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Exercícios de escala númerica

Exercícios para treinar os conhecimentos de cartografia, especificamente escala numérica.
1) Qual a dimensão real de uma estrada que, em uma carta cuja escala é 1:20.000, é representada por 8,0cm?
2) Em uma determinada carta, qual a distância correspondente a 12,5Km no terreno, sendo a escala da referida carta igual a 1:50.000?
3) Qual a escala de uma carta na qual uma estrada de 1600m reais é representada por 64,0cm?
4) A distância medida entre dois pontos em uma carta na escala 1:250.000 é de 0,007m. No terreno, qual a distância corresponde a esses dois pontos?
5) Qual a distância gráfica representada em uma carta na escala1:25.000, de um canal de 0,5Km de extensão ? Resposta em cm e mm.
6) Ao medirmos em uma carta uma distância de 0,066m, e sabendo que a distância verdadeira correspondente é de 6.600m, qual será a escala da carta onde foi realizada a medição?
7) Ao consultarmos uma carta na escala 1:250.000 verificamos a existência de um canal medindo 12,0mm. Qual será o seu tamanho real?
8) A ponte Rio – Niterói, com 14Km de extensão, é representada em uma carta na escala 1:50.000 com que valor? Resposta em m, cm e mm.
9) Em uma carta, verificamos que um segmento AB mede 0,008m. O correspondente a esse segmento no terreno é igual a 400m. Determine a escala da carta onde estamos trabalhando.
10) Determine a escala de uma carta onde um viaduto é representado com 3,0cm de extensão, sabendo-se que em uma outra carta na escala de 1:50.000 este mesmo viaduto mede 15,0mm.
11) Em uma carta na escala 1:50.000 a distância entre dois pontos A e B é indicada por 12,0cm. Em uma outra carta, cuja escala desconhecemos, para essa mesma distância encontramos 24,0cm. Determine a escala dessa carta.
12) Uma distância gráfica de 0,004m, corresponde a uma distância no terreno de 200m. Responda qual a escala da carta.

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Auditoria Ambiental

A Norma NBR ISO 14.010 define Auditoria Ambiental como o “processo sistemático e documentado de verificação, executado para obter e avaliar, de forma objetiva, evidências de auditoria para determinar se as atividades, eventos, sistemas de gestão e condições ambientais específicos ou as informações relacionadas a estes estão em conformidade com os critérios de auditoria e para comunicar os resultados deste processo ao cliente”.
Resumindo e simplificando o conceito acima temos que a Auditoria Ambiental é “um processo sistemático e formal de verificação, por uma parte auditora, se a conduta ambiental e/ou desempenho ambiental de uma entidade auditada atendem a um conjunto de critérios especificados.” (Philippi Jr. & Aguiar, 2004)
A auditoria ambiental é o retrato do desempenho ambiental da empresa em um determinado momento, ou seja, verifica se até aquele ponto a empresa está atendendo os padrões ambientais estabelecidos pela legislação ambiental vigente. Ou seja, a auditoria ambiental visa principalmente verificar o sistema de gestão ambiental de uma organização.
A auditoria ambiental é uma ferramenta importante que deve ser usada pelas empresas para controlar a observância a critérios e medidas estipulados com o objetivo de evitar a degradação ambiental, que em geral decorre quando há falta ou pouco controle do impacto ambiental das operações.

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O que é ecoturismo?

O ecoturismo é composto por um conjunto de princípios de respeito à natureza e à cultura local. Para ser seu praticante, também é preciso compreender e respeitar essas dimensões. Assim sendo foi traçado um perfil para o praticante dessa modalidade de turista. Quem é ele? Quais são suas necessidades e aspirações?
Os ecoturistas são pessoas que apresentam elevado grau de instrução: a maioria faz ou já concluiu um curso superior moram em grandes centros urbanos, cujo cotidiano é agitado, estressante e isento de contato com a natureza, possuem médio e alto poder de compra e idade compreendida entre 20 e 40 anos. Procuram por um contato positivo com o meio ambiente e também por atividades de relaxamento, contemplação e lazer. Preferem locais que respeitam as culturas tradicionais e a natureza. Querem aprender e buscam informações e esclarecimentos nas destinações visitadas.
São ávidos por informações do local, principalmente sobre as características da natureza, ou seja, pessoas que se apresentam motivadas para aprender sobre rios, montanhas, oceanos, florestas, árvores, flores e fauna silvestres. Preocupam-se em sentir e perceber algo mais sobre uma paisagem ou elemento da natureza, por exemplo, a importância da natureza para a sociedade, seu valor histórico, produção de recursos (alimentos e matéria-prima), oportunidades de reflexão, contemplação, controle de processos (controle de erosões e inundações, fotossíntese e produção de biomassa), entre outros. Procuram, além desse rico contato, vivenciar novos modos de vida e esperam ver o dinheiro que gastam em suas viagens, contribuindo para a conservação e para o benefício da economia local.
O ecoturista espera o fornecimento mais profundo e apropriado de explicação sobre a natureza e a cultura dos locais visitados. Conseqüentemente, pessoas que trabalham com o ecoturismo devem ser capazes de explicar conceitos, de entender a estrutura e a dinâmica básica dos ecossistemas e das paisagens naturais, e ser capazes de explanar sobre as conseqüências das mudanças promovidas pelo ser humano, considerando os princípios básicos da preservação ambiental.

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Turismo e suas Divisões

Para fins estatísticos, de planejamento e considerando a origem e o destino do visitante o turismo pode assumir as seguintes formas: interno ou doméstico, receptivo, emissor, interior, nacional, internacional.
Turismo interno, doméstico ou interior: é o turismo dentro das fronteiras de um país, viagens realizadas dentro do próprio país pelos seus habitantes ou visitantes estrangeiros.
Turismo receptivo: O complexo de bens e serviços utilizados ou utilizáveis para o exercício da atividade turística. A localidade que acolhe o visitante denomina-se receptiva.
Turismo emissivo: toda atividade que envolve a saída de pessoas para viajar para outra localidade nesse caso existe a evasão de divisas.
Turismo nacional: é a soma de todas as atividades ligadas ao ato de viajar dentro de um determinado país, podendo ser praticado pelos habitantes locais ou estrangeiros.
Turismo internacional: é o ato de viajar entre países.

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Consumo Consciente

Turismo e Desenvolvimento Sustentável

Pontos Vitais do Desenvolvimento Sustentável
Sustentabilidade do ambiente: assegura a compatibilidade do desenvolvimento com a manutenção dos processos ecológicos essenciais, bem como com a diversidade e recursos biológicos.
Sustentabilidade social e cultural: assegura que o desenvolvimento aumenta o controle das pessoas sobre as suas vidas, é compatível com a cultura e os valores morais do povo por ele alcançado e que mantém e fortalece a identidade da comunidade.
Sustentabilidade econômica: assegura que o desenvolvimento é economicamente eficaz e que os recursos são geridos de modo que possam suportar as gerações futuras.
O turismo sustentável constitui um modelo de desenvolvimento econômico concebido para:
• Melhorar a qualidade de vida da comunidade visitada;
• Oferecer ao visitante uma elevada qualidade de experiências;
• Manter a qualidade do ambiente de que tanto a comunidade anfitriã como os visitantes dependem.
Podemos dizer que o turismo sustentável:
• Estimula a compreensão dos impactos do turismo sobre os ambientes natural, cultural e humano.
• Assegura uma distribuição equilibrada de custos e benefícios.
• Origina a criação de emprego local, quer diretamente no setor turístico, quer nos diversos setores de apoio e gestão de recursos.
• Estimula a criação de indústrias domésticas lucrativas – hotéis e outras instalações de hospedagem, restaurantes e outros serviços de restauração, redes de transportes, artesanato e serviços de guias.
• Gera a entrada de divisas estrangeiras no país e a injeção de capital na economia local.
• Diversifica a economia local, principalmente em áreas rurais onde o emprego agrário pode ser esporádico ou insuficiente.
• Procura tomar decisões em todos os segmentos da sociedade, de modo que os usuários do turismo e de outros recursos possam co-habitar.
• Inclui a planificação e demarcação de áreas que assegurem um desenvolvimento apropriado do turismo face à capacidade de regeneração do ecossistema.
• Estimula melhorias em nível de transportes locais, comunicações e outras infra-estruturas básicas da comunidade.
• Cria instalações recreativas que podem ser utilizadas quer pela comunidade local quer pelos visitantes nacionais e estrangeiros.
• Também estimula e ajuda a custear a preservação dos locais arqueológicos e das localidades e edifícios históricos.
• Estimula a utilização produtiva dos terrenos destinados à agricultura, permitindo simultaneamente que vastos espaços sejam cobertos por vegetação natural.
• Melhora a auto-estima da comunidade local e fornecem oportunidade para uma maior compreensão e comunicação entre pessoas de diversas origens.
• Demonstra a importância dos recursos naturais e culturais para o bem-estar econômico e social das comunidades e pode ajudar a preservá-los.
• Supervisiona, avalia e gere os impactos que tem sobre o ambiente, desenvolve métodos confiáveis para definir responsabilidades e combater quaisquer efeitos negativos.

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Diferença entre Reserva Legal e RPPN

Qual a diferença entre Reserva Legal e RPPN?
A diferença é que a Reserva Legal é a manutenção de uma percentagem da área nativa conservada na propriedade, sendo obrigação do proprietário, conforme determina o Código Florestal. Essa percentagem varia de acordo com a região do país.
A Reserva Legal não é um ato voluntário do proprietário. É o cumprimento da lei. Já a RPPN é criada por ato voluntário do proprietário que decide ter uma Unidade de Conservação em suas terras.
A RPPN pode se sobrepor à Reserva Legal?
Sim. Como a RPPN é uma área que possui maior restrição de uso do que a Reserva Legal, ela pode se sobrepor a essa última. Da mesma forma, a RPPN pode conter, no seu perímetro, Áreas de Preservação Permantentes (APPs), como, por exemplo, as matas ciliares.

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Desapropriação e venda de RPPN

Depois de criada a RPPN, posso vender a propriedade?
Sim. Se você vender sua propriedade, os novos donos e seus herdeiros terão que respeitar a RPPN pois não há maneira de revogar o título de reconhecimento da reserva.
Minha RPPN pode ser desapropriada para projetos de Reforma Agrária?
A Constituição Federal estabelece no Art. 186 que a função social da propriedade é cumprida quando, entre outros, atende o requisito de utilização racional e adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente. Mas é importante ressaltar que uma RPPN não poderá ser desapropriada para fins sociais, uma vez que já cumpre o seu papel social com a proteção do Patrimônio Natural ali existente.
 

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O que é Plano de Manejo?

O Plano de Manejo é um documento de planejamento onde são definidas as linhas básicas de funcionamento da Unidade de Conservação. Toda UC deve ter o seu Plano de Manejo e, mais do que simplesmente ter, deve fazer com que esse seja de fato útil para orientar todas as ações que serão realizadas dentro da reserva, bem como nas suas relações com atividades do entorno e com a região que se insere.

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Diagnóstico Ambiental no manejo

O diagnóstico é uma etapa fundamental no planejamento e no manejo de qualquer Unidade de Conservação, pois traz as informações sobre os diferentes aspectos da área, como composição da fauna e da flora, constituição geológica, principais feições de relevo e características socioeconômicas regionais, entre outras.
Para a realização de um diagnóstico é necessário que sejam contempladas pelo menos três escalas de área: a propriedade como um todo, a reserva e a região do entorno. Para cada uma dessas escalas, o gau de complexidade dos diagnósticos pode ser diferente, não sendo necessária, para todas essas áreas de abrangência, a coleta de dados primários, isto é, dados coletados diretamente em campo.
Em geral, esse trabalho é feito por equipes multidisciplinares. A contratação de diversos especialistas para elaboração de um diagnóstico completo tem custo elevado, o que torna inviável para alguns proprietários, cobrir todos os temas sugerido no roteiro metodológico com informações resultantes de dados primários. Alguns temas, no entanto, são imprescindíveis para uma boa caracterização da área, permitindo, assim, a realização de um diagnóstico adequado e, consequentemente, de um bom planejamento.
Em relação aos fatores relacionados ao meio físico, também chamados de fatores abióticos, são mais relevantes temas como hidrografia, geologia e relevo, visando levantar possíveis pontos de maior fragilidade quanto à erosão ou então áreas potenciais para visitação em função de atrativos cênicos, montanhas e cavernas, entre outros.
Em relação ao meio biótico, em geral fazem parte dos diagnósticos a vegetação, além de alguns grupos da fauna (notadamente de vertebrados), como mamíferos, aves, répteis e anfíbios. Um bom diagnóstico da vegetação é fundamental para a definição dos diferentes ambientes na área de abrangência do Plano de Manejo. Essa etapa permite a caracterização das diferentes zonas da reserva para fins do zoneamento. A definição dos diferentes tipos de cobertura vegetal deve ser feita em uma escala compatível com os objetivos de planejamento da reserva.
 

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O que é RPPN?

A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) é uma Unidade de Conservação (UC) privada, gravada com perpetuidade, com o objetivo de conservar a diversidade biológica. Esta categoria de UC possui características biológicas que, na maioria das vezes, são únicas e contribuem de maneira fundamental para a conservação de importantes amostras da biodiversidade mundial.
Uma RPPN não tem restrição quanto ao tamanho e pode promover atividades de pesquisa científica, conservação, turismo e educação ambiental. Além de melhorarem a qualidade ambiental das propriedades, as RPPNs têm grande potencial como instrumento de conservação da biodiversidade regional, pois ajudam a proteger a fauna, flora, água e aumentam a extensão de áreas de proteção legal.