicláveis requer menos água do que a produção a partir de matérias-primas virgens.

Verificam-se, também outros ganhos econômicos decorrentes da reciclagem (D), tais como o alongamento da vida útil dos equipamentos (CALDERONI, 2003).

FONTE: ESTUDO DA VIABILIDADE DA IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE BOLSA DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS NO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE – MS – Daniel de Castro Jorge Silva – Trabalho de Conclusão de Curso submetido ao Curso de Graduação em Engenharia Ambiental da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – 2008

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Valoração Ambiental de Resíduos Sólidos

A economia ambiental é fundamentada na teoria econômica neoclássica, tendo surgido nas décadas de 50 e 60, nos EUA, se propondo a estudar métodos de valoração que buscassem integrar as dimensões da sustentabilidade, de forma a determinar os valores econômicos de bens e serviços que não têm preço no mercado. Trata-se da denominada valoração ambiental integrada e que se avalia um ativo ambiental ou um bem ou serviço pelas perspectivas ecológicas e econômicas, considerando as variáveis sócio-econômicas e ambientais (SANCHES, 2004).

A valoração ambiental integrada permite mensurar o valor monetário do recurso natural pelas óticas do valor econômico e do  valor ecológico. O primeiro é o valor de uso do ativo natural pela abordagem antropocêntrica, de conteúdo puramente utilitarista, do recurso natural. O segundo está intimamente ligado à ética do usuário em relação ao meio ambiente. Portanto, o valor intrínseco tem forte ligação com a percepção e as atitudes das pessoas, no que se refere à sustentabilidade do ativo natural, em relação a conservá-lo/preservá-lo para as futuras gerações (MOTA, 2001).

A valoração ambiental pode considerar conceitos globais ou específicos, conforme o objetivo de quem a propõe. No caso deste trabalho a valoração ambiental é restrita e aplicada, especificamente, aos resíduos industriais e, também, pode incluir, indiretamente, outros aspectos relacionados aos diferentes recursos naturais, como por exemplo, recursos hídricos e fontes de energia, entre outros. Portanto a valoração dos resíduos é um importante subsídio na tomada de decisão dos gestores industriais e do poder público, na busca pelo desenvolvimento sustentável.

FONTE: ESTUDO DA VIABILIDADE DA IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE BOLSA DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS NO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE – MS – Daniel de Castro Jorge Silva – Trabalho de Conclusão de Curso submetido ao Curso de Graduação em Engenharia Ambiental da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – 2008

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