O que é ecoturismo?

O ecoturismo é composto por um conjunto de princípios de respeito à natureza e à cultura local. Para ser seu praticante, também é preciso compreender e respeitar essas dimensões. Assim sendo foi traçado um perfil para o praticante dessa modalidade de turista. Quem é ele? Quais são suas necessidades e aspirações?

Os ecoturistas são pessoas que apresentam elevado grau de instrução: a maioria faz ou já concluiu um curso superior moram em grandes centros urbanos, cujo cotidiano é agitado, estressante e isento de contato com a natureza, possuem médio e alto poder de compra e idade compreendida entre 20 e 40 anos. Procuram por um contato positivo com o meio ambiente e também por atividades de relaxamento, contemplação e lazer. Preferem locais que respeitam as culturas tradicionais e a natureza. Querem aprender e buscam informações e esclarecimentos nas destinações visitadas.

São ávidos por informações do local, principalmente sobre as características da natureza, ou seja, pessoas que se apresentam motivadas para aprender sobre rios, montanhas, oceanos, florestas, árvores, flores e fauna silvestres. Preocupam-se em sentir e perceber algo mais sobre uma paisagem ou elemento da natureza, por exemplo, a importância da natureza para a sociedade, seu valor histórico, produção de recursos (alimentos e matéria-prima), oportunidades de reflexão, contemplação, controle de processos (controle de erosões e inundações, fotossíntese e produção de biomassa), entre outros. Procuram, além desse rico contato, vivenciar novos modos de vida e esperam ver o dinheiro que gastam em suas viagens, contribuindo para a conservação e para o benefício da economia local.

O ecoturista espera o fornecimento mais profundo e apropriado de explicação sobre a natureza e a cultura dos locais visitados. Conseqüentemente, pessoas que trabalham com o ecoturismo devem ser capazes de explicar conceitos, de entender a estrutura e a dinâmica básica dos ecossistemas e das paisagens naturais, e ser capazes de explanar sobre as conseqüências das mudanças promovidas pelo ser humano, considerando os princípios básicos da preservação ambiental.

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Turismo e suas Divisões

Para fins estatísticos, de planejamento e considerando a origem e o destino do visitante o turismo pode assumir as seguintes formas: interno ou doméstico, receptivo, emissor, interior, nacional, internacional.

Turismo interno, doméstico ou interior: é o turismo dentro das fronteiras de um país, viagens realizadas dentro do próprio país pelos seus habitantes ou visitantes estrangeiros.

Turismo receptivo: O complexo de bens e serviços utilizados ou utilizáveis para o exercício da atividade turística. A localidade que acolhe o visitante denomina-se receptiva.

Turismo emissivo: toda atividade que envolve a saída de pessoas para viajar para outra localidade nesse caso existe a evasão de divisas.

Turismo nacional: é a soma de todas as atividades ligadas ao ato de viajar dentro de um determinado país, podendo ser praticado pelos habitantes locais ou estrangeiros.

Turismo internacional: é o ato de viajar entre países.

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Diferença entre Reserva Legal e RPPN

Qual a diferença entre Reserva Legal e RPPN?

A diferença é que a Reserva Legal é a manutenção de uma percentagem da área nativa conservada na propriedade, sendo obrigação do proprietário, conforme determina o Código Florestal. Essa percentagem varia de acordo com a região do país.

A Reserva Legal não é um ato voluntário do proprietário. É o cumprimento da lei. Já a RPPN é criada por ato voluntário do proprietário que decide ter uma Unidade de Conservação em suas terras.

A RPPN pode se sobrepor à Reserva Legal?

Sim. Como a RPPN é uma área que possui maior restrição de uso do que a Reserva Legal, ela pode se sobrepor a essa última. Da mesma forma, a RPPN pode conter, no seu perímetro, Áreas de Preservação Permantentes (APPs), como, por exemplo, as matas ciliares.

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Desapropriação e venda de RPPN

Depois de criada a RPPN, posso vender a propriedade?

Sim. Se você vender sua propriedade, os novos donos e seus herdeiros terão que respeitar a RPPN pois não há maneira de revogar o título de reconhecimento da reserva.

Minha RPPN pode ser desapropriada para projetos de Reforma Agrária?

A Constituição Federal estabelece no Art. 186 que a função social da propriedade é cumprida quando, entre outros, atende o requisito de utilização racional e adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente. Mas é importante ressaltar que uma RPPN não poderá ser desapropriada para fins sociais, uma vez que já cumpre o seu papel social com a proteção do Patrimônio Natural ali existente.

 

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O que é Plano de Manejo?

O Plano de Manejo é um documento de planejamento onde são definidas as linhas básicas de funcionamento da Unidade de Conservação. Toda UC deve ter o seu Plano de Manejo e, mais do que simplesmente ter, deve fazer com que esse seja de fato útil para orientar todas as ações que serão realizadas dentro da reserva, bem como nas suas relações com atividades do entorno e com a região que se insere.

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Diagnóstico Ambiental no manejo

O diagnóstico é uma etapa fundamental no planejamento e no manejo de qualquer Unidade de Conservação, pois traz as informações sobre os diferentes aspectos da área, como composição da fauna e da flora, constituição geológica, principais feições de relevo e características socioeconômicas regionais, entre outras.

Para a realização de um diagnóstico é necessário que sejam contempladas pelo menos três escalas de área: a propriedade como um todo, a reserva e a região do entorno. Para cada uma dessas escalas, o gau de complexidade dos diagnósticos pode ser diferente, não sendo necessária, para todas essas áreas de abrangência, a coleta de dados primários, isto é, dados coletados diretamente em campo.

Em geral, esse trabalho é feito por equipes multidisciplinares. A contratação de diversos especialistas para elaboração de um diagnóstico completo tem custo elevado, o que torna inviável para alguns proprietários, cobrir todos os temas sugerido no roteiro metodológico com informações resultantes de dados primários. Alguns temas, no entanto, são imprescindíveis para uma boa caracterização da área, permitindo, assim, a realização de um diagnóstico adequado e, consequentemente, de um bom planejamento.

Em relação aos fatores relacionados ao meio físico, também chamados de fatores abióticos, são mais relevantes temas como hidrografia, geologia e relevo, visando levantar possíveis pontos de maior fragilidade quanto à erosão ou então áreas potenciais para visitação em função de atrativos cênicos, montanhas e cavernas, entre outros.

Em relação ao meio biótico, em geral fazem parte dos diagnósticos a vegetação, além de alguns grupos da fauna (notadamente de vertebrados), como mamíferos, aves, répteis e anfíbios. Um bom diagnóstico da vegetação é fundamental para a definição dos diferentes ambientes na área de abrangência do Plano de Manejo. Essa etapa permite a caracterização das diferentes zonas da reserva para fins do zoneamento. A definição dos diferentes tipos de cobertura vegetal deve ser feita em uma escala compatível com os objetivos de planejamento da reserva.

 

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