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Gestão Ambiental Neutralização de carbono

Calcule sua pegada de carbono

Você tem idéia da emissão diária de gases estufa que é gerada pelas suas atividades cotidianas, como dirigir, usar energia elétrica, viajar e etc.
Para calcular a sua pegada de carbono, isto é, quanto as suas atividades emitem de gases estufa, em termos de gás carbônico, use as calculadoras abaixo:
http://www.climaeconsumo.org.br/calculadora.html
http://www.florestasdofuturo.org.br/paginas/home.php?pg=calculadora/index

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Consumo Consciente

Consumo Sustentável

Link muito útil para todos aqueles que trabalham com educação e projetos sócio-ambientais, com enfoque em consumo sustentável ou consumo consciente.
http://www.idec.org.br/consumosustentavel/

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Planejamento Ambiental Recursos Hídricos

Água – o que as empresas podem fazer

Vencendo o desafio da escassez de Água – o que as empresas podem fazer
As empresas podem agir de muitas formas – individualmente, coletivamente, e em parceria com outras – para enfrentar os desafios da manutenção do abastecimento de água da humanidade:

  • Reduzindo a utilização da água, bem como das descargas poluidoras/fluxos de águas residuárias ao longo da cadeia de abastecimento;
  • Criando produtos e serviços que reduzam a utilização de água e as descargas por parte do cliente final;
  • Ajudando a desenvolver e promover soluções adequadas que levem em conta diferentes realidades contextuais, como a cultura, poder de compra, escassez de água, variações climáticas e diversificação econômica;
  • Reduzindo o consumo e poupando dinheiro, a partir do reconhecimento de que os custos vão aumentar e a água disponível diminuir, olhando para além da fronteira da fábrica, escritório, cadeia de abastecimento;
  • Contribuindo para uma maior conscientização dos desafios da água;
  • Atuando proativamente na comunidade local, reconhecendo a oportunidade de criar novos mercados;
  • Fazendo chegar mensagens claras aos dirigentes políticos da água e de uma aplicação equitativa e coerente desse recurso;
  • Tentando, com outras partes interessadas, criar um conjunto bem definido de princípios para o setor da água.

Adaptado de: Relatório “As empresas no mundo da água”, WBCSD – World Business Council for Sustainable Development. Extraído de Ideia SocioAmbiental Edição Número 15

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Controle Ambiental Planejamento Ambiental Recursos Hídricos

Soluções Globais para a água

Soluções Globais para a água
Soluções técnicas:

  • Utilização da água do mar na indústria e na agricultura.
  • Desvios de água das zonas com abundância ára zonas de escassez de recursos hídricos.
  • Reciclagem de águas residuárias.
  • Aproveitamento do potencial calorífico das águas residuárias como fonte de energia.
  • Utilização das das águas residuárias para irrigação.
  • Novas técnicas de exploração de águas subterrâneas.
  • Combinação de técnicas de tratamento microbiológico de águas residuais com novas técnicas de separação por membranas.
  • Nanotecnologia, técnicas de dessalinização inovadoras.
  • Técnicas de cristalização.
  • Desenvolvimento de membranas.
  • Sistemas de tratamento de baixo custo dos pontos de utilização.
  • Produtos de consumo destinados à eliminação de bactérias, vírus, parasitas e metais pesados.

Aumento da produtividade agrícola da água:

  • Abordagens agrícolas mais eficientes.
  • Agricultura à base de água salgada.
  • Maior eficiência da utilização da água nas práticas agrícolas.

Soluções de redistribuição:

  • Reestruturação e recolocação da indústria em áreas de menor pressão sobre os recursos hídricos.
  • Proibição de emissão de licenças ambientais a indústrias que consumam recursos hídricos significativos.

Instrumentos e regulação econômica:

  • Aumento do preço da água
  • Maior regulação para o uso industrial da água

Proteção do Meio Ambiente e respectiva regulação:

  • Preservação e restauração de ecossistemas que otimizem a captação de água e a mitigação das cheias.
  • Incentivos a programas de economia de água.

Soluções de sensibilização:

  • Patrocínio de campanhas públicas de educação para a utilização da água.
  • Definição de objetivos ambiciosos de redução do consumo de água per capita.

Fonte: Relatório “As empresas no mundo da água”, WBCSD – World Business Council for Sustainable Development. Extraído de Ideia SocioAmbiental Edição Número 15

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Controle Ambiental Gestão Ambiental

Benefícios da implementação de Sistemas de Gestão Ambiental

Afinal, por que implementar Sistemas de Gestão Ambiental?
A crescente conscientização ambiental da sociedade aumentou a pressão sobre a comunidade empresarial de que os padrões de produção e consumo correntes são insustentáveis. Assim, as empresas entenderam que, para continuarem funcionando, terão que integrar, cada vez mais, componentes ambientais a suas estratégias comerciais e seu planejamento estratégico.
Atualmente, as empresas que oferecem mais informações sobre o seu desempenho ambiental melhoram as relações com acionistas, fornecedores e consumidores, e isso representa uma vantagem de mercado.
Normalmente, a implementação de um sistema de gestão ambiental é um processo voluntário. O grande motivo para a implantação desse sistema é que o meio ambiente representa ao mesmo tempo riscos e oportunidades, para que uma empresa seja bem-sucedida ela deve controlar os riscos e desenvolver as oportunidades.
Ao optar pela implantação de um SGA, as companhias não recebem apenas benefícios financeiros, como economia de matéria-prima, menores gastos com resíduos, aumento na eficiência na produção e vantagens de mercado, mas sim, estão também diminuindo os riscos de não gerenciar adequadamente seus aspectos ambientais, como acidentes, multas por descumprimento da legislação ambiental, incapacidade de obter crédito bancário e outros investimentos de capitais, e perda de mercados por incapacidade competitiva.
Benefícios da adoção de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA):

  1. Conformidade legal, evita: Penalidades; Indenizações civis e processo criminal; Menor tolerância das autoridades; Paralisação das atividades; Mudança de local.
  2. Melhoria da imagem da companhia (reputação), pois:
    Os consumidores preferem produtos ecologicamente corretos, e o mercado reconhece e valoriza organizações ambientalmente corretas cada vez mais;
    Instituições financeiras e seguradoras avaliam o desempenho ambiental das empresas;
    Transparência e empresas “limpas” são bem vistas;
  3. Melhoria da competitividade (vantagem de mercado), pois:
    Compromisso ambiental é prática básica no comércio internacional;
    Consumidores mais influentes começam a exigir critérios ambientais;
    Padrões internacionais mais rigorosos para acesso a mercados;
    Com a globalização da economia mundial e a criação de grandes blocos internacionais, como a União Européia, o cuidado com o meio ambiente passa a ser um fator estratégico.
  4.  Redução de custos, devido à:
    Minimização dos desperdícios de matéria-prima e insumos;
    Eliminação de risco de passivo ambiental e despesas dele decorrentes;
  5. Conformidade junto à matriz e/ou clientes;
    Prevenir problemas X Corrigir problemas (minimiza despesas com remediação e multas);
    Melhoria contínua  (estar sempre um passo adiante dos concorrentes).

Concluindo, cuidado com meio ambiente não é apenas sinônimo de despesa, pois o gerenciamento ambiental também pode significar economia de insumos, maior valor agregado ao produto, novas oportunidades de negócios e boa reputação para as empresas identificadas como ecologicamente corretas.

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Avaliação de Impactos Ambientais Controle Ambiental

Sobre o EIA/RIMA – Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto ao Meio Ambiente

Dentre os estudos ambientais, é muito importante conhecer o estudo de Avaliação de Impacto Ambiental chamado de Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto ao Meio Ambiente, ou EIA/RIMA. Estes dois documentos, que constituem um conjunto, objetivam avaliar os impactos ambientais decorrentes da instalação de um empreendimento e estabelecer programas para monitoramento e mitigação desses impactos.
A obrigação da elaboração de um estudo de Avaliação de Impacto Ambiental (AIA), na forma de um EIA/RIMA, é imposta apenas para algumas atividades com potencial altamente poluidor, pelos órgãos licenciadores competentes (estadual, municipal e o IBAMA) e pela legislação pertinente como a Resolução CONAMA no 001 de 1986 (vide figura 2), no âmbito do processo de licenciamento ambiental.
O Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto sobre o Meio Ambiente são um conjunto, a diferença entre estes dois documentos é que apenas o RIMA é de acesso público, pois o EIA contém maior número de informações sigilosas a respeito da atividade. Assim, o texto do RIMA deve ser mais acessível ao público, e instruído por mapas, quadros, gráficos e tantas outras técnicas quantas forem necessárias ao entendimento claro das conseqüências ambientais do projeto.
O EIA/RIMA é feito por uma equipe multidisciplinar, pois deve considerar o impacto da atividade sobre os diversos meios ambientais: natureza, patrimônio cultural e histórico, o meio ambiente do trabalho e o antrópico.
O EIA/RIMA cumpre o princípio da publicidade, pois permite a participação pública na aprovação de um processo de licenciamento ambiental que contenha este tipo de estudo, através de audiências públicas com a comunidade que será afetada pela instalação do projeto.
O conteúdo de um EIA/RIMA é estipulado por termo de referências dos órgãos ambientais competentes e pela legislação pertinente, como demonstra o extrato abaixo da Resolução CONAMA no 001 de 1986.
“Artigo 6º – O estudo de impacto ambiental desenvolverá, no mínimo, as seguintes atividades técnicas:
I – Diagnóstico ambiental da área de influência do projeto completa descrição e análise dos recursos ambientais e suas interações, tal como existem, de modo a caracterizar a situação ambiental da área, antes da implantação do projeto, considerando:
a) o meio físico – o subsolo, as águas, o ar e o clima, destacando os recursos minerais, a topografia, os tipos e aptidões do solo, os corpos d’água, o regime hidrológico, as correntes marinhas, as correntes atmosféricas;
b) o meio biológico e os ecossistemas naturais – a fauna e a flora, destacando as espécies indicadoras da qualidade ambiental, de valor científico e econômico, raras e ameaçadas de extinção e as áreas de preservação permanente;
c) o meio sócio-econômico – o uso e ocupação do solo, os usos da água e a sócio-economia, destacando os sítios e monumentos arqueológicos, históricos e culturais da comunidade, as relações de dependência entre a sociedade local, os recursos ambientais e a potencial utilização futura desses recursos.
II – Análise dos impactos ambientais do projeto e de suas alternativas, através de identificação, previsão da magnitude e interpretação da importância dos prováveis impactos relevantes, discriminando: os impactos positivos e negativos (benéficos e adversos), diretos e indiretos, imediatos e a médio e longo prazos, temporários e permanentes; seu grau de reversibilidade; suas propriedades cumulativas e sinérgicas; a distribuição dos ônus e benefícios sociais.
III – Definição das medidas mitigadoras dos impactos negativos, entre elas os equipamentos de controle e sistemas de tratamento de despejos, avaliando a eficiência de cada uma delas.
lV – Elaboração do programa de acompanhamento e monitoramento (os impactos positivos e negativos, indicando os fatores e parâmetros a serem considerados.”

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Gestão Ambiental Planejamento Ambiental

Definição de Plano de Manejo

Segundo a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, Plano de Manejo é um documento técnico mediante o qual se estabelece o zoneamento e as normas que devem presidir o uso da área e o manejo dos recursos naturais, inclusive a implantação das estruturas físicas necessárias à sua gestão.
O Plano de Manejo resulta do planejamento, considerado como uma técnica ou instrumento de organização de processos futuros que permite otimizar as ações destinadas a alcançar objetivos propostos para a área (Milano, 2001). Neste contexto o plano de manejo, contendo as orientações e informações ao adequado desenvolvimento das atividades e ações necessárias para se alcançar os objetivos, constitui-se no documento pelo qual se guiará o gestor da área nos seus trabalhos de administração (Milano, 2001).
Saiba mais em:
Milano, M. S. 2001. Conceitos básicos e Princípios Gerais de Planejamento, Manejo e Administração de Unidades de Conservação. In: FBPN (org.) Planejamento e Manejo de Áreas Naturais Protegidas. FBPN. Guaraqueçaba.