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Educação Ambiental

Zooplâncton: definição

Zooplâncton é um termo genérico para um grupo de animais de diferentes categorias sistemáticas, tendo como característica comum a coluna d’água como seu habitat principal.
A parte mais central de uma represa pode ser considerada como a região pelágica ou limnética, pois é neste local que minimizam os efeitos das margens e do fundo, este local é habitado pelo plâncton (zooplâncton e fitoplâncton) que se locomovem junto com as correntes existentes.
Os organismos zooplanctônicos constituem um importante grupo na cadeia alimentar dos ecossistemas aquáticos, pois é o elo de ligação entre os produtores (fitoplâncton) e os consumidores de maior nível da cadeia alimentar. Nos ecossistemas aquáticos continentais, os organismos zooplanctônicos são ou é representado principalmente pelos Protozoa, Rotifera, Cladocera e Copepoda.
Os componentes do zooplâncton apresentam regime alimentar diversificado, podendo ser bacteriófagos, detritívoros, herbívoros, carnívoros ou omnívoros. A maioria das espécies de Cladocera são filtradores, portanto sua alimentação básica se constitui de fitoplâncton, bactéria e detritos. Entre os Copepoda, os Calanoida são essencialmente filtradores e o fitoplâncton é a sua principal fonte de alimento, utilizando eventualmente detritos e bactérias. Os Copepoda Cyclopoida (pelo menos indivíduos maduros) são preferencialmente carnívoros, seu alimento preferido são os Rotifera e os Protozoa (Esteves, 1998). Os Cladocera e outros Copepoda são também muito consumidos. A preferência deve variar de espécie para espécie.
A disponibilidade de alimento e a predação, são variáveis de grande relevância nas comunidades zooplanctônicas; a diversidade e quantidade de organismos presentes podem sofrer alterações em função destas variáveis (Gliwicz et al. 1981, Saunders e Lewis 1988b). Também, fatores abióticos podem determinar a ocorrência e abundância de espécies planctônicas. Por exemplo, na Irlanda, não tem Daphnia em lagos com valores de baixo pH (Caroni e Irvine, 2000). A temperatura pode determinar a ocorrência de diferentes espécies no plâncton; Maier (1989) mostrou que algumas espécies de Copepoda foram adaptadas para temperatura baixa, e outros para temperatura mais alta.
 

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Tecnologias Ambientais

Satélite CBERs

O satélite CBERS possui um conjunto de sensores ou instrumentos – WFI (Câmera de Amplo Campo de Visada), CCD (Câmera Imageadora de Alta Resolução), IRMSS (Imageador por Varredura de Média Resolução), e HRC (Câmera Pancromática de Alta Resolução) com alto potencial de atender a múltiplos requisitos de aplicações. Porém, cada um desses sensores tem características próprias que os tornam mais adequados a certas categorias de aplicações.

CBERS Banda Comprimento Onda (µm)
Azul 1 0,45 a 0,52
Verde 2 0,52 a 0,59
Vermelho 3 0,63 a 0,69
Infravermelho 4 0,77 a 0,89
Pan 5 0,51 a 0,73

O potencial de aplicação de um dado sensor é estabelecido em função de suas características de resolução espacial, resolução temporal, e características espectrais e radiométricas. A fim de maximizar os resultados para melhor relação custo/benefício deve-se considerar o compromisso entre as necessidades da aplicação e as características dos sensores.
A seguir são indicadas algumas aplicações para cada câmera.
A Câmera Imageadora de Alta Resolução (CCD), por possuir uma boa resolução espacial – 20 metros – em quatro bandas espectrais, mais uma pancromática, presta-se à observação de fenômenos ou objetos cujo detalhamento seja importante. Por possuir um campo de visada de 120 km, auxilia nos estudos municipais ou regionais. Dada a sua freqüência temporal de 26 dias, pode servir de suporte na análise de fenômenos que tenham duração compatível com esta resolução temporal. Essa resolução temporal pode ser melhorada, pois a CCD tem capacidade de visada lateral. Suas bandas estão situadas na faixa espectral do visível e do infravermelho próximo, o que permite bons contrastes entre vegetação e outros tipos de objetos.
Destacam-se como aplicações potenciais da CCD:
Vegetação: identificação de áreas de florestas, alterações florestais em parques, reservas, florestas nativas ou implantadas, quantificações de áreas, sinais de queimadas recentes.
Agricultura: identificação de campos agrícolas, quantificação de áreas, monitoramento do desenvolvimento e da expansão agrícola, quantificação de pivôs centrais, auxílio em previsão de safras, fiscalizações diversas.
Meio ambiente: identificação de anomalias antrópicas ao longo de cursos d´água, reservatórios, florestas, cercanias urbanas, estradas; análise de eventos episódicos naturais compatíveis com a resolução da Câmera, mapeamento de uso do solo, expansões urbanas.
Água: identificação de limites continente-água, estudos e gerenciamento costeiros, monitoramento de reservatórios.
Cartografia: dada a sua característica de permitir visadas laterais de até 32º a leste e a oeste, em pequenos passos, possibilita a obtenção de pares estereoscópicos e a conseqüente análise cartográfica. Essa característica também permite a obtenção de imagens de uma certa área no terreno em intervalos mais curtos, o que é útil para efeitos de monitoramento de fenômenos dinâmicos.
Geologia e solos: apoio a levantamentos de solos e geológicos.
Educação: geração de material de apoio a atividades educacionais em geografia, meio ambiente, e outras disciplinas.
O IRMSS (Imageador por Varredura de Média Resolução), presente nos CBERS-1 e 2, tem duas bandas espectrais na região do infravermelho médio e uma pancromática, com 80 metros de resolução espacial, mais uma banda na região do infravermelho termal com 160 metros. Suas aplicações são as mesmas da CCD, com as devidas adaptações. Outras aplicações são:
Análise de fenômenos que apresentem alterações de temperatura da superfície.
Geração de mosaicos estaduais.
Geração de cartas-imagens.
O WFI (Imageador de Amplo Campo de Visada) pode imagear grandes extensões territoriais, de 890 km. Essa característica torna o WFI muito interessante para observar fenômenos cuja magnitude ou interesse seja nas escalas macro-regionais ou estaduais. Em função dessa ampla cobertura espacial, sua resolução temporal também tem um ganho – podem ser geradas imagens de uma dada região com menos de cinco dias de intervalo. Entre as aplicações, podem ser mencionadas:
Geração de mosaicos nacionais ou estaduais.
Geração de índices de vegetação para fins de monitoramento.
Monitoramento de fenômenos dinâmicos, como safras agrícolas, queimadas persistentes.
Sistema de alerta, em que a imagem WFI serve como indicativo para a aquisição de imagens de mais alta resolução da CCD ou do IRMSS.
Acoplamento a outros sistemas mundiais de coleta de dados de baixa a média resolução.
A HRC (Câmera Pancromática de Alta Resolução) pode imagear uma faixa relativamente estreita – 27 km -, mas com altíssima resolução, de 2,7 de dimensão de pixel. O modo de operação está estabelecido em uma revisita de 130 dias. Ou seja, ao longo do ano será possível ter ao menos duas coberturas completas do país. Com esta câmera não será possível ter estereoscopia. Entre as aplicações, podem ser mencionadas:
Geração de mosaicos nacionais ou estaduais detalhados.
Atualização de cartas temáticas e outros tipos de cartas.
Geração de produtos para fins de planejamento local ou municipal.
Aplicações urbanas e de inteligência.