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Sustentabilidade

Unidades de Uso Sustentável

1) Florestas (nacionais, estaduais e municipais)
Áreas extensas, com cobertura florestal predominantemente nativa, que oferecem condições para produção sustentável de madeira e de outros produtos florestais, proteção de recursos hídricos e recreação ao ar livre. São áreas de domínio público e administração governamental.
2) Áreas de Proteção Ambiental (APAs)
Áreas em geral extensas, com certo grau de ocupação humana, dotadas de atributos abióticos, bióticos, estéticos ou culturais especialmente importantes para a qualidade de vida e o bem-estar das populações humanas.
3) Reserva de Fauna
Área natural com populações animais de espécies nativas, terrestres ou aquáticas, residentes ou migratórias, adequadas para estudo técnico-científicos sobre o manejo econômico sustentável de recursos faunísticos. A Reserva de Fauna é de posse e domínio públicos.
4) Estradas Parque
Áreas na forma de faixas lineares, compreendendo a totalidade ou parte de rodovias de alto valor panorâmico, cultural ou recreativo, incluindo como limites as terras adjacentes em ambos os lados das rodovias assim designadas, essenciais para a manutenção da sua integridade paisagística e ambiental. São constituídas por terras públicas ou privadas.
5) Reservas Extrativistas
Áreas naturais pouco alteradas, ocupadas por grupos sociais que tenham como fonte de sobrevivência a coleta de produtos de flora nativa e que a realizem segundo formas tradicionais de atividade econômica puramente extrativista e de acordo com planos de manejo preestabelecidos.

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Gestão Ambiental

Tipos de fiscalização ambiental

1) Fiscalização de rotina: É a fiscalização de forma planejada, um instrumento de controle preventivo que pode ocorrer de forma sistemática, baseado em programação preestabelecida.
2) Fiscalização de ordem: Por determinação ou solicitação superior institucional.
3) Fiscalização de denúncias: Por atendimento a denúncia formal ou informal. Durante a fiscalização é preenchido um Formulário de Denúncia.
4) Fiscalização judicial: Por mandado judicial ou requerimento do Ministério Público.
5) Fiscalização emergencial: Para coibir a infração de alto impacto ambiental oriunda de acidente ambiental ou prevenir danos à saúde humana, a espécies ameaçadas ou áreas protegidas.

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Resumo: origem dos solos

Os solos são os produtos dos agentes de intemperização atuando sobre as rochas.
Intemperização: é um conjunto de fenômenos naturais, físicos e químicos, que atuam sobre as rochas transformando-as de material coerente em incoerente (solos). Existem dois tipos de intemperização, a mecânica e a química.

  • Intemperização mecânica: provoca a desintegração ou desagregação das rochas. Agentes: a água e o vento, auxiliados pelas variações de temperatura.
  • Intemperização química: causa decomposição ou alteração das rochas. Os solos originados possuem composição química diferente daquela da rocha matriz, enquanto na intemperização mecânica a composição química permanece inalterada.
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O que é um criadouro de fauna?

É todo empreendimento autorizado por órgãos ambientais competentes para criar e comercializar animais silvestres e pode ser dividido nas seguintes categorias:
Criadouro científico para fins de conservação: todo empreendimento, de pessoa física ou jurídica, vinculado a planos de manejo reconhecidos, coordenados ou autorizados pelo órgão ambiental, com finalidade de: criar, recriar, reproduzir, e manter espécimes da fauna silvestre nativa em cativeiro para fins de realizar e subsidiar programas de conservação.
Criadouro científico para fins de pesquisa: todo empreendimento, somente de pessoa jurídica, vinculado a instituições de pesquisa ou de ensino e pesquisa legalmente constituídas com finalidade de: criar, recriar, reproduzir e manter espécimes da fauna silvestre em cativeiro para fins de realizar e subsidiar pesquisas científicas, ensino e extensão.
Criadouro comercial: todo empreendimento de pessoa física ou jurídica com finalidade de: criar, recriar, terminar, reproduzir e manter espécimes da fauna silvestre em cativeiro para fins de alienação de espécimes, partes, produtos e subprodutos.

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conceitos Educação Ambiental

Resumo: Bacia do Rio Mimoso

O rio Mimoso é um dos mais importantes rios do município de Bonito-MS. A região onde nascem e correm todos os seus cursos d’água forma uma das mais belas paisagens naturais da região. Em seus 50 quilômetros de extensão, nasce na zona de amortecimento do Parque Nacional da Serra da Bodoquena, atravessa regiões montanhosas e deságua no rio Formoso.
O rio foi subdividido pela população local em três regiões: Alto, Médio e Baixo Mimoso. Seus principais afluentes são: Córrego Taquara, Santa Eliza, Carrapicho, Piquitito e Barranco.
O clima da região é o tropical quente, com duas estações bem definidas, sendo localmente influenciado pelo relevo, que ameniza as temperaturas. O relevo é montanhoso e há diversos tipos de solos: podzóico, latossolo vermelho-escuro e vermelho-amarelo, regossolo e brunizen.
A vegetação desta região é caracterizada por faixas de mistura dos domínios de Mata Atlântica e Cerrado, apresentando características dos dois domínios.

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Cursos de Engenharia Ambiental Educação Ambiental Gestão Ambiental

Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs)

Reserva Particular do Patrimônio Natural é uma unidade de conservação de domínio privado a ser especialmente protegida por iniciativa de seu proprietário, mediante reconhecimento do poder público, por ser considerada de relevância para a conservação da biodiversidade.
É criada com base no princípio democrático da manifestação expressa do desejo do proprietário, onde a “vontade de proteger” e a importância da biodiversidade existente no imóvel são os pontos de partida que podem culminar na criação de uma RPPN.
O processo de criação deve obedecer à legislação vigente no âmbito federal e/ou estadual.
Criar uma RPPN significa proteger determinada porção do território para sempre. É um compromisso com o futuro. Mesmo que haja mudança de proprietários, por venda ou herança, os novos donos terão que manter o compromisso lavrado em cartório.

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Avaliação de Impactos Ambientais Controle Ambiental Cursos de Engenharia Ambiental Gestão Ambiental Planejamento Ambiental

Recuperação de áreas degradadas

Atualmente, a recuperação florestal em propriedades rurais tem se concentrado nas Áreas de Preservação Permanente, pois as matas ciliares desempenham importante papel ao proteger o sistema hídrico das microbacias. Em função de diversos fatores, nas Reservas Legais, as ações têm sido restritas, mas a recuperação é igualmente importante.
Na escolha da alternativa, independentemente se a área escolhida para iniciar a recuperação é RL ou APP, observar o seguinte:

  • As espécies de árvores nativas que existem na sua propriedade;
  • As características da área a ser recuperada. Ela pode ser uma pastagem degradada, um solo compactado ou um brejo. Cada área requer uma alternativa adequada à realidade ambiental encontrada.

Compreendida a realidade ambiental, seguem-se alguns passos:

  1. Isolamento da área: essa etapa consiste em isolar a área que se quer recuperar de animais que podem comer as mudas ou pisoteá-las.
  2. Controle de espécies exóticas: a invasão ou introdução de espécies exóticas é um problema ambiental mundial, pois ocupam o lugar de espécies nativas. É considerada uma das principais causas de insucesso em projetos de recuperação florestal.
  3. Escolha e implantação da alternativa mais adequada para sua propriedade: semeadura; poleiros artificiais; regeneração natural; plantio de mudas nativas.
  4. Acompanhamento e cuidado após o plantio: consiste nos cuidados a serem tomados após o plantio, sempre que se fizerem necessários. Envolve o combate de formigas cortadeiras, irrigação, capinas ou roçadas, coroamento individual ao redor das mudas, entre outros.
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Consumo Consciente Controle Ambiental Educação Ambiental Sustentabilidade

Rios em que o pesque e solte é permitido no MS

Modalidade de pesca amadora, o pesque e solte consiste no ato de pescar e soltar o peixe, imediatamente, no mesmo ambiente em que foi capturado.
Em alguns rios que banham o Mato Grosso do Sul essa prática é permitida quando munido de autorização ambiental. São eles:

  • Rio Perdido: nos municípios de Bonito, Jardim, Caracol e Porto Murtinho.
  • Rio Abobral: nos municípios de Aquidauana e Corumbá.
  • Rio Vermelho: no município de Corumbá.
  • Rio Negro: no trecho que vai da foz do Córrego Lageado até o brejo da Fazenda Fazendinha, no município de Aquidauana.
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conceitos Cursos de Engenharia Ambiental Desenvolvimento Sustentável Educação Ambiental Legislação Federal

Legislação Ambiental

O Código Florestal (Lei Federal nº 4.771 de 1965) é a lei que regula o uso das florestas, cerrados e outras vegetações em propriedades rurais. De acordo com o código, os proprietários rurais devem manter uma parte da vegetação nativa que existia antes da abertura da fazenda em áreas conhecidas como Reserva Legal e Área de Preservação Permanente. Caso já tenha sido derrubada, a vegetação deverá ser recuperada.
Reserva Legal (RL): É uma área da propriedade onde a floresta não pode ser derrubada em corte raso, podendo ser explorada sustentavelmente para fins lucrativos. A Lei exige que todos os imóveis devem ter uma área destinada a RL e seu tamanho varia de acordo com a região em que se encontra a propriedade:

  • 20% para propriedades com vegetação de mata atlântica, cerrado (fora da Amazônia Legal), caatinga, pantanal e campos sulinos;
  • 35% para cerrado na Amazônia Legal;
  • 80% para floresta na Amazônia Legal.

Área de Preservação Permanente (APP): são áreas onde não se pode fazer derrubadas para uso agrícola ou pecuário. Sua localização e o tamanho da área são definidos por lei e não depende da vontade do proprietário ou órgão público. São consideradas áreas de APP as matas ciliares, mangues e morros.

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conceitos Controle Ambiental Cursos de Engenharia Ambiental Educação Ambiental Sustentabilidade

Recursos ambientais e recursos naturais

A Lei nº 6.938/1981 cita como recursos ambientais: a atmosfera, as águas interiores, superficiais e subterrâneas, os estuários, o mar territorial, o solo, o subsolo e os elementos da biosfera.
Os recursos naturais podem ser classificados em recursos naturais renováveis, se após seu uso podem ser renovados, isto é, voltarem a estar disponíveis (flora, fauna, entre outros); e em recursos naturais não renováveis (petróleo, água, entre outros). O uso desses termos tem ocorrido com mais frequência para se referir a formas econômicas e racionais de utilizá-los de modo que os renováveis não se esgotem por mau uso e os não renováveis rapidamente deixem de existir.
Embora o termo “recursos naturais” seja bastante utilizado como referência aos cuidados com o ambiente, quase não faz mais parte da legislação brasileira recente, que adotou preferencialmente o termo “recursos ambientais”. Podemos, então, considerar que o conceito de recurso ambiental se refere não mais somente à capacidade da natureza de fornecer recurso físico, mas também de prover serviços e desempenhar funções de suporte à vida.