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Certificação Florestal Desenvolvimento Sustentável Gestão Ambiental

A importância da Mata Ciliar

Atualmente nas áreas urbanas parece que a população e os políticos já esqueceram o que é mata ciliar e qual sua importância, pois ao lado dos córregos, reservatórios e lagos urbanos em geral temos avenidas e ruas, e não florestas conservadas.
Na zona rural, o uso das áreas naturais e do solo para a agricultura, pecuária, loteamentos e construção de hidrelétricas contribuiram para a redução da vegetação original nas margens dos corpos d’água, chegando em muitos casos a ausência total da mata ciliar, mas qual a importância disso tudo?
Para falar da importância da Mata Ciliar, primeiro é preciso responder: O que é Mata Ciliar?
Mata ciliar é a formação vegetal localizada nas margens dos rios, córregos, lagos, represas e nascentes, ou seja, localizada nas margens dos corpos d’água. A mata ciliar também é conhecida como mata de galeria, mata de várzea, vegetação ou floresta ripária. A área que abrange a mata ciliar é considerada pelo Código Florestal Federal como APP – “área de preservação permanente”, e possui diversas funções ambientais, devendo possuir uma extensão específica a ser preservada de acordo com a largura do rio, lago, represa ou nascente. (Veja a figura abaixo)

Largura das APPs segundo a Largura do corpo d\'água.
Largura das APPs segundo a Largura do corpo d'água.

E para percebermos a importância real da Mata Ciliar, é preciso responder: O que acontece sem a mata ciliar?
1 – ESCASSEZ DA ÁGUA
A ausência da mata ciliar faz com que a água da chuva escoe sobre a superfície, ou seja, aumenta o escoamento superficial e diminui a infiltração, diminuindo assim o armazenamento no lençol freático. Com isso, reduze-se o volume de água disponível no subsolo e acarreta em enchentes nos córregos, rios e os riachos durante as chuvas.
2 – EROSÃO E ASSOREAMENTO
A mata ciliar é uma proteção natural contra o assoreamento. Sem ela, a erosão das margens leva terra para dentro do rio, e os sólidos em suspensão trazem prejuízos ecológicos, dificuldade no tratamento de água para abastecimento, entupimento de tubulações de captação e assoreamento, mudando o curso do corpo d’água. O processo de erosão se torna acentuado principalmente devido a ocorrência de enchentes nas épocas de chuva.
3 – PRAGAS NA LAVOURA
A ausência ou a redução da mata ciliar pode provocar o aparecimento de pragas e doenças na lavoura e outros prejuízos econômicos às propriedades rurais.
4 – QUALIDADE DA ÁGUA
A mata ciliar possui grande importância na manutenção de boa qualidade da água, pois reduz a erosão das margens e consequentemente o assoreamento dos rios, que geram sólidos em suspensão e prejudicam a vida aquática e a qualidade da água para uso e consumo humano.
5 – MANUTENÇÃO DA BIODIVERSIDADE
A conservação dessas áreas naturais possibilitam que as espécies, tanto da flora, quanto da fauna, possam se deslocar, reproduzir e garantir a biodiversidade da região.
Um exemplo de empreendimento com a Mata ciliar preservada é o passeio de ecoturismo realizado no Recanto Ecológico Rio da Prata, em Jardim, Mato Grosso do Sul, região de Bonito e da Serra da Bodoquena.

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Controle Ambiental Desenvolvimento Sustentável Recursos Hídricos

Presente e Futuro em Meio Ambiente

Não há mais como ignorar o impacto das ações antrópicas sobre o meio ambiente. Tem muita gente no mundo, tem muito poluente novo e ainda temos pouco conhecimento dos efeitos deles sobre a nossa saúde.

Baseado nestes argumentos, traça-se um panorama do presente:

Presente:

1- É necessário resolver problemas ambientais urgentes e locais, como poluição do ar, poluição e perda de mananciais, desertificação, e etc.
2 – Em geral, aplicam-se recursos, energia e materiais para manter os problemas escondidos.
3- Adotamos as soluções ambientais disponíveis, geralmente sem planejamento e sem saber se é a melhor solução ambiental a ser adotada mesmo.
4 – Quando o assunto é custo/benefício sempre os custos das soluções com maiores benefícios ambientais são maiores, inviabilizando suas implementações.

Futuro:

1 – Precisamos aprender a aproveitar o potencial dos resíduos para as demandas do mundo atual, exemplo: água para agricultura, biomassa para as empresas fornecedoras de energia.
2 – É necessário desenvolver tecnologias ambientais com menores custos, visando viabilizar sua implementação.

É interessante que tem uma situação que resume bem o ponto de virada na adoção de medidas ambientais em que estamos agora: as escolhas que as empresas fornecedoras de água estão tendo que fazer.

Escolha atual para as empresas fornecedoras de água (concessionárias de abastecimento público):

– ou: Vamos proteger a qualidade do ambiente aquático, para manter a qualidade da nossa
matéria prima aceitável? (implica: fazer esforço político a longo prazo, investimento em tecnologia, infra-estrutura, programas de recuperação e de monitoramento ambiental. Implica: DINHEIRO PARA EVITAR A POLUIÇÃO)
– ou: vamos investir mais e mais em tecnologias cada vez mais sofisticadas e cada vez mais
caras para produzir a nossa agua potável à partir da mesma matéria prima, seja com qual qualidade esta tiver? (implica: esforço próprio, não depende da vontade política ou da adoção de medidas para evitar a poluição do rio, mas assim é a vítima (a sociedade), e não o poluidor, é quem paga a conta, pois continua com o rio poluído. Implica: DINHEIRO PARA TRATAR O QUE JÁ FOI POLUÍDO)

Ou seja, o que é melhor: gastar em medidas que a longo prazo mantém a qualidade dos recursos naturais, diminuindo o seu custo de exploração em longo prazo, ou, não adotar medida nenhuma e depois gastar para recuperar o passivo ambiental.

O objetivo deste texto era fazer pensar que mesmo que o custo é alto, os benefícios da adoção de medidas ambientais compensam, pois em geral evitam mais gastos no futuro e previnem problemas maiores, como diz o antigo ditado: “Um mal menor previne um mal maior”

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Consumo Consciente Resíduos Sólidos

3 R's, 4 R's e 5 R's

Quando se fala de resíduos sólidos, ou seja, de lixo, existem as dicas dos R’s. Alguns materiais falam em 3 R’s, outros em 4 e outros em 5 R’s, afinal qual utilizar?
Antes de decidir qual conceito de R’s se aplica ao seu caso, primeiro é necessário saber o que em geral eles querem dizer:

3 R’s: Reduzir, Reutilizar e Reciclar.
4 R’s: Reduzir, Reciclar, Reutilizar e Reintegrar.
5 R’s: Reduzir, Reutilizar, Reciclar, Repensar e Recusar.

O primeiro conceito inventado e atualmente o mais utilizado é os 3 R’s.
O conceito de 4 R’s está ligado a gestão dos resíduos, conforme demonstra a seguinte figura:

Os 4 R\'s: Reduzir, Reutilizar, Reciclar e Reintegrar.
Os 4 R's: Reduzir, Reutilizar, Reciclar e Reintegrar.

Neste conceito de 4 R’s destacamos bem a diferença entre reciclar, reutilizar e reciclar:
Reciclar: Mandar o produto de volta para o processamento após sua utilização, exemplo: latinha de alumínio volta para a indústria de latinhas;
Reutilizar: Após o uso, reutilizar o produto para outro fim, exemplo: pegar um pote de vidro vazio e usar para guardar moedas;
Reintegrar: Reintegrar o produto a natureza, ou seja, transformá-lo novamente em um recurso natural, exemplo: compostagem de resíduos orgânicos para fazer húmus e adubo.

Já o conceito de 5 R’s foi adaptado para favorecer processos de Educação Ambiental, pois é um conceito mais prático e mais aplicável no nosso dia a dia como consumidores.

Conheça um passeio de ecoturismo na região de Bonito, MS, que coloca em prática os princípios dos R’s na gestão de resíduos sólidos: Rio da Prata.

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Gestão Ambiental Resíduos Sólidos

Gerenciamento de Resíduos Sólidos Urbanos

O problema dos Resíduos Sólidos Urbanos é apenas uma questão de falta de visão.
A questão ambiental só passou a ser considerada importante nas últimas três décadas, antes disso pouco se pensava sobre planejamento urbano, reciclagem e compostagem. Uma conseqüência desse desenvolvimento de consciência tardio é a falta de planejamento quanto à questão do tratamento e da disposição final de resíduos sólidos que a maioria das cidades brasileiras enfrenta. E, para agravar ainda mais a situação, esses métodos terão que ser desenvolvidos agora, em uma época de acelerado crescimento populacional e desenvolvimento urbano.
Estima-se que a população brasileira produza por dia uma média de 150 mil toneladas de lixo urbano, média esta, que tende a crescer como a população, em crescimento exponencial, e que deste total somente 65% seja coletado, ou seja, os 35% restantes vão parar nas ruas das cidades ou na natureza, poluindo, disseminando doenças e, assim, ameaçando a integridade da fauna, flora e população local. Das 98 mil toneladas de lixo que são coletadas, 75% têm como destino final os despejos a céu aberto, mais conhecidos como lixões, uma prática extremamente condenável pela sua capacidade de poluir em grande escala, e pela ameaça que a mesma representa à saúde da população.
Para solucionar esse problema é preciso primeiro investir em tecnologias para a gestão integrada dos resíduos sólidos, o que significa trabalhar integralmente o planejamento das ações técnicas e operacionais do sistema de limpeza urbana com os aspectos sociais, ou seja, unir as questões sanitárias, ambientais, econômicas e sociais. Uma união que já deveria ter sido proposta há muito tempo, considerando as fortes relações de causa e conseqüência existentes entre os temas listados.
Uma das maneiras mais completas de tratar e a dispor adequadamente o lixo urbano é através da separação dos tipos de resíduos, um método que envolve a reciclagem e a reutilização (um exemplo de reuso é a compostagem), sendo, portanto responsável por grandes economias de energia e de recursos naturais finitos. Essa segregação também irá proporcionar extrema eficácia para o serviço de tratamento já que cada espécie de resíduo irá ser processada utilizando metodologias e estruturas específicas, o que irá proporcionar grandes melhorias sociais, ambientais e econômicas.
Enxergar a longo prazo é ter visão. Na ciência do meio ambiente existem ações e reações resultando em processos e, muitos destes, obedecem a ciclos definidos, na maioria das vezes, muito antes do aparecimento da raça humana na Terra. Nosso planeta poderá sim sobreviver à nossa raça, da nossa parte é preciso apenas visão e planejamento.

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Desenvolvimento Sustentável

Definição de Meio Ambiente

A primeira coisa que muitos professores de ensino médio dizem quando vão iniciar uma aula de ecologia, é que o termo Meio Ambiente é redundante. De acordo com eles, as palavras que o formam possuem o mesmo significado, a sua soma totalizando, portanto, em um pleonasmo, algo como o famoso: “Vou descer lá embaixo”.
Talvez, para eles, essa seja uma verdade por uma simples falta de definição ou, devido ao caso de excesso de convivência com o “meio”. No entanto, consultando alguns dicionários, é possível descobrir que a palavra meio significa lugar onde se vive, e que ambiente possui o significado de ser o que cerca e envolve os seres vivos e as coisas.
Considerando essas definições, podemos presumir então que qualquer lugar pode ser um meio, como uma casa, e que uma sala de aula pode muito bem ser um ambiente. Será, então, que esse termo é realmente uma redundância? Ou, será que é apenas a maneira mais completa de dar um nome, através de palavras, para a natureza na qual vivemos e da qual fazemos parte?
O Meio Ambiente é o conjunto de fatores físicos, químicos e bióticos ao qual, cotidianamente, nos referimos como natureza. Em outras palavras, é o lugar em que vivemos, do qual dependemos para a nossa sobrevivência e o qual nos envolve e nos cerca. Um meio dinâmico, marcado por interações, ao qual, devido ao nosso enorme poder de modificá-lo, constantemente temos que nos readaptar.

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Gestão Ambiental Resíduos Sólidos

Países desenvolvidos e resíduos

Na aula do mestrado esta semana o Professor Marc (Holandês), passou um esquema muito interessante sobre como os países desenvolvidos lidam com seus resíduos industriais:
Primeiro: evitar geração de poluentes e de resíduos.
Segundo: se gerado o resíduo, tenta reaproveitar no local onde foi gerado.
Terceiro: Se isso não é posivel, tentar transformar em algo útil num outro lugar, exemplo: bolsa de resíduos industriais, o resíduo de uma indústria é matéria-prima para outra.
Quarto: Se as opções anteriores não são possíveis, tenta tratar o resíduo.
Penuútima opção: incinerar para gerar energia.
Última opção: é depositar num aterro, pois em países desenvolvidos os custos de aterrar são elevados devido a falta de espaço, e necessidade de gerenciamento.
Já nos países em desenvolvimento o que que a gente faz?
A gente aterra tudo!!

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Recursos Hídricos

Metais pesados em Ecossistemas Aquáticos

Todos os metais podem ser solubilizados pela água, podendo gerar danos à saúde devido à toxicidade ou aos potenciais carcinogênicos, mutagênicos ou teratogênicos em função da quantidade ingerida. São denominados tóxicos aqueles metais que produzem danos com pequenas quantidades. Exemplos de metais tóxicos são o arsênico, bário, cádmio, cobre, cromo, chumbo, mercúrio e zinco.

Um organismo aquático pode apresentar dois tipos básicos de comportamento em relação aos metais: ou é sensível à ação tóxica de um determinado metal, ou não é sensível mas o bioacumula, potencializando seu efeito nocivo através das cadeias alimentares de forma a colocar em risco organismos situados nos topos destas cadeias.

Em geral, metais tóxicos estão presentes em quantidades diminutas no meio aquático por ação de fenômenos naturais, mas podem ser despejados em quantidades significativas por atividades industriais, agrícolas e de mineração.

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Desenvolvimento Sustentável

Poema sobre o impacto das ações antrópicas na natureza e sobre o próprio homem

ELES SABEM, E EU TAMBÉM SEI
(Professora Sônia Hess, UFMS)

Que, pelas ruas, gritantes sirenes transportam, dia e noite, os frutos da crescente dor.

Que em cada copo de água bebe-se uma boa dose de veneno, porque as fontes não mais são puras, e o cloro nela aplicado também gera subprodutos perigosos.

Que em cada porção de alimento ingere-se resíduos dos agrotóxicos, aplicados como “salvadores da lavoura”; ou de anabolizantes, que fazem os animais “bombarem”; ou de aditivos, que transformam resíduos de processos industriais, em “saborosas iguarias”; ou ainda, de misteriosos componentes das embalagens, capazes de transformar “meninos em doces meninas”.

Que, para produzir aço, derrubam florestas que poderiam salvar os rios, o clima e o que resta de beleza.

Que em cada inalação, a saúde é aviltada por gases tóxicos, que matam silenciosamente os habitantes das grandes cidades, ou os desafortunados cortadores de cana, os carvoeiros e aqueles que conhecem de perto as queimadas.

Que só há dinheiro para pesquisar a cura das doenças mas, não, para evitá-las, porque quem produz os remédios também é quem produz a maior parte dos venenos que desencadeiam o fim da saúde.

Se eu sei de tudo isto, mais gente tem que saber, porque a ciência não foi criada para se calar, mas para iluminar os caminhos e trazer respostas que levem à paz.

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Desenvolvimento Sustentável

Definição de Desenvolvimento Sustentável

A sustentabilidade é o grande e maior desafio para a humanidade no século XXI. Em 1992, na Conferência Mundial sobre Meio Ambiente (Rio-92) quase 200 países ao assinarem a “Agenda 21” firmaram um compromisso de busca coletiva por um mundo sustentável do ponto de vista ecológico e sócio-econômico.
O objetivo a ser atingido nesta busca coletiva é o Desenvolvimento Sustentável.
Este conceito “Desenvolvimento Sustentável” pode ser definido como o desenvolvimento que “atende às necessidades das presentes gerações sem prejudicar o atendimento das necessidades das gerações futuras” e “que deve ser ao mesmo tempo ecologicamente equilibrado, economicamente viável e socialmente justo”.
O “Desenvolvimento Sustentável” parece certamente um objetivo utópico e inatingível, já que envolve uma mudança de comportamentos em toda a sociedade, pois está diretamente associado ao modo como trabalhamos, produzimos, vivemos nossas vidas, e ao modo com que os países e instituições conduzem suas políticas. Mas as pressões de consumidores e organizações sobre as cadeias produtivas, e dos indíviduos sobre os governos e instituições vêm gerando modelos de desenvolvimento e sistemas de gestão que buscam compatibilizar o desenvolvimento econômico, o social e o meio ambiente.

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Licenciamento Ambiental

Conceitos Básicos de Licenciamento Ambiental

Conceitos Básicos de Licenciamento Ambiental:

O Licenciamento ambiental é o procedimento no qual o poder público, representado por órgãos ambientais, autoriza e acompanha a implantação e a operação de atividades, que utilizam recursos naturais ou que sejam consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras.

A licença ambiental é um documento com prazo de validade definido, em que o órgão ambiental estabelece regras, condições, restrições e medidas de controle ambiental a serem seguidas pela atividade que está sendo licenciada.

Ao receber a Licença Ambiental, o empreendedor assume os compromissos para a manutenção da qualidade ambiental do local em que se instala.