Assoreamento em Rios e Reservatórios

Consequências do processo de assoreamento em rios e reservatórios:
• Afeta a navegabilidade;
• Desequilíbrio dos ecossistemas aquaticos;
• Diminuição do oxigenio da água, prejudicando a biota que realiza fotossíntese;
• Gera inundações, enchentes e etc;
• Prejudica os usos consuntivos do recurso;
• Pode bloquear tubulações e tomadas d’água.
• Diminuição do volume útil do reservatório;
• Efeitos sobre as estruturas; aumento de pressão na barragem, corrosão dos canais de adução e fuga, pás das turbinas e obstrução do sistema de refrigeração;
• Afogamento de locais de desova, alimentação e abrigo dos peixes;
• Formação de bancos de areia alterando e dificultando as rotas de navegação;
• Dificuldade ou impedimento da entrada da água nas tomadas d’água de sistemas de captação para fins agrícolas, pecuários, de saneamento urbano, industriais, etc;

Consequências causadas pelo assoreamento à montante e à jusante de um reservatório.

À montante:
• Perda de capacidade do reservatório;
• Deposição no delta: dificuldade para navegação, enchentes, danos em estruturas;
• Abrasão: danos em estruturas, turbinas e máquinas;
• Perda de energia: perda na geração;
• Tomadas d’água, válvulas de descargas e comportas podem sofrer danos e ou ficarem bloqueadas e inoperantes pelos sedimentos.

À jusante:
• A degradação no canal de jusante pode afetar estruturas como pontes e tubulações, portos fluviais, e outras obras ao longo do curso d’água.
• Pode ocorrer também aprofundamento do leito e erosão nas margens do canal a jusante da barragem.

Quais as principais finalidades de um levantamento topo-batimétrico? E quais os produtos deste levantamento?

A determinação da nova capacidade e do grau de assoreamento são as principais finalidades do levantamento topo-batimétrico. Pode-se citar resumidamente os seguintes produtos do levantamento:
• determinação do volume de água ou capacidade do reservatório nas condições atuais (da época do levantamento), sendo a capacidade remanescente;
• determinação da nova área do espelho d’água;
• desenho das novas curvas cota x área e cota x volume;
determinação da nova geometria do leito do reservatório;
• desenho da curva de dejeção de sedimentos;
• verificação das características físicas dos sedimentos acumulados;
• quantificação do sedimento assoreado no período, por comparação com levantamentos anteriores ou do mapa da época de formação do reservatório;
• determinação da capacidade de retenção de sedimentos pelo reservatório;
• determinação da descarga sólida média afluente;
• verificação da porcentagem de sedimento depositado no reservatório, no volume morto e o volume perdido na área do volume útil.

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